Projeto Bike America

Projeto Bike America Uma viagem de bicicleta, de São Paulo ao México, registrando as diferenças culturais, paisagísticas e O caiçara e seu quintal molhado. Uma filosofia de vida!

O pescador em seu ambiente de trabalho. Os animais marinhos em seu habitat natural. O descanso eterno de navios e aviões naufragados. Lixos e resíduos ocupando um lugar indevido. Mergulhadores desvendando paisagens impressionantes. Crianças aprendendo sobre um novo mundo. O Bike America é um projeto pessoal, idealizado por Rodrigo Cisman, que consiste em percorrer a América Latina de bicicleta, de

São Paulo ao México, registrando as diferenças culturais, paisagísticas e submarinas em textos, fotos e vídeos. O objetivo é fazer um ensaio fotográfico para gerar discussão e ação através de imagens da vida marinha, de nossa interferência no ambiente e de práticas sustentáveis que reduzem os impactos causados, além de uma caracterização das comunidades tradicionais com a convivência diária, proporcionada através da viagem de bicicleta. Um dos mais importantes pilares do projeto é conscientizar crianças e jovens de escolas públicas em cada cidade sobre a importância de cuidar da natureza e, especialmente, dos oceanos. No total, serão aproximadamente 45 mil quilômetros rodados, 600 cidades, 19 países, o máximo de mergulhos possíveis, algumas escolas visitadas e muita, mas muita história pra contar. Este é o Projeto Bike America. Mais humano que uma série de reportagens. Mais abrangente que uma saída fotográfica. Mais profundo que relatos de mergulhos pontuais. Mais que um simples guia de viagem, uma expedição para inspirar mudança do modo de vida atual.

O povo vê as pinga que nóis toma, mas não vê as encostada que nóis dá!
02/03/2018

O povo vê as pinga que nóis toma, mas não vê as encostada que nóis dá!

Viajar de bike é fácil, quero ver pedalar com estilo!
01/03/2018

Viajar de bike é fácil, quero ver pedalar com estilo!

2017 ficou conhecido como o famoso ano em que o Bike America pedalou de Parnaíba/PI ao México. Segura!
04/01/2018

2017 ficou conhecido como o famoso ano em que o Bike America pedalou de Parnaíba/PI ao México. Segura!

Entre no app e assista ao meu ano de 2017 no Strava. Crie o seu em 2017.strava.com

- Pedalar até o México: concluído.- Fazer fotos para 14 ensaios: concluído.- Organizar e editar os álbuns: em progresso....
27/11/2017

- Pedalar até o México: concluído.
- Fazer fotos para 14 ensaios: concluído.
- Organizar e editar os álbuns: em progresso...

Acaboooou caraaaaai!https://bikeamericaprojeto.wordpress.com/2017/08/30/fim/Clique no link acima pra ler o texto com a m...
31/08/2017

Acaboooou caraaaaai!

https://bikeamericaprojeto.wordpress.com/2017/08/30/fim/

Clique no link acima pra ler o texto com a música. Ou leia aqui mesmo:

FIM!

Se é chato chegar a um objetivo num instante, eu tenho que dizer: pedalar por três anos pra chegar ao destino é do ca***ho!

O letreiro no alto à minha frente diz claramente: México. Não sei se devido ao sol ou por causa dos olhos marejados, as letras se embaraçam, piscam, mudam de lugar e começo a ver outras palavras. Mompox, Siguatepeque, Ayangue, Moyobamba, Cristovão.

Engulo seco, tomo um gole de água e sinto um gosto diferente. Parece suco de abacaxi com laranja. O segundo trago muda pra suco de umbú, depois sapoti, água panela, jamaica.

Tiro os óculos de sol e fecho os olhos bem apertados. Deve ser insolação. Quando abro, a rua se transformou em rio e o muro em árvores. Estou novamente na Amazônia, e os dezoito dias de barco do Brasil ao Peru voltam frescos à memória. Belém, Manaus, Tabatinga, Letícia, Santa Rosa, Iquitos, Yurimaguas, Breves, Tonantis, Gurupá. Sinto o ar úmido pesado, os verdes intensos, o Rio Negro e o Marañon, tudo ao mesmo tempo em um único segundo.

As letras se multiplicam, e aparecem frases inteiras. É promessa? Uma aposta? Boa viagem. Já almoçou? Aceita um café? Vai com Deus. Muito prazer, muchas gracias, quando volta?, não esqueça de nós. Gr**go, mister, senhor, bicicleteiro, pedalinho...

Ao lado de cada frase, surgem rostos conhecidos que guardam histórias secretas. Sorrisos banguelas, sobrancelhas levantadas de preocupação, pupilas dilatadas, pálpebras entreabertas, peles queimadas, lágrimas de saudades na despedida de um recém-amigo. Gazu, Nilsão,Gudan, Marcela, Mario, Jacinto, Melanie, China, Armando, Juan, Cauatã-Xohã dos Pataxós na Bahia e centenas mais.

De lá, me deixo levar novamente pelas praias espetaculares do nordeste. Maracaípe, Sagi, São Miguel do Gostoso, Galinhos, Jeri, Massarandupió, Mundaú, Lagoa Azeda e incontáveis outras praias ainda sem nome.

Uma nuvem cobre o sol e sinto o frio das montanhas do Peru, Equador e Colômbia, os trechos mais difíceis que podiam ser feitos sem a bicicleta. Só fazia caminhar estrada acima a até 3 mil metros de altitude. Haja cordilheira pra subir até chegar ao Pacífico e ao Caribe.

Um bem-te-vi canta e me leva a um reencontro com os animais. Pássaros, peixes, cobras, crocodilos, macacos, lagartas, gafanhotos, aranhas, escorpiões, golfinhos, arraias. Um mais especial que o outro.

Quando volto a mim mesmo, o letreiro se transforma pela última vez. Em vez de México, leio Socorro. Meus pelos se arrepiam e as pernas começam a tremer. Mais que um pedido de ajuda, é um chamado, que boto pra fora com um grito de saudade. De todos os lugares onde ainda se vive, é pra lá que vou voltar.

Fim!

Pra ouvir enquanto lê: — Se é chato chegar a um objetivo num instante, eu tenho que dizer: pedalar por três anos pra chegar ao destino é do ca***ho! O letreiro no alto à minha frente diz clar…

Desde que saí de casa com a bicicleta, há 3 anos, o que mais ouvi foi sobre a violência. Cuidado, aí pra frente é perigo...
21/08/2017

Desde que saí de casa com a bicicleta, há 3 anos, o que mais ouvi foi sobre a violência. Cuidado, aí pra frente é perigoso, sempre me disseram. Isso nunca me preocupou. Na verdade, ficava até feliz, já que isso demonstrava que as pessoas queriam meu bem.

Nas últimas semanas, passando pelos três países ao sul da América Central, o alerta se intensificou. O motivo: Honduras. Não pedale por lá, me diziam. Vá de ônibus, ou se tiver condição, pegue um avião direto pro México. Vão roubar sua bicicleta e te matar.

Pela primeira vez, fiquei com medo de não terminar a viagem. Fiquei assustado, desanimado e desinteressado pelo país. Assim que cruzei a fronteira, pedalei 15 km até a primeira cidade e de lá peguei um ônibus até a capital, Tegucigalpa. Sentia como se fosse ser atacado a todo momento.

Já no hostel, onde cheguei de táxi, fui me tranquilizando a cada conversa, fosse com hondurenhos ou turistas. Mesmo assim,dormi decidido a pegar um ônibus até sair do país. Quando acordei, mudei de ideia. Estava disposto a encarar o medo de frente. Ledo engano. Conheci um país completamente diferente do que me foi vendido.

Além de pedalar, caminhei empurrando a bicicleta por mais de 80 km subindo as montanhas sentido norte. Ganhei melancia, café, pão, almoço, cerveja, conselhos, sorrisos e acenos de crianças e adultos que cruzaram meu caminho.

A violência física que existe em Honduras não me causou nenhum dano, ao contrário da agressão psicológica a que fui submetido antes se chegar ao país.

Talvez seja cedo pra afirmar, mas tenho comigo que este é o ensinamento que buscava com a viagem. Precisei pedalar por um dos países mais miseráveis da América para lembrar que a pior pobreza é a de espírito.

Vamo que vamo que o México é logo ali.

Bicicleta com coroa e catraca gastas, conta zerada e as 3 câmeras estragadas, como se vê na foto do vulcão Concepcion, n...
05/08/2017

Bicicleta com coroa e catraca gastas, conta zerada e as 3 câmeras estragadas, como se vê na foto do vulcão Concepcion, na Ilha de Ometepe, Nicarágua.

Assim a viagem vai chegando ao fim, e a hora de trocar as pedaladas pela sossegada.

Vamo que vamo.

Ta ficando completo... vamo que vamo!:)
20/07/2017

Ta ficando completo... vamo que vamo!

:)

a map created on Tripline

Hasta la vista, América do Sul.Depois de uma semana em um veleiro de Cartagena a Porto Belo, o pneu vai esquentar na Ame...
17/07/2017

Hasta la vista, América do Sul.

Depois de uma semana em um veleiro de Cartagena a Porto Belo, o pneu vai esquentar na America Central.

Vamo que vamo!

Endereço

Barrinha, SP

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