09/05/2026
A maternidade me ensinou que o amor mais profundo também é o mais intenso.
Meus dias começam antes mesmo do sol nascer e terminam quando o silêncio finalmente toma conta da casa. Entre brinquedos espalhados, risadas, choros, colo, desenhos, abraços apertados e pequenas mãos me procurando o tempo todo… existem o Matteo e o Benicio. O meu mundo inteiro cabendo em dois olhinhos inocentes.
Ser mãe deles é viver cansada e, ainda assim, cheia de amor. É se dividir em mil partes e continuar inteira só porque eles existem. É descobrir forças que eu nem sabia que tinha.
Mas no meio dessa rotina tão cheia de vida, eu também encontrei uma turbulência… daquelas que perde o chão!
E junto com o diagnóstico veio um silêncio difícil de explicar. Um medo quieto. A sensação dolorosa de ausência, mesmo estando presente. Porque às vezes o corpo está ali, mas a alma está tentando entender como continuar forte enquanto tudo por dentro desaba.
Existem dias em que o medo me visita. Dias em que eu olho para eles brincando e peço em oração para ter tempo. Tempo para vê-los crescer. Para ouvir as primeiras histórias da escola, acompanhar seus sonhos, enxugar lágrimas, comemorar conquistas e continuar sendo porto seguro quando a vida machucar.
Eu não sonho com grandes coisas.
Hoje, o meu maior sonho é simplesmente permanecer.
Permanecer viva. Presente. Forte.
Porque a esperança ganhou o rosto dos meus filhos.
E é por eles que eu levanto mesmo nos dias difíceis. É por eles que eu enfrento exames, medos, dores e incertezas. É por eles que eu acredito que essa doença não será o ponto final da minha história.
Eu ainda quero viver muitos capítulos ao lado do Matteo e do Benicio.
Quero vê-los crescer, correr pela casa, descobrirem o mundo e, um dia, entenderem que o amor da mãe deles foi tão grande… que venceu até o medo. ♥️