15/11/2025
Quando conheci a Carol, ela estava ali, vendendo sua arte na beira da Praia de Boa Viagem, no ritmo do mar e da vida. Eu, no meio de um papo cabeça com um amigo, mergulhado em conversas sobre recomeços, mudanças e essas viradas que a vida dá quando a gente menos espera.
Carol chegou falando exatamente sobre isso: reconstruir, se olhar com carinho, começar de novo, se reconectar com o que a gente é de verdade. E a conversa fluiu. Falamos sobre ser mãe solo, sobre as batalhas silenciosas, sobre o peso e a potência de ser gigante num mundo que vive tentando nos diminuir.
É louco, né? Ser gigante. Carol trouxe tudo com uma leveza absurda, com um sorriso que já dizia muita coisa. Menina paulista vivendo no Nordeste, aprendendo, desaprendendo e se reinventando tudo ao mesmo tempo.
E eu fico pensando que foi bonito demais encontrar Carol justamente numa fase em que nós dois estávamos ali, nos refazendo, rearrumando a casa interna, abrindo espaço pra uma nova história nascer.
Falamos sobre vida, futuro, filhos, força. Falamos sobre mulheres pretas, sobre coragem, sobre levantar mesmo quando tudo pesa. Falamos sobre recomeçar… e reconstruir.
Mas sabe o que não apareceu em momento nenhum? A palavra desistir. Essa aí nem passou perto. Não estava na conversa e não entra no dicionário de nenhum de nós.
Obrigado, Carol, por essa troca tão grande e tão simples ao mesmo tempo.
Com amor.
Jon