24/10/2025
Hoje compartilho algo muito pessoal: minha visita a Auschwitz, que fiz no ano passado. Neste ano de 2025, a libertação de Auschwitz completa 80 anos. Foi uma experiência de uma tristeza imensa, porque ao passar por aquele portão, e caminhar pelos corredores daquele antigo campo transformado em museu, vi as malas com nomes dos prisioneiros escritos à mão, que acreditavam que iriam voltar para suas casas, os sapatos empilhados e os pertences pessoais contavam histórias de vidas interrompidas.
Ver as fotos na parede, os rostos dos prisioneiros com aquele olhar sem esperança, olha de tristeza pura, me fez sentir a dor deles de uma forma que eu nunca vou esquecer. Ainda mais difícil foi quando vi os itens das crianças, as fotos delas, roupinhas sujas e furadas, ali eu não aguentei e desabei. Quase não consegui continuar. Pensei em parar, mas eu sabia que precisava continuar, porque como alguém apaixonado por história, eu entendo a importância em ver isso com meus próprios olhos.
Neste campo, pude entrar também na única câmara de gás restou. Não tem como explicar o clima e a energia pesada do local, a cor da parede, as marcas de unhas, lá dentro o silêncio é muito barulhento.
Auschwitz é um museu que nos mostra, em cada detalhe, a dor que não pode ser esquecida. Auschwitz foi o início de algo terrível, e andar por aqueles corredores me fez entender a urgência de manter essa memória viva. Conhecer essa história de perto nos faz refletir sobre a importância de nunca esquecer.