25/07/2022
Há um ano, sem perceber, comecei um processo de mudança sinistro na minha vida.
Assim como pra todo mundo, a pandemia foi muito difícil. Por aqui, encerrei um relacionamento de anos, minha mãe descobriu um câncer, enfrentamos a luta cansativa e difícil, na sequência mergulhei com força em trabalho pra não precisar pensar muito e tive um burn out, caí depressão fodida. Perdi a gargalhada. Tinha vergonha em admitir que precisava de ajuda e atrasei meu processo de cura. Quase desisti.
Eu não sei qual a data exata que virei uma moradora de Curitiba. Mas lembro que no meu último aniversário eu decidi que ia me dar uma chance e aceitei fazer coisas diferentes. O processo foi tão orgânico e leve que nem notei: numa sequência de trabalhos fazendo “bate-volta” entre a capital e o interior, pousei.
E mesmo me sentindo tagarela e coração demais pra uma cidade que consideram fria em tantos os sentidos, sinto estar vivendo um constante e quentinho abraço depois das fases mais desafiadoras da minha trajetória até então.
Eu não sabia os planos do universo, mas o destino foi essencial pra me ajustar e poder voar mais alto.
Ganhei oportunidades, conheci pessoas incríveis e talentosas, entrei numa empresa irada, encontrei uma galera pra chamar de fechamento, me vi em novas versões e funções, ganhei uma rotina dinâmica e maluca como sou.
Reencontrei minha risada de tia.
E tô vivendo meu tão sonhado desfecho feliz.
Esses tempos ouvi que “o universo opera milagres de maneiras misteriosas”. Apesar de ter sido extremamente difícil, todo esse processo de transformações me fez deixar pra trás tudo que me atrasava.
Eu to vivendo meu tão sonhado e esperado desfecho feliz.
Preciso agradecer cada familiar e amigo que não desistiu de mim quando eu quase estava.
O meu eterno amor por rezarem e torcerem tanto.
A minha eterna alegria por compreenderem meu amor por ter rotina maluca.
E minha gratidão, para meus amigos curitibanos que me acolheram nesse processo, cada um sabe a importância que tem pra mim.
Essa temporada da “vida doida de Chiara” tá bem divertida. Acho que vale dividir uns episódios.
{thank you, life}