07/05/2026
Tenho pensado muito sobre isso nos últimos dias: talvez a maior crise das marcas hoje não seja de atenção.
Seja de identidade.
Vivemos um momento em que todo mundo quer parecer relevante o tempo inteiro.
As marcas mudam de linguagem a cada semana.
As pessoas adaptam a personalidade ao algoritmo.
Tudo precisa performar.
Mas no meio de tanta adaptação, comecei a perceber uma coisa:
muita gente está conseguindo atenção sem necessariamente construir presença.
Porque presença exige coerência.
E coerência exige coragem.
Coragem de sustentar uma visão mesmo sem validação imediata.
Coragem de não entrar em todas as tendências.
Coragem de construir uma identidade antes de tentar viralizar.
Talvez por isso começar a mostrar mais do que penso seja mais desafiador do que mostrar meu trabalho.
Fotografar me ensinou muito sobre percepção.
Mas observar marcas, comportamento e a forma como as pessoas tentam existir no digital tem me ensinado ainda mais sobre identidade.
No fim, talvez as marcas mais fortes do futuro não sejam as que conseguem chamar atenção o tempo inteiro.
Mas as que continuam reconhecíveis mesmo quando tudo ao redor muda.