BehindNature Academy

Ligar Website

BehindNature Academy O nosso centro é a formação. Turmas pequenas, acompanhamento próximo e um método que vai da técnica à narrativa.

Centro de Formação Profissional especializado na área da Formação em Fotografia
Atividades fotográficas e viagens fotográficas focadas na consciência, natureza e humanismo

Sonha, Aprende, Faz A BehindNature é uma academia de formação especializada na área da fotografia criada em 2011 pelo fotógrafo Filipe Silva — somos um espaço de formação e um estúdio criativo onde se aprende a dominar a câmara e, sobretudo, a ver com intenção. Ensinamos fotografia por níveis e percursos — da iniciação à especialização —, em regime presenciais, e-learning ou b-learning (teoria online + prática presencial em Leiria): Iniciação, Nível 2, Edição em Lightroom, Storytelling Visual e especializações em Produto e Estúdio/Retrato. Acreditamos numa abordagem integrada, que cruza imagem, natureza e ciências humanas. Mais do que carregar no botão, queremos formar um olhar: composição, luz, edição e a capacidade de contar histórias que ficam. Complementamos a formação com experiências fotográficas na natureza — os nossos PhotoTours e saídas de campo — e com competências de terreno que tornam essas saídas mais seguras e conscientes. São o prolongamento da sala de aula, não o seu centro. Formamos, acompanhamos e caminhamos com quem procura mais do que imagens: procura olhar, histórias e evolução. BehindNature — uma marca da Prognatus — Soluções Empresariais, Lda.

📍 Leiria - ✉ [email protected] - 🌐 www.behindnature.pt

Bangladesh.Aquela montanha não é uma montanha. É tudo aquilo que decidimos deixar de ver depois de o deitarmos fora. Uma...
24/10/2026

Bangladesh.

Aquela montanha não é uma montanha. É tudo aquilo que decidimos deixar de ver depois de o deitarmos fora. Uma montanha de lixo.

Uma escavadora ergue lixo contra o pôr do sol, como se estivesse a esculpir paisagem. E, no meio dela, um homem caminha à procura de algo que ainda tenha valor — plástico, metal, vidro — enquanto pássaros e cães disputam o mesmo terreno.

Não é uma imagem sobre pobreza. É uma imagem sobre consequência.

Nós, os que vivemos longe destas montanhas, continuamos a comprar, a trocar, a descartar, convencidos de que o lixo desaparece quando sai à porta de casa. Não desaparece. Vai para algum lugar. E nesse lugar há sempre alguém a tentar sobreviver dentro daquilo que o resto do mundo decidiu esquecer.

Fotografei este homem contra a luz, de propósito. Porque, de certa forma, é isso que fazemos a quem vive disto: apagamos o rosto, guardamos a silhueta, e seguimos em frente sem perguntar o nome.

Viajar devia servir para isto: para nos tirar da confortável distância entre a nossa vida e as suas consequências. Para nos obrigar a olhar de frente para aquilo que preferíamos que fosse invisível.

Não trago esta fotografia para chocar. Trago-a para lembrar que cada escolha de consumo que fazemos tem um lugar onde pousa — e, muitas vezes, esse lugar tem gente a viver dentro dele.

Fotografar é muito mais do que aprender a usar uma câmara.

É aprender a olhar. E, às vezes, é aprender a incomodar-nos com o que vemos.

📍 Bangladesh
📷 Leica Q3



Dhaka, Bangladesh.Há olhares que dizem mais do que qualquer palavra alguma vez poderia.Encontrei-a espreitando pela jane...
24/10/2026

Dhaka, Bangladesh.

Há olhares que dizem mais do que qualquer palavra alguma vez poderia.

Encontrei-a espreitando pela janela de um comboio, na estação de Dhaka. Não troquei uma palavra com ela. Não precisei.

Havia curiosidade naquele olhar. Uma fragilidade que só a infância tem. E, ao mesmo tempo, uma serenidade que desarma qualquer adulto do outro lado da câmara.

É isto que mais me fascina em fotografar pessoas em viagem: a língua muda, a cultura muda, o país muda — mas há coisas que continuam a atravessar tudo isso sem tradução. Um olhar. Um silêncio partilhado. O simples reconhecimento de que ali estão duas pessoas, curiosas uma pela outra.

Não fotografei uma criança bengali.

Fotografei um instante de conexão humana, feito de nada mais do que atenção e respeito.

É por isso que continuo a acreditar que a fotografia é, antes de tudo, uma forma de comunicar quando as palavras não chegam. Um idioma que se aprende a olhar, não a falar.

Fotografar é muito mais do que aprender a usar uma câmara.

É aprender a olhar.

Em outubro, vem fazer esse caminho comigo.

📍 Dhaka, Bangladesh
📷 Leica Q3



São Tomé e Príncipe.Antes de levantar a câmara, houve um momento sem fotografia nenhuma. Só olhar, só estar ali, deixar ...
09/10/2026

São Tomé e Príncipe.

Antes de levantar a câmara, houve um momento sem fotografia nenhuma. Só olhar, só estar ali, deixar que ela decidisse se queria ser vista.

Um retrato genuíno não se rouba — pede-se, em silêncio, muito antes do clique. É o corpo que fala primeiro: a postura descontraída de quem não sente ameaça, o tempo que se dá sem pressa, a mão que não se ergue de repente. Isso lê-se, em qualquer língua, em qualquer continente.

A empatia é a única lente que não está no equipamento. É ela que diz a alguém, sem palavras, "não quero nada de ti, só quero ver-te". E é só quando essa confiança existe que a expressão deixa de ser pose — vira verdade. Os olhos param de representar e começam a mostrar.

É por isso que ensino sempre a olhar antes de fotografar: a técnica entende-se em horas, a conexão exige presença, respeito e a humildade de saber que a pessoa à tua frente não te deve nada — nem o rosto, nem a confiança, nem o momento. Quando ela a dá mesmo assim, o retrato deixa de ser sobre quem fotografa. É sobre quem foi visto.

Fotografar é muito mais do que aprender a usar uma câmara.

É aprender a olhar.

📍 São Tomé e Príncipe
📷 Leica Q3 43
43mm · f/2.0 · 1/60s · ISO 160



Lazarim, Lamego.Há aldeias em Portugal onde o Entrudo não é festa ligeira — é máscara talhada em madeira de amieiro, pal...
07/10/2026

Lazarim, Lamego.

Há aldeias em Portugal onde o Entrudo não é festa ligeira — é máscara talhada em madeira de amieiro, palha trançada à mão, chifres que vêm de um imaginário mais antigo do que qualquer um de nós.

Por trás destes rostos, duas pessoas desaparecem por uns dias. Ganham licença para dizer o que normalmente se cala — é isso que acontece na terça-feira de Carnaval, quando se leem os Testamentos do Compadre e da Comadre, versos afiados sobre os defeitos de cada s**o, ditos sem medo porque quem fala está escondido.

Há séculos que esta aldeia perpetua o mesmo ritual: vestir a identidade de outra coisa para dizer verdades que, a rosto descoberto, ninguém diria.

Fotografar é muito mais do que aprender a usar uma câmara.

É aprender a olhar.

📍 Lazarim, Lamego
📷 Leica Q3 43
· f/5.0 · 1/125s · ISO 250
pereira._



Istambul.Há um segundo, só um, em que a rua se organiza sozinha diante de nós — e depois desaparece para sempre.Quando v...
03/10/2026

Istambul.

Há um segundo, só um, em que a rua se organiza sozinha diante de nós — e depois desaparece para sempre.

Quando vi aquele homem a atravessar o enquadramento, ao telefone, de olhar perdido no horizonte, soube que tinha talvez meio segundo antes que tudo se desalinhasse. Atrás dele, duas mãos em forma de coração emolduravam um olhar impresso numa parede. Um instante antes, ou um instante depois, a fotografia não existiria. F**a o nosso imaginário: estaria ele a telefonar para o seu amor?

É isto que a fotografia de rua me ensinou, e que nenhuma outra disciplina me ensinou da mesma forma: o mundo não posa para nós. Ele acontece, com ou sem a nossa atenção, e a única coisa que realmente controlamos é estar prontos quando ele decide revelar-se.

Não houve direção. Não houve pedido. Houve apenas observação — a câmara já erguida, a respiração suspensa, a confiança de que, se eu esperasse o suficiente, a rua me daria a sua própria composição.

Fotografar rua é isto: aceitar que não se cria o momento, descobre-se. E que entre um milhar de pessoas a passar indiferentes, existe sempre uma fração de segundo em que a vida, sem saber, compõe uma cena perfeita para quem estiver a prestar atenção.

Depois desse instante, a cena desfez-se. O homem seguiu caminho. A rua voltou ao caos normal. Mas aquela fração ficou. Ficou porque alguém decidiu, naquele dia, não só olhar — mas ver.

É por isso que ensino fotografia de rua da forma como ensino: não como técnica, mas como disciplina de atenção. Porque a câmara mais sofisticada do mundo não serve de nada a quem não está verdadeiramente presente.

Fotografar é muito mais do que aprender a usar uma câmara.

É aprender a ver antes dos outros. É aprender a congelar o que, sem nós, se perderia sem deixar rasto.

Em outubro, vem fazer esse caminho comigo.

📍 Istambul, Türkiye
📷 Leica Q3



Madagascar. Uma mulher Sakalava. Um rosto onde se desenha uma tradição.O masonjoany faz parte da cultura Sakalava. Prepa...
22/09/2026

Madagascar.

Uma mulher Sakalava. Um rosto onde se desenha uma tradição.

O masonjoany faz parte da cultura Sakalava. Preparado a partir de madeira moída e aplicado no rosto, é tradicionalmente usado como proteção contra o sol, mas também como cuidado, beleza e expressão cultural — uma prática transmitida ao longo de gerações.

Mas foi o rosto, o olhar e a pessoa que estavam diante de mim que me fizeram levantar a câmara.

Quando fotografo pessoas, tento sempre chegar antes da fotografia.
Observar. Esperar. Aproximar. Compreender.

Porque fotografar alguém não é apenas encontrar uma imagem bonita. É tentar perceber um pouco da história, da cultura e da humanidade que existem naquele instante.

Foi isso que a fotografia me ensinou ao longo dos anos: viajar pode levar-nos a lugares diferentes, mas aprender a olhar pode mudar a forma como vemos o mundo.

E é essa forma de olhar que procuro partilhar quando ensino fotografia.

Não apenas como dominar uma câmara.
Não apenas como controlar a luz.
Mas como encontrar imagens naquilo que já está diante de nós.

Não se trata do lugar onde estás.
Trata-se da forma como aprendes a olhá-lo e a vivê-lo.

Fotografar é muito mais do que aprender a usar uma câmara.

É aprender a olhar. É aprender a viver.

Em outubro, vem fazer esse caminho comigo.

📷 Leica Q3



Formação em Fotografia Digital · Nível 250 horas com início a 6 outubro 2026ResumoAprofunda a composição, a cenografia e...
15/09/2026

Formação em Fotografia Digital · Nível 2
50 horas com início a 6 outubro 2026

Resumo
Aprofunda a composição, a cenografia e a direção de imagem para construir fotografias com mensagem.

Para quem
Quem domina os fundamentos e quer aprofundar o olhar e a direção de imagem.

Vais aprender a
Compor e dirigir imagens com intenção e construir séries com coerência visual e mensagem.

▸ Duas vezes por semana, às terças e quintas-feiras, das 19h00 às 23h00 (a última sessão termina às 21h00). Regime b-learning: sessões teóricas por videoconferência (Zoom) e sessões práticas presenciais em data e local a acordar.

Conteúdos
- Composição avançada
- Luz como linguagem
- Cor e harmonia
- Cenografia e direção de imagem
- Enquadramento narrativo
- Estilo e coerência de série
- Exercícios dirigidos com crítica

Registo de pré-inscrição:

Um percurso completo de fotografia: 6 formações certificadas, b-learning, 50h cada. Inscrições abertas.

Formação em Fotografia Digital – Iniciação50 horas com início a 7 outubro 2026Domina a tua câmara e os fundamentos da fo...
15/09/2026

Formação em Fotografia Digital – Iniciação
50 horas com início a 7 outubro 2026

Domina a tua câmara e os fundamentos da fotografia digital para produzir imagem e vídeo de comunicação com intenção.
No final da formação, vais ser capaz dede operar a câmara fotográfica em modo manual, controlar a exposição, ler e usar a luz, compor com intenção e produzir imagem como forma de comunicar.

Conteúdos Programáticos

1. A câmara e os modos;
2. Exposição (ISO, velocidade, abertura);
3. Leitura da luz natural;
4.Enquadramento e composição;
5. Foco e profundidade de campo;
6.Fluxo básico (RAW/JPEG, cartõeseficheiros);
7. Prática de captação de imagem.

Ação de formação profissional financiada e certificada, ministrada ao abrigo da certificação DGERT da entidade formadora (Acilis - Entidade Parceira).
Formação inserida no Catálogo Nacional de Qualificações — área 341(Comércio).
Certificado de formação profissional emitido pela Acilis.

Horário: Duas vezes por semana, às segundas e quartas-feiras, das 19h00 às 23h00 (a última sessão termina às 21h00). Regime e-learning: sessões teóricas por videoconferência (Zoom) e sessões práticas presenciais em data a acordar.

Registo de pré-inscrição: https://my.behindnature.pt/planificacao

Endereço

Leiria

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 18:00
Terça-feira 09:00 - 18:00
Quarta-feira 09:00 - 18:00
Quinta-feira 09:00 - 18:00
Sexta-feira 09:00 - 18:00
Sábado 09:00 - 18:00

Telefone

+351912984766

Notificações

Seja o primeiro a saber: enviamos-lhe um e-mail quando BehindNature Academy publicar novidades e promoções. O seu endereço de e-mail não será utilizado para nenhum outro fim e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Partilhar