O Mármore e A Murta

O Mármore e A Murta O trajeto é uma aproximação histórica do ramal local do Caminho do Peabiru.

Caminhada fotográfica a partir do centro da aldeia de Piratininga, coração de São Paulo, até o ponto original do Porto das Naus em São Vicente, o primeiro do país.

Não tinha jeito melhor de acabar esse ano maluco do que ser selecionado para o Nova Fotografia 2024 do Museu da Imagem e...
12/15/2023

Não tinha jeito melhor de acabar esse ano maluco do que ser selecionado para o Nova Fotografia 2024 do Museu da Imagem e do Som - MIS SP Vai ser uma aventura re-imaginar o projeto que já é um livro, agora no espaço expositivo. Agradeço a por guiar a criação do livro e a todos do grupo de estudos de que abriu meus olhos desde o começo. Mais detalhes:

Posted • Conheça os artistas e projetos selecionados para o Nova Fotografia 2024:

▶ Gisa Araujo
“Thalassa”

▶ Rafa Rojas
“Cores de São Paulo”

▶ Daniela Balestrin
“Onde termina a árvore e começa o resto do mundo?”

▶ Cientista da foto
“Infravermelho, uma realidade oculta”

▶ Maíra Erlich
“A história que eu imaginei pra você”

▶ Gui Marcondes
“Eu sei que existo porque você me imagina”

Além de exibir os trabalhos contemplados ao público, os projetos passam a fazer parte do acervo físico e digital do museu. Os selecionados recebem, também, um prêmio em dinheiro.

Come to Head Hi today between 6-8pm for the launch of my new book published by Nearest Truth:
10/12/2023

Come to Head Hi today between 6-8pm for the launch of my new book published by Nearest Truth:

07/06/2020

Os homens brancos, [Dan Flynn] começou, cometeram o erro comum de supor que, porque os aborígenes eram andarilhos, não seria possível que tivessem um sistema de posse da terra. Isso é um absurdo. Os aborígenes, realmente, não imaginavam o território como um bloco de terra cercado por fronteiras, mas como uma rede interligada de 'linhas' ou 'vias de passagem'.

‘Todas as nossas palavras para “país", ele disse," são as mesmas que para “linha".'

The Songlines, Bruce Chatwin

“Só porque os brancos não souberam fazer, não quer dizer que foram aliens”. Enquanto eu escrevo meu próximo post (sim eu...
06/11/2020

“Só porque os brancos não souberam fazer, não quer dizer que foram aliens”. Enquanto eu escrevo meu próximo post (sim eu demoro muito, tem muita pesquisa!), deixo aqui esse meme já clássico das .meme.queens

Em breve vou falar de como aprendi que a obra mais monumental dos nossos povos indígenas estava debaixo dos nossos narizes esse tempo todo e é muito maior que qualquer pirâmide.

O colega  me mandou um video um pouco inusitado em que uma enérgica Paula Lavigne aos berros de “VAMO MALHÁ???” tenta ar...
05/06/2020

O colega me mandou um video um pouco inusitado em que uma enérgica Paula Lavigne aos berros de “VAMO MALHÁ???” tenta arrancar um idoso Caetano Veloso do sedentarismo quarentênico. O senhor de pijamas a ignora, preferindo ficar odara e dividir suas recentes descobertas literárias: conta que leu um livro chamado “Língua portuguêsa e realidade brasileira” de Celso Cunha. O texto de 1969 prevê erroneamente que o “R” retroflexo (O “R” de caipira falando porrrta) iria desaparecer em breve, provavelmente por ser considerado inculto. Estava errado. Em parte impulsionado pela periferia de São Paulo, uma região limítrofe com o interiorrr e através principalmente do hip-hop, essa pronúncia ganhou uma predominância recente, imprevista aos intelectuais de 50 anos atrás. Caetano nota que ao conversar com Paraguaios do “povão” que trabalhavam na equipe de seus shows em Asunción, percebeu que falavam espanhol com o mesmo “R” enrolado dos caipiras. De fato, dê um google em aulas básicas de Guarani paraguaio e você logo vai ouvir “Guarrrani”.

Uma matéria de Carlos Fioravanti de 2015 confirma parte da história: “O R caipira era uma das características da língua falada na vila de São Paulo, que aos poucos, com a crescente urbanização e a chegada de imigrantes europeus, foi expulsa para a periferia ou para outras cidades”, diz José Simões da USP. “Era a língua dos bandeirantes.” Os especialistas acreditam que os primeiros moradores da vila de São Paulo, além de porrta, pulavam consoantes no meio das palavras, falando muié em vez de mulher, por exemplo. Para aprisionar índios e, mais tarde, para encontrar ouro, os bandeirantes conquistaram inicialmente o interior paulista, levando seu vocabulário e seu modo de falar.”

Até 1757, quando o Marquês de Pombal expulsou o Jesuítas que catequizavam em língua indígena e estabeleceu o português como lingua oficial do Brasil, a maioria dos paulistas falava a língua geral paulista. Além de São Paulo esse sotaque é notável em todas a regiões por onde o Peabiru passava, como Paraná e Santa Catarina. E nós sabemos que os bandeirantes usaram os caminhos indígenas para invadir o interior do continente.

Toma essa, Lavigne!

Leonardo Werá Tupã me mandou esse video super interessante descrevendo a saga de Aleixo Gacia no Peabiru pela perspectiv...
04/28/2020

Leonardo Werá Tupã me mandou esse video super interessante descrevendo a saga de Aleixo Gacia no Peabiru pela perspectiva andina. Vale a pena ver as ligeiras variações em relação à versão que ficou mais popularizada no Brasil. Por exemplo, nessa contagem Garcia só entrou no Peabiru já depois do Rio Paraná em território do atual Paraguai e teria ido até lá pelo caminho tradicional dos Europeus que era descer pela costa atlântica e entrar no Rio da Prata. No entanto essa rota era normalmente marítima. Me parece pouco prático fazer toda essa volta a pé quando os guias da expedição eram Guaranis que já sabiam um camino mais curto por terra, mas enfim, vejam e digam o que acham.

¿Sabias que Francisco Pizarro no fue el primero europeo en llegar al imperio Inca? ¿Sabias que años antes un portugués trato de invadir el Tawantinsuyo? ¿Con...

Feliz Dia Mundial do Livro! Como os seguidores dessa página adoram história e trilhas, recomendo ‘On Trails’, do jornali...
04/23/2020

Feliz Dia Mundial do Livro! Como os seguidores dessa página adoram história e trilhas, recomendo ‘On Trails’, do jornalista americano Robert Moor. Infelizmente ele ainda não foi traduzido para o português mas para quem puder ler em inglês, é imperdível. Moor, um trilheiro inveterado, vai fundo na questão “O que é uma trilha?”, rebobinando a história até 500 milhões de anos atrás, quando os primeiros seres vivos começaram a se movimentar no fundo do oceano, até chegar nos caminhos turísticos modernos. O capítulo que mais nos interessa é o dedicado às trilhas indígenas que deram origem a muitas das estradas modernas da América do Norte. Os paralelos com Brasil e a América Latina, no caso do Peabiru, são óbvios. Algumas são questões de ordem logística, como as trilhas Cherokee que seguiam rigorosamente as cristas dos morros, assim como as dos Guarani e Tupi, outras de ordem histórica colonial: assim como no Brasil, nos EUA os conquistadores fabricaram o mito dos “desbravadores” (nossos nossos Bandeirantes, os peregrinos/cowboys deles). Na realidade, em ambos os casos os brancos aprenderam a se locomover na América usando uma rede de caminhos já existente, extremamente desenvolvida e eficiente. Mas porque essas trilhas foram esquecidas, assim aqui como lá? Menos que uma conspiração organizada para apagar a importância desses caminhos, havia uma incompreensão absoluta dos colonizadores ao patrimônio cultural imaterial dos nativos. Como o próprio Moor define no livro: “Aprendi que alma de uma trilha não é limitada ao solo e às rochas; ela é evanescente, flúida como o ar.” Como Sérgio Buarque de Holanda suspeitava sobre o Peabiru, não eram estrada físicas mas um conjunto de instruções de navegação do território. Eram criações comunitárias que emergiam na tentativa e erro, passadas no boca a boca por gerações, sem autor original ou arquiteto. Como Moor diz: “Trilhas não são únicas nesse aspecto, esse processo evolucionário também acontece no “folclóre”, canções de trabalho, piadas e memes.” A mentalidade européia, acostumada ao mito do gênio individual, da palavra escrita e da estrada pavimentada, simplesmente não conseguia enxergar um processo invisível tão complexo.

Fui convidado a falar sobre O Mármore e A Murta no podcast da Rio Bravo. Inicialmente não entendi porque uma empresa de ...
02/14/2020

Fui convidado a falar sobre O Mármore e A Murta no podcast da Rio Bravo. Inicialmente não entendi porque uma empresa de investimentos se interessou, então vi que o programa é bem variado, e tem entrevistas com gente como Laís Bodanzky e Fernando Gabeira. Enfim, se quiserem me ouvir falar um pouco sobre o Peabiru, história pré-colonial e a influência das mídias sociais no desenvolvimento de projetos, clica ai embaixo:

No Podcast Rio Bravo desta semana, nosso convidado é Guilherme Marcondes, arquiteto de formação e idealizador do projeto “O Mármore e a Murta”. A partir de uma abordagem multidisciplinar, “O Mármore e

02/05/2020

Magnum Photos development Workshop Presentation

Orgulhoso de anunciar que O Mármore e A Murta foi selecionado para o workshop de desenvolvimento de projetos da Magnum P...
01/22/2020

Orgulhoso de anunciar que O Mármore e A Murta foi selecionado para o workshop de desenvolvimento de projetos da Magnum Photos liderado pelo fotógrafo Moises Saman e o editor da TIME Magazine Paul Moakley. Estou estudando a história pré-colonial da América do Sul e as trilhas indígenas que passam pela minha cidade natal, São Paulo. Fico feliz que o assunto atraiu atenção também fora do Brasil e espero que o workshop me ajude a formatar o material audiovisual que venho produzindo.

In partnership with Mana Contemporary, Moises Saman and Paul Moakley lead a free workshop exploring the production, editing and publishing of long-term multimedia projects

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