27/06/2026
Esses dias percebi uma coisa curiosa sobre mim.
Às vezes deixo de postar as fotos mais lindas dos eventos e ensaios aqui não porque eu não goste delas, mas porque, na hora de escolher, enxergo uma qualidade diferente em cada uma e não consigo decidir qual é a minha preferida.
Enquanto alguém olha uma sequência de fotos e pensa “são todas lindas, praticamente iguais”, eu vejo pequenas diferenças que mudam completamente a forma como aquela imagem me faz sentir.
Uma tem a luz perfeita.
Outra tem o sorriso mais verdadeiro.
Outra transmite exatamente a emoção daquele instante.
Cada uma conta uma história diferente.
E foi aí que entendi algo que nunca tinha conseguido colocar em palavras…
Talvez eu não tenha dificuldade para escolher.
Talvez eu apenas tenha dificuldade para ignorar o valor que existe em cada possibilidade.
Na minha cabeça, é quase como um tribunal:
Cada foto chega acompanhada dos seus argumentos.
Uma defende a luz.
Outra defende a composição.
Outra defende a emoção.
E eu, como advogada que também sou, fico tentando dar uma sentença justa.
Naquele momento, eu não estou tentando descobrir qual foto é melhor.
Estou tentando fazer justiça com todas elas.
Queria que todos pudessem enxergar o que eu estou vendo. ❤️
E, curiosamente, isso explica muito mais do que as fotos.
Explica por que adoro cozinhar, mas demoro para decidir qual receita fazer quando gosto de várias ideias.
Explica por que pesquiso tanto antes de tomar algumas decisões, mesmo quando já tenho todas as informações relevantes. Ainda assim, fico pensando se não existe algum detalhe que deixei passar.
Mas, principalmente, explica o meu jeito de olhar.
Passei muito tempo tentando entender por que eu funcionava assim, tentando consertar uma característica que, na verdade, só precisava ser compreendida.
Afinal, a característica que torna minhas escolhas mais difíceis é a mesma que molda o meu olhar. ❤️
Às vezes, o nosso maior diferencial nasce exatamente daquilo que, por muito tempo, a gente não soube nomear. 😊