01/07/2024
Uma manhã de chuva. É exatamente isso que você não vê nessas fotos.
O barulho das gotas caindo no chão, sem parar.
O barulho das gotas batendo na calha, por vezes lento, as vezes agudo e chato (e, ao mesmo tempo, delicioso). Fazendo uma melodia única, inesperada, que embala o começo do dia de inverno.
Primeiro de julho.
Metade já foi.
Como é que avalia? Como é que mede? Como é que calcula se tá tudo certo? Se do jeito que foi tá bom, se do jeito que foi foi como tinha de ser? Dava pra ser mais? Dava pra ter feito mais?
Não tem como saber. Assim como não dá pra saber qual a música que as gotas farão caindo na calha.
Faltam dez minutos.
É o tempo que tenho até ligar o computador e começar. Atividades sem sentido e utilidade alguma mas que pagam as contas e me dão liberdade e segurança. Por que assim? Por que não pode ser tudo bom e prazeroso o tempo? Por que não dá pra gente se relacionar só com quem a gente respeita e admira? Por que não dá pra fazer só aquilo que julgamos útil e bonito?
É assim que é.
É por isso que o homem ar**ha chama HOMEM ar**ha e não ADOLESCENTE ar**ha - já diria Martin, meu filho.