ARQBH ARQBH arquitetura de BH. 📷 O ARQBH é um olhar contemporâneo sobre a história da arquitetura de Belo Horizonte. Desde 2005!

Bem-vindo ao ARQBH, um guia online com uma visão contemporânea da rica história arquitetônica de Belo Horizonte. Criado por arquitetos apaixonados, o ARQBH é mais do que um repositório de imagens digitais; é um testemunho visual da evolução arquitetônica da cidade, preservando sua memória urbana. Buscamos promover e valorizar arquitetos e suas criações em Belo Horizonte, mantendo viva a história p

or meio de imagens do presente e passado, garantimos que a memória arquitetônica de BH seja preservada para o futuro. Junte-se a nós nessa jornada pela arquitetura que moldou a identidade única de nossa cidade. O ARQBH é destinado a qualquer pessoa interessada em arquitetura, cultura, fotografia, cidades, etc. ORGANIZAÇÃO, EDIÇÃO E FOTOGRAFIA
Marcelo Palhares Santiago
Fotógrafo, Arquiteto Urbanista, Especialista em Gestão de projeto

EDIÇÃO E FOTOGRAFIA
Flávia Gamallo Gondim Santiago
Fotógrafa, Arquiteta Urbanista

👾NIEMEYER QUIS COLOCAR UM DISCO VOADOR NA LAGOA DA PAMPULHA🛸O Cassino da Pampulha é, para muitos críticos, a obra-prima ...
04/04/2026

👾NIEMEYER QUIS COLOCAR UM DISCO VOADOR NA LAGOA DA PAMPULHA🛸

O Cassino da Pampulha é, para muitos críticos, a obra-prima de Oscar Niemeyer. Inaugurado em 1942, o edifício encantou o mundo com suas rampas teatrais e seus revestimentos luxuosos em mármores, inox, espelhos e vidro.

Mas o edifício foi projetado para ser um cassino. Quando o jogo foi proibido no Brasil em 1946, e o espaço se converteu no Museu de Arte da Pampulha em 1957, essa diferença passou a cobrar seu preço.

As grandes fachadas de vidro, tão sedutoras esteticamente, permitem a entrada de luz solar direta e radiação UV, condições destrutivas para obras de arte. A reserva técnica, adaptada no subsolo semi-enterrado, convive com infiltrações e umidade crônicas. O antigo cassino é, estruturalmente, inadequado para proteger seu acervo.

Por décadas, a solução para esse paradoxo dependeu de um anexo. E por décadas, esse anexo foi encomendado ao único arquiteto que parecia inevitável para a tarefa: o próprio Niemeyer.
Ele produziu duas propostas. Nenhuma foi construída.

2004 - A primeira era ousada ao extremo: um grande volume circular branco pousado diretamente sobre o espelho d'água da lagoa, ao lado do MAP. Um disco de concreto e vidro flutuando nas águas da Pampulha.

O projeto não passou da fase de estudo. A implantação violava a legislação ambiental e as normas de tombamento do Conjunto Moderno da Pampulha, que proíbem construções sobre o espelho d'água.

2007/2008 - A segunda foi mais contida. Um volume branco, baixo e horizontal, implantado no terreno vazio em frente ao MAP. Está versão chegou mais longe, foi aprovado pela Prefeitura de Belo Horizonte e pelos órgãos de proteção do patrimônio. Mas também nunca saiu do papel.

Niemeyer, ao propor um espaço para corrigir os problemas que o Cassino apresentava como museu, reproduziu em ambas as versões os mesmos vícios do edifício original. Grandes fachadas de vidro e reserva técnicas localizadas no subsolo.

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⚠️ As imagens deste post são produzidas com IA Elas reconstituem, com base em documentação histórica, projetos que nunca saíram do papel.

🏛️ O hotel da Pampulha que ficou só  no papel. Três vezes. 🏢🏢A primeira tentativa é de 1943. Oscar Niemeyer projetou um ...
28/03/2026

🏛️ O hotel da Pampulha que ficou só no papel. Três vezes. 🏢🏢

A primeira tentativa é de 1943. Oscar Niemeyer projetou um hotel curvilíneo às margens da lagoa, que completava o conjunto da Pampulha, juntamente com a casa do baile, o cassino e o iate clube. O Hotel seria uma peça fundamental para impulsionar o turismo. O primeiro projeto previa 100 quartos e até um cinema compartilhado com os moradores do bairro. A obra foi iniciada e paralisada pouco depois. As colunas remanescentes foram demolidas em 1995.

Em 1984, já com o conjunto tombado pelo IEPHA-MG, Niemeyer retornou ao tema com dois projetos distintos. O primeiro, para um terreno próximo à Igrejinha, na Rua Versília: um bloco horizontal de três pavimentos e uma estrutura sinuosa próxima à lagoa, com restaurante, bar e piscina. Este projeto seria no terreno onde hoje é a Praça de eventos da Pampulha, próxima da Igrejinha.

O segundo projeto retorna ao sítio original na Av. Otacílio Negrão de Lima, com uma proposta de ocupação parecida com a do projeto de 1943. Nesta revisão o prédio é apoiado em pilares nas duas extremidades, criando um grande vão livre no nível térreo. Na parte mais baixa um volume triangular com áreas comuns e um terraço, avançando sobre a lagoa.

Duas respostas ao mesmo problema, em lógicas opostas: uma que se subordina ao patrimônio, outra que rivaliza com ele.

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⚠️ As imagens são reconstituições geradas por IA, como parte da série de construção digital de projetos que não foram construídos. Representam hipóteses visuais baseadas nos projetos de Niemeyer, não reproduções fiéis.
🤖 Imagens: IA generativa / ARQBH e croquis Originais de Oscar Niemeyer

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🏢✨ Você conhece a jóia do "Brutalismo Mineiro" na Zona Sul de BH?Um ano antes de vencer o concurso do BDMG, o arquiteto ...
16/03/2026

🏢✨ Você conhece a jóia do "Brutalismo Mineiro" na Zona Sul de BH?

Um ano antes de vencer o concurso do BDMG, o arquiteto William Ramos Abdalla entregava, no bairro Anchieta, um edifício residencial singular.

O Edifício Ouro Preto (1970), na Rua Vitório Marçola, 553, pertence ao momento mais denso da primeira fase do arquiteto. Formado na UFMG em 1963 sob a orientação de Sylvio de Vasconcelos, com experiência em pré fabricação com Lele na Universidade de Brasília, Abdalla chegava aos 30 anos com um vocabulário de concreto aparente, referências diretas a Artigas e à Unité d'Habitation de Le Corbusier.

O edifício, dividido em três blocos, ganha dinamismo plástico com a expansão das varandas para além do plano principal, criando um belo jogo de volumes. A fachada principal é dominada pelo concreto com textura evidente das formas de madeira. O concreto aparente se estende até o interior, no teto e nas paredes. Nas fachadas laterais, argamassa branca lisa. O edifício conta 9 apartamentos com 150 m² cada, apoiados sobre pilotis.

O projeto recebeu Menção Honrosa na III Premiação Anual do IAB/MG e foi publicado na Revista Preço e Obra, ambos em 1970. Não tem qualquer proteção patrimonial.

Uma aula de arquitetura moderna preservada na Zona Sul da capital mineira! Você já passou por lá e reparou nesses detalhes? Conta pra gente! 👇

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📸 Fotografia: Marcelo Palhares Santiago

A MAIOR POLÊMICA DE NIEMEYER EM BH🏛️⚠️ As imagens deste post são simulações criadas por IA e fazem parte do projeto do A...
08/03/2026

A MAIOR POLÊMICA DE NIEMEYER EM BH🏛️

⚠️ As imagens deste post são simulações criadas por IA e fazem parte do projeto do ARQBH de criar digitalmente edificações que não foram construídas.

A história começa com Israel Pinheiro, ex-presidente da Novacap, órgão responsável pela construção de Brasília. Em 1966, Pinheiro assumiu o governo de Minas. Movido pelo "espírito de Brasília", via como uma evolução natural substituir edifícios do séc. XIX por marcos que refletissem a modernização. Assim, encomendou a Oscar Niemeyer um estudo para a requalificação do Palácio da Liberdade.

Niemeyer propôs a demolição total do Palácio. No lugar do edifício eclético subiria uma torre de vidro e concreto com 25 pavimentos e 80m de altura. Niemeyer descreveu no memorial: “O atual palácio (...) apresenta tais deficiências, que nos surpreende não ter sido até hoje substituído. São deficiências de toda ordem, nas áreas úteis, na circulação mal distribuída, nos ambientes inadequados para as funções nele exercidas. Na verdade, esse prédio não constitui um verdadeiro palácio, mas uma casa sem maior importância”.

Para os modernistas, a arquitetura eclética era vista como um pastiche histórico, carregada de ornamentos inúteis e sem relevância histórica.

A revelação pública da intenção do governo de substituir o Palácio causou revolta, mas, até aquela época, o IPHAN protegia somente construções coloniais e não se ocupava com o ecletismo. O palácio estava desprotegido. Pesquisadores e historiadores, liderados por Affonso Ávila, se organizaram, defendendo que a arquitetura eclética, mesmo imitando modelos europeus, era testemunho da evolução social e da construção da república brasileira.

O movimento deu resultado. Em 1971 o governador Rondon Pacheco sancionou a lei que criou o IEPHA-MG e em 75 o Palácio foi o primeiro bem tombado do estado. Em 77 o tombamento foi ampliado para todo o Conjunto Arquitetônico e Paisagístico da Praça da Liberdade.

Um projeto que nunca saiu do papel catalisou todo o sistema de proteção patrimonial de Minas. A torre que ameaçou apagar a memória da Praça acabou sendo o motivo pelo qual essa memória foi, pela primeira vez, protegida por lei.

🔨🏠🔨 UMA CASA DE NIEMEYER EM BH QUE FOI DEMOLIDA E POUCOS CONHECEM 🏛️Não há placa. Não há fotos. No endereço onde ela fic...
28/02/2026

🔨🏠🔨 UMA CASA DE NIEMEYER EM BH QUE FOI DEMOLIDA E POUCOS CONHECEM 🏛️

Não há placa. Não há fotos. No endereço onde ela ficava, Rua Antônio de Albuquerque 1350 no bairro Lourdes, existe hoje um prédio residencial comum, construído nos anos 1980, que substituiu uma das primeiríssimas obras de Oscar Niemeyer em Minas Gerais.

⚠️ RECONSTITUIÇÃO POR IA — As imagens deste post fazem parte do projeto do ARQBH de reconstituir digitalmente edificações demolidas ou não construídas de Belo Horizonte. As imagens foram geradas por inteligência artificial a partir dos desenhos técnicos originais do Arquivo Municipal de BH e de fotografias do acervo da família.

A Residência Pedro Aleixo (1943) é uma das apenas três obras construídas de Niemeyer em Minas Gerais que foram demolidas.

O projeto é da mesma época da Pampulha. Assim como nos projetos da Pampulha, a casa de Pedro Aleixo recebeu jardins de Roberto Burle-Marx, retomando a mesma dupla que havia trabalhado junta no Ministério da Educação no Rio de Janeiro.

Alem dos jardins, a casa tinha outro elemento em comum com a Pampulha. Os azulejos azuis e brancos nos bancos do jardim e na entrada são do mesmo modelo usado nas obras da Pampulha.

A demolição, no início dos 1980, não gerou nenhuma repercussão. Sem resistência, sem processo de tombamento, sem luto. Os únicos documentos que sobreviveram são as plantas do Arquivo Municipal e fotografias do acervo da família. O projeto nunca foi publicado em revistas ou livros sobre a obra de Niemeyer.

A reconstituição que o ARQBH publica é inédita, é a primeira vez que arquitetos e o público em geral podem ver como essa casa era.

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📍 Rua Antônio de Albuquerque, 1350 — Lourdes
👷 Projeto: Oscar Niemeyer | Paisagismo: Roberto Burle-Marx
📸 Reconstituição ARQBH via IA | Fonte: Arquivo SMARU-BH e MACEDO, Danilo Matoso. Da matéria à invenção. Câmara dos Deputados, 2008.

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**Centro Cultural de Niemeyer no bairro Funcionários** 🏛️📚🖌️🖼️Este post integra a nova série do projeto ARQBH dedicada a...
22/02/2026

**Centro Cultural de Niemeyer no bairro Funcionários** 🏛️📚🖌️🖼️

Este post integra a nova série do projeto ARQBH dedicada a visualizar edifícios que ficaram restritos ao papel. Desta vez mostramos o Centro Cultural da Caixa Econômica Federal, concebido por Oscar Niemeyer em 1989 para ocupar um lote entre as ruas Cláudio Manoel, Maranhão e Piauí, no bairro Funcionários. (Aviso: as imagens deste post são simulações geradas por Inteligência Artificial, baseadas nos croquis originais de Niemeyer).

A primeira hipótese estudada pelo arquiteto propunha um bloco único e contínuo de 120 metros de extensão, ligando a rua Piaui com a rua Maranhão. A ideia foi descartada pelo próprio Niemeyer ao notar que a volumetria funcionaria como uma barreira física na malha urbana. Além de bloquear a permeabilidade do pedestre, os recuos obrigatórios da legislação fariam com que o longo edifício fosse progressivamente sufocado pelas construções vizinhas.

A solução final dividiu o programa em duas estruturas independentes. Uma torre corporativa de 25 pavimentos concentraria a administração burocrática do banco, liberando a ocupação do solo. Em contraponto, um pavilhão horizontal de três andares abrigaria o uso cultural, mantendo o gabarito baixo para preservar a escala humana e a entrada de luz natural a partir da Rua Cláudio Manoel.

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📍 Ruas Cláudio Manoel, Maranhão e Piauí, Funcionários (área projetada)
👷 Projeto: Oscar Niemeyer (1989)
📸 Simulação e pesquisa: acervo ARQBH
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Palácio das Artes: três décadas entre o traço de Oscar Niemeyer e a cortina aberta 🏛️🎭🎶Seguimos nossa série especial Arq...
14/02/2026

Palácio das Artes: três décadas entre o traço de Oscar Niemeyer e a cortina aberta 🏛️🎭🎶

Seguimos nossa série especial Arquitetura no Paapel. Desta vez, visualizamos o projeto original de Oscar Niemeyer para o Palácio das Artes. (Aviso: as imagens deste post são simulações geradas por Inteligência Artificial, baseadas nos croquis e memoriais de 1941).

O grande Teatro de Belo Horizonte, juntamente com a Pampulha, fazia parte dos planos de Juscelino Kubitschek de modernizar a capital mineira. Encomendado em 1941 para substituir o antigo Theatro Municipal, o desenho de Niemeyer propunha uma inserção radical no Parque Municipal, subvertendo a lógica dos teatros tradicionais com fachadas alinhadas à rua. A conexão com a Avenida Afonso Pena seria feita por uma passarela elevada, passando acima dos jardins, um caminho que faria a transição entre o "mundo real" da cidade e a fantasia dos palcos.

O projeto de 1941 previa um auditório para 3.000 pessoas, e foyer com fachada envidraçada que garantiria a permeabilidade visual entre o prédio e o parque. Contudo, a saída de JK da prefeitura e a escassez de recursos paralisaram as obras em 1945.

A estrutura permaneceu inacabada por 30 anos.
A retomada do projeto começou em 1966, sob o governador Israel Pinheiro. O arquiteto Hélio Ferreira Pinto, que já havia reformulado o projeto em 1955, ficou responsável por adequá-lo às novas demandas, transformando o que seria apenas um teatro em um complexo cultural multifacetado. A passarela monumental foi suprimida em favor de um acesso direto pela calçada. Novas salas foram acrescentadas para abrigar cinemas e galerias.

O Teatro de Niemeyer, da forma como foi concebido, nunca se materializou.

Inaugurado finalmente em 1971, trinta anos após o início do projeto, o Palácio das Artes ornou-se um dos maiores complexos culturais da América Latina. (1/3) Continua nos comentários 👇

📍 Avenida Afonso Pena, 1537, Centro
👷 Projeto original: Oscar Niemeyer (1941-1943) | Reformulação: Hélio Ferreira Pinto (a partir de 1955/1971)

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A ESCOLA GUIGNARD DE NIEMEYER 🏫🎨🖌️Série especial ARQBH, Arquitetura de papel (Aviso: as imagens deste POST são simulaçõe...
07/02/2026

A ESCOLA GUIGNARD DE NIEMEYER 🏫🎨🖌️

Série especial ARQBH, Arquitetura de papel (Aviso: as imagens deste POST são simulações geradas por inteligência artificial, baseadas nos croquis de Niemeyer, para materializar um projeto que jamais saiu do papel).

Desta vez nós simulamos, com realismo fotográfico, os dois projetos não construídos de Oscar Niemeyer para a Escola Guignard.

Para entender essas imagens, precisamos voltar a 1984. O Brasil respirava a transição democrática. Em Minas, o governador Tancredo Neves e seu Secretário de Cultura, José Aparecido de Oliveira, articulavam a "Nova República". Paralelamente, discutiam um desejo de reparação histórica: dar uma casa definitiva à escola de arte fundada quarenta anos antes (1944), após um convite de Juscelino Kubitschek a Alberto da Veiga Guignard.

Voltando à década de 80, a Escola Guignard vivia uma itinerância de quatro décadas ocupando espaços improvisados. A encomenda de uma Sede Própria era a legitimação institucional da vanguarda artística mineira.

A tríade original, o político (JK), o arquiteto (Niemeyer) e o pintor (Guignard), se reencontrava simbolicamente. Niemeyer havia voltado do exílio em 1980 e estava imerso na lógica construtiva industrializada dos CIEPs, no Rio de Janeiro

Mas o que Niemeyer propôs para a Guignard não foi o monumento de concreto que todos esperavam.

📍 Local proposto: Parque Municipal (fundos do Palácio das Artes)

👷 Projeto: Oscar Niemeyer (não executado)

📅 Período: 1984

💻 Simulação visual: ARQBH

(Continua nos comentários: As duas propostas radicais e a polêmica ambiental ⬇️)

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A ACADEMIA MINEIRA DE LETRAS DE NIEMEYER, QUE BH NÃO VIU 🏛️✨Série Especial ARQBH: Arquitetura de Papel. (Aviso: As image...
31/01/2026

A ACADEMIA MINEIRA DE LETRAS DE NIEMEYER, QUE BH NÃO VIU 🏛️✨

Série Especial ARQBH: Arquitetura de Papel. (Aviso: As imagens deste post são simulações geradas por Inteligência Artificial, baseadas nos croquis de Niemeyer, para materializar um projeto que jamais saiu do papel).

Existe uma coleção de projetos não realizados que, assim como os edifícios construídos, oferece uma visão sobre as ambições e conflitos de uma cidade. Entre esses, destaca-se o projeto de Oscar Niemeyer, concebido em 1984, para a sede da Academia Mineira de Letras (AML).

CONTEXTO
Em 1984 o Brasil marchava para o fim do regime militar, e Belo Horizonte era o centro deste movimento, clamando por "Diretas Já".

Inchada por uma urbanização descontrolada, BH enfrentava a substituição de casarões ecléticos e sobrados por edifícios de apartamentos e torres comerciais sem identidade. Ao mesmo tempo, a cidade começava a reavaliar sua memória, movimento que culminaria no tombamento do Conjunto Moderno da Pampulha.

É neste cenário de tensão entre o modernismo e o conservacionismo emergente, que a Academia Mineira de Letras decide buscar a monumentalidade. Queriam deixar de ser vistos como um "grêmio de velhinhos" (como ironicamente teria dito o governador Hélio Garcia )

AML
Instituição secular e tradicionalmente nômade (fundada em 1909 em Juiz de Fora e transferida para a capital em 1915), a AML ocupou, durante anos, vários espaços provisórios e precários. A ausência de uma sede perene feria o orgulho dos "imortais". A virada veio com Vivaldi Moreira. Escritor e articulador político habilidoso, Vivaldi entendia que a legitimação da Academia exigia um gesto ousado.

Encomendar o projeto a Niemeyer indicava que a instituição queria deixar de ser vista como um "grêmio de velhinhos" para alinhar-se à vanguarda estética. Mas como conciliar o rito acadêmico, o fardão, o chá, a reverência ao passado, com a arquitetura de Niemeyer, que propunha a ruptura, a transparência total e a negação dos adornos?

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DO "VOO" AO "POUSO": A POESIA DO CONCRETO NO MANGABEIRAS 🏡✈​A arquitetura residencial em Belo Horizonte vai muito além d...
19/01/2026

DO "VOO" AO "POUSO": A POESIA DO CONCRETO NO MANGABEIRAS 🏡✈

​A arquitetura residencial em Belo Horizonte vai muito além do refúgio privado. No Bairro Mangabeiras, ela serviu como um laboratório de vanguarda. Em um terreno desafiador, a Residência Guy Geo (projeto de 1969) prova como a engenharia e a poesia podem se unir para "habitar" a topografia.

​Originalmente, o arquiteto William Ramos Abdalla batizou o projeto de "Voo Geométrico": uma proposta audaciosa com grandes balanços. Porém, um episódio raro de sensibilidade mudou o destino da obra. Ao visitar o lote e contemplar a Serra do Curral, a cliente desenhou um arco no ar com os braços. Ela não queria que a casa "voasse" para longe, mas que trouxesse a montanha para dentro.

​Abdalla acolheu esse movimento. O projeto renasceu como "Pouso Geométrico".

​A solução adotada é o conceito de "prédio-viga", a estrutura independente e a cobertura sustentam a casa, liberando o térreo. Essa estratégia encontra um paralelo no Palácio Itamaraty (1970), de Oscar Niemeyer, onde os arcos da fachada também cumprem função estrutural e estética. Assim como em Brasília, aqui o concreto aparente e as lajes em grelha não são apenas estrutura, definem o "caráter" do edifício.

Enquanto muitos ainda buscavam a elegância comportada, o Pouso Geométrico propôs uma beleza crua, tátil e escultural. ​Este é um "Brutalismo Mineiro": solar e lírico. Diferente de obras fechadas ("bunkers") do brutalismo paulista, a casa de Abdalla se abre para a luz e dialoga humildemente com a grandeza da Serra.

​Embora não seja tombada, a residência é um "clássico" entre arquitetos e acadêmicos, um marco de quando a arquitetura mineira aprendeu a fazer o concreto flutuar.

👷 Projeto: William Ramos Abdalla (1969)
📸 Fotografia:

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Endereço

BELO HORIZONTE
Belo Horizonte, MG
30112011

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