12/11/2022
BRASÍLIA
ACAMPAMENTO NA FRENTE DO QG DO EXÉRCITO GANHA CORPO E JÁ VAI PARA O 13º DIA - Ministros e senadores temem que se repita o ato de 2013, quando 7 mil manifestantes cercaram o congresso. A Polícia Militar do GDF não tem condições técnicas nem efetivo para conter a multidão, revelou um oficial da corporação.
Neste sábado, 12, os povos indígenas representados pela etnia Parecis, vindos do Mato Grosso em cerca de cinco ônibus, se juntaram aos caminhoneiros, ao homem do campo e da cidade grande para gritar numa só voz pela liberdade. Um ato com buzinaço aconteceu às 16h no estacionamento dos caminhões, distante apenas 400 metros do acampamento.
Ao contrário do que deputados, senadores e ministros do STF esperavam, a mobilização vem ganhando força a cada dia. Já são mais de 500 barracas, cerca de 50 motorons, trailers além de 550 caminhões acampados desde o dia 31 de outubro, na praça dos Cristais, em frente ao QG do Exército em Brasília. Mais 150 caminhões devem chegar de Rio Verde, Goiás ainda neste sábado 12.
O Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal teme que os caminhões invadam a Esplanada dos Ministérios até o dia 15. Pelo menos três barricadas com grades de ferro foram montadas a partir do prédio do Itamaraty, até a praça dos três poderes. Segundo os manifestantes, pelo menos dois milhões de pessoas estão sendo esperadas em Brasília até o dia 15 de novembro, feriado da Proclamação da República. "Se descerem a Esplanada não vamos enfrentar a multidão". Revelou um coronel que pediu para não ser identificado.
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