06/09/2026
Semana passada completei 20 anos na fotografia. Eu tinha 18 quando meus pais me deram de aniversário uma Sony Cybershot, uma câmera completamente amadora, pequena o suficiente para caber na minha bolsa e andar comigo para onde eu fosse e grande o bastante para abrigar sonhos.
Entre fotos de flores (quem nunca?), gotas de orvalho nas folhas ao amanhecer, muros desgastados e porteiras em estradas de terra, fui documentando minhas passagens pelo interior de Minas e aprendendo, na prática, as nuances da luz do sol, minha estrela favorita.
Tiradentes sempre foi destino de férias da minha família. A cidade me viu trocar de equipamento e amadurecer o olhar enquanto eu me profissionalizava, registrando suas pedras, rendas nas janelas, sabores e ruínas, um grande pout-pourri do que atrai meu olhar.
Anos depois, esse mesmo chão foi base para trabalhos, palco para a exibição de um filme meu em praça pública e escola para eu aprender a cozinhar. São também 20 anos de visitas, pelos meus cálculos.
No meu aniversário de 2026, comemorei minha vida, minhas duas décadas de carreira, meu romance com essa vilinha tão especial e ainda sobrou espaço para realizar um sonho.
Neste ano, as flores e gotas de orvalho da Cybershot deram lugar às flores de Jaime David Rodriguez Camacho , e o chão de cimento queimado vermelho da Pequena Tiradentes Pousada virou a moldura dessa realização. Pude registrar com as minhas lentes e provar com os meus sentidos aquilo que eu já namorava havia anos pelas telas do celular.
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Obrigada Carolina Daher por fazer este momento acontecer! Só você mesmo para trazer o Celele Restaurante, por um dia, para Tiradentes 🧡