16/09/2013
Bom... Todos devem estar se perguntando o motivo de eu ter colocado logo essa foto como capa do meu texto. Simples: Porque chama atenção!
E é esta a minha intenção ao escrever este: Chamar atenção! Não no sentindo de esculachar, criticar ou algo do gênero, e sim para deixar todos alertados para o perigo que colocamos em nossa casa todo dia á noite, por meio da televisão, para ser mais exato, quando vamos reunir a família para assistir uma “inocente” novela.
Claro que não estou generalizando, pois existem novelas muito boas como “A viagem”, “O cravo e a Rosa”, que em nosso momento de lazer nos acrescenta algo ou no mínimo proporciona umas boas risadas.
Porém ultimamente ando incomodado com essas novelas, nas quais só mostra a desgraça da família, o ser humano sem escrúpulos para conseguir o que quer, e em especial a novela “Amor á Vida”, nunca fui de assistir novelas, mas sempre respeitei a opinião alheia, quando começou ás chamadas para esta novela, pensei: “Novela Amor á Vida... Nossa, nome bonito, ela deve ter algum conteúdo, vou assistir e de quebra participo do momento família”(sim, sim... aqui em casa, os meus familiares se reúnem para assistir novela).
Pois bem, parei de assisti-la quando o todo-poderoso dono do Hospital “César” expulsa o próprio filho “Félix” de casa porque ele superfaturou os contratos do hospital da família.
Meu Deus que mundo estamos? Onde o próprio pai f**a contra o filho? Onde o filho por pior que seja, não merece o perdão do pai? Por causa de dinheiro? Autoridade? Justiça? Agora me fala que justiça é essa? Pelo o que eu saiba, o pai e mãe são pessoas mandadas por Deus para educar, amar, respeitar e principalmente formar aquela criança em uma pessoa de bem! Ou seja, PAIS, não fiquem achando que vocês fizeram tudo certo se o seu filho tem falta de caráter... Alguma coisa você não percebeu ou se omitiu para que ele se formasse assim.
Este episódio é justamente o contrário que se prega na bíblia, em Lucas 15, 11-32, onde ele conta a parábola do “Filho Pródigo”:
“Um homem tinha dois filhos. O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer–lhe: Pai, pequei contra Deus e contra ti; já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’. Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. “Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’.”
Não quero ser radical, e muito menos causar inimizades com esse texto, porém senti vontade de alertar os próximos para o perigo que colocamos em nossa casa, pois isso, com a convivência diária, se torna normal esses tipos de episódios, onde isso, JAMAIS DEVERIA EXISTIR! Por isso eu decidi parar de assistir e seguir o exemplo do maior amor ao próximo que já teve: A bíblia Sagrada! Não adianta ir á missa se não segue o seu exemplo...
LUIZ FERNANDO DE SENA RACHID JAUDY