22/07/2026
Eu precisei romper com faces minhas. Romper com ideias, com estruturas que eu mesma havia idealizado.
Eu precisei morrer.
E quem estava me aguardando do outro lado era ela — a doula da vida e da morte, minha amada mestra Madalena.
Essa viagem me relembrou o quanto eu posso permitir que meu corpo dance, que minha alma viaje, que as estruturas se quebrem — que eu exista para além das expectativas do que eu criei e do que criaram pra mim.
Maria Madalena me mostra como ir além. Como transpor a estrutura onde eu mesma me coloquei — nas minhas próprias prisões douradas.
A fotografia é uma tonalidade da alma. Eu me sinto viva aqui. Em paz, em alegria. Sinto a presença ocupar tudo que tenho. Percebo a luz escrevendo a eternidade, a vontade divina se manifestar simplesmente no que é.
Sigo testemunha de tudo isso… de toda essa transformação, dessa alquimia da minha alma, desse caos que também sou eu. E aqui, pude fazer disso, arte.
Caminho de Maria Madalena, no sul da França.