05/06/2026
Hoje, no Dia Mundial do Meio Ambiente, eu não quero falar sobre preservação.
Quero falar sobre pertencimento.
A Amazônia me ensinou algo que eu jamais esquecerei.
Ali, diante da grandiosidade da Samaúma, compreendi que a vida não acontece apenas em nós. Ela pulsa em cada raiz que se espalha sob a terra, em cada folha que dança ao vento, em cada inseto invisível aos nossos olhos, em cada fruto, em cada rio e em cada ser que habita essa imensa teia da existência.
E nós?
Nós somos apenas parte dela.
Passei muito tempo tentando traduzir o que senti naquele encontro com a floresta. A verdade é que algumas experiências não cabem em palavras. Elas permanecem vivendo dentro de nós.
Eu, que cresci ouvindo sobre a importância da água, encontrei ali algo ainda maior.
Encontrei a água que abençoa.
A água que ensina.
A água que é fé.
A água que dança sobre a superfície dos rios e nos lembra, silenciosamente, que existe uma força muito maior do que qualquer planejamento humano. Só reforcei a crença de que cada gota conta.
Na Amazônia, aprendi que não somos os soberanos desta história.
Somos, talvez, a parte mais inquieta dela.
E também a mais frágil.
Porque basta observar uma árvore centenária, a força de um rio ou a imensidão da floresta para entender que não existe poder capaz de competir com a natureza.
Existe apenas respeito.
Existe apenas reverência.
E existe gratidão.
Que nunca nos falte a humildade de reconhecer que nossa vida só é possível porque outras vidas sustentam a nossa.
Hoje, mais do que celebrar o meio ambiente, eu celebro a oportunidade de fazer parte dele.
E faço uma oração silenciosa:
Que a gente volte a ouvir.
Que a gente volte a cuidar.
Que a gente volte a pertencer. 🤍✨🌿
Fotos da incrível experiência da incrível e na companhia da incrível amiga e outras mulheres incríveis também. .mfc .chef