24/08/2026
sempre foi e sempre será:
pessoas.
Existe uma palavra no marketing digital que, há muito tempo, me causa um certo incômodo: leads.
Lead é o termo usado para definir alguém que demonstrou interesse em um produto, serviço ou negócio e que, em algum momento, pode se tornar um cliente.
E, de repente, qualquer ação que fazemos para divulgar alguma coisa, um grupo no WhatsApp, um formulário, um link, uma campanha, termina com a mesma pergunta: “E quantos leads isso gerou?”
Eu nunca gostei muito dessa palavra. E para ser sincera, durante muito tempo nem procurei entender exatamente o que ela significava. Talvez porque, intuitivamente, alguma coisa nela sempre me incomodou.
Porque, para mim, não são leads.
São pessoas.
Não são apenas e-mails.
Números de telefone.
Perfis de Instagram.
Números em uma planilha.
São pessoas que chegaram até você por algum motivo.
Que se interessaram.
Que se identificaram.
Que observaram o que você faz e decidiram, ou não, confiar em você.
Pessoas com histórias, alegrias, incômodos, conquistas, dúvidas, desejos e tristezas.
E talvez o que mais me incomode seja justamente quando tudo isso se perde no caminho e alguém passa a ser reduzido àquilo que pode representar para um negócio.
Curiosamente, a palavra lead também carrega, em outros contextos, a ideia de conduzir, guiar, estar à frente.
E gosto de pensar nessa outra possibilidade.
Porque talvez, no meio de tantos funis, métricas e estratégias, a gente tenha esquecido que existe alguém do outro lado.
Alguém que merece mais do que ser apenas mais um contato.
Aqui, a fotografia é um meio.
O meu olhar é um meio.
Mas o que realmente me importa são as pessoas que atravessam esse caminho comigo.
Quero continuar acreditando que cada pessoa que chega até o meu trabalho tem uma história, um olhar e uma presença que merece ser percebida.
Em um mundo onde tudo parece precisar virar métrica, número ou meta, eu escolho continuar enxergando o que existe antes de tudo isso.
pessoas.
Sempre foram.
E sempre serão.