Passarinho Fotografia e Filme

Passarinho Fotografia e Filme Foto e filme sinceros de família. A cada passo, Passarinho!

Acho até estranho quando me perguntam como eu dou conta de tudo. A resposta é simples, sem graça.Eu não dou. Não dou mes...
30/04/2026

Acho até estranho quando me perguntam como eu dou conta de tudo.
A resposta é simples, sem graça.
Eu não dou. Não dou mesmo.
Seleciono prioridades, foco no que dá, varro o resto para debaixo do tapete.
No dia seguinte levanto a beiradinha do tapete, retiro umas coisas, escondo outras.
Se hoje as crianças foram dormir sem escovar os dentes, amanhã isso será prioridade.
Se hoje o jantar foi o chinês "okesoboro", amanhã um almoço fresquinho é a missão número um.
Meu tapete nunca f**a vazio.
Nunca.
Aliás, tem dias que entulho tanta coisa lá debaixo, que derruba o que tiver em cima. Brigo com o mundo, choro um pouquinho, me sinto a mais desequilibrada das mulheres, espero pelo dia seguinte.
Mas há manhãs em que acordo cheia de amor próprio. Dou risada deste auê todo. Ignoro o tapete já pau a pau com o Monte Everest, e vou bela e formosa (cansada e de piranha no cabelo) tomar um banho demorado.
Algumas tardes viro a revolucionária do tapete. Brota no corpo uma energia que sabe-se lá da onde veio (provavelmente do brigadeiro de colher que comi escondido 3 noites atrás). E lá vou eu disposta a colocar tudo em dia. E não é que eu quase consigo? Se não fosse pelo quase...
E é assim.
Frustrante, alegre, desesperador, feliz.
Um eterno varre, esconde, esvazia.
Não se deixe enganar, tem sempre um tapete.
Na casa de algumas ele f**a mais visível, logo na sala. Já outras preferem usar o do corredor. Mas ele está lá. Tem que estar. Se não a gente enlouquece.
Por trás destas imagens, existe uma mãe comum. De carne, osso, querendo emagrecer no mínimo 3kgs, e jurando que amanhã não irá esquecer de cortar as unhas das crianças.
Com dias bons pra caramba, no estilo: "A vida é bela, poderia ter 7 filhos, viver numa casinha de sapê, e ser feliz para sempre"
E com dias de "quem sou, onde estou, quem são estas pessoas?"
O denominador comum é o amor, que quando colocado na balança quebra o ponteiro.
Vira o jogo. Não da nem chance.
O coração é invadido por gratidão.
E com lágrimas nos olhos agradecemos por tudo.
Até mesmo pelo tapete GG.

Autor:

Ter um bebê em casa é também ter parte do nosso universo encolhido para fazer caber o de um neném, que estranhamente é i...
15/04/2026

Ter um bebê em casa é também ter parte do nosso universo encolhido para fazer caber o de um neném, que estranhamente é imenso.

A gente se coloca provisoriamente em segundo plano, individualidades vão parar na geladeira. A mesma geladeira que abrimos de chinelinho no pé e coque no cabelo pela quinta vez na sexta-feira à noite, quando o sono está grande, mas a vontade de ter umas horas sem criança é maior, e abrir a geladeira parece uma boa distração.

Mas a vida corre e bebês crescem.

Cedo ou tarde, f**a nítido que fazer coisas por você também é fundamental.

Pouco a pouco é possível jantar de vez em quando com as amigas e assistir filmes sem animais que falam e músicas que impregnam.

A vida corre.

Seus pequenininhos agora são crianças. Possuem preferências mais claras, desenvolvem novas habilidades e opiniões.

Você já não se identif**a com muitas das preocupações das mães de bebês. Percebeu que várias das questões que lhe roubaram o sono, não são imprescindíveis como imaginou.

A vida corre.

O mundo do adolescente, ao contrário do mundo do neném, não cabe no seu. E testa novas distâncias.

Você volta a se sentir mais dona da sua vida. A lembrança do cansaço físico dos primeiros anos f**a ainda mais apagada. O real cansaço é emocional. E é dos grandes.

A vida corre.

Bebês se tornam adultos.

E foi nessa jornada que descobri um dos ensinamentos que hoje mais ecoa no meu coração.

Mães e pais, esforcem-se para encontrar um interesse em comum.

Um hobby, uma paixão, um instrumento, um esporte, um lugar. Seja lá o que for. Procurem.

Um ponto de interseção sólido entre os mundos de vocês, que inevitavelmente irão se separar.

Lutem para construir essa ponte no hoje, que seus pitocos são pitocos.

O conselho de: “conecte-se com seu filho” é certamente real, mas ao meu ver, incompleto.

Porque conexão, das boas, das que duram, das que sobrevivem de raspão a adolescência, cresce nos momentos em que todos estão se divertindo. Caso contrário é algo igualmente bonito, mas que tem outro nome: doação.

Há momentos de se doar. Mas também há tempo de se conectar.

E daqui do futuro, digo: é valioso. E isso sim, imprescíndivel.

Autor:

Há momentos em que tudo que a gente precisa saber é qual é o preço.Qual é o preço da rotina regrada que você se dobra pa...
23/02/2026

Há momentos em que tudo que a gente precisa saber é qual é o preço.

Qual é o preço da rotina regrada que você se dobra para não quebrar?
E que passa o dia controlando movimentos, pensamentos e horários só para que a criança durma na hora marcada?
Qual é o preço?

Qual é o preço de uma alimentação milimetricamente programada? Em que as refeições passam por cima dos passeios, das férias, das memórias.
Qual é o preço?

Qual é o preço de tanto controle?
Na programação, na organização, no dia a dia, na vida?
Qual é o preço?

É preciso se questionar. Dar de frente com a voz que mora na nossa cabeça.
Largar a síndrome de Gabriela “eu nasci assim, lá lá lá lá...”
Parar de culpar mercúrio retrógrado, a estação do ano, a mãe, as tendências, ou qualquer outro alguém.
Auto-observação é a real ponte para a liberdade.

Tantos momentos roubados em nome de regras que já não fazem (ou talvez nunca fizeram) sentido.

Tantas risadas desperdiçadas em busca de uma perfeição que ninguém (nem mesmo nossos filhos) está interessado.

Alegria e leveza não nascem do além. Tudo isso é a gente que constrói.
Permita-se sair do automático.

Preste atenção, se dê esse presente e se pergunte: qual é o preço?

Autora:

Eu andei pensando que entre os pés de galinha, as dores no joelho, as muitas propagandas de tratamentos estéticos e as p...
03/02/2026

Eu andei pensando que entre os pés de galinha, as dores no joelho, as muitas propagandas de tratamentos estéticos e as preocupações reais com a saúde, há no envelhecer uma infinidade de detalhes bonitos que passam despercebidos.

Além das maravilhas do “opa! Eu sigo viva!”, há experiências que apenas o tempo pode nos proporcionar.

Esses dias testemunhei uma delas: ver meus filhos convivendo e crescendo com os filhos de quem convivi e cresci.

Quão forte e signif**ativo é ver as nossas crianças brincando com as crianças daqueles com que costumávamos brincar? Pois bem. Recentemente vi meus pitocos aprontado com quem mais aprontei.

Congelei o momento com toda intenção de quem não quer esquecer a sorte que é isso.

Porque cenas assim nos escancaram os ciclos da vida. A oportunidade de passar por cada um deles.

Cenas assim nos escancaram a esperança. Mostram a continuidade das coisas. Pois ao nos despedirmos do que ficou para trás, há quem esteja entrando devagarzinho, com olhos de entusiasmo, exatamente como um dia foram os nossos.

Eu observo minhas amigas, primas, primos, hoje já mães e pais, e vejo neles aquilo que provavelmente eles também veem em mim: o tempo.

Um com menos cabelo, outro com mais marcas, com mais ou menos peso. Juntos brindamos durante uma conversa sobre preocupações, novidades, alegrias, trabalho, grana. Falamos sobre aquilo que um dia chamamos de “papo chato de adulto”. Até que um de nós precisa interromper a falação: “sai daí, guri… chega de brincar, a comida tá pronta.”

Aí eu percebo. Ao ver os meus filhos brincando com os deles, meu coração enxerga além.

Vejo minha mãe em mim.
Vejo minhas tias, neles.
Vejo as mães das minhas amigas, nelas.
E revisito memórias, agora com outras lentes.

Eu não penso, então, que a gente abandona por completo um ciclo. Pedaços de nós, como uma herança, o tempo pega para si.

Herança que minha mãe e tias deixaram. Que estamos deixando. Que nossos filhos também deixarão.

Fragmentos de histórias que se conectam de uma interessante e única maneira.

Continuar vivendo é muito bonito.
Que nada, nenhuma propaganda, nem ninguém nos faça pensar diferente.

Autora:

Eu já tive um bebê no colo e um jeans que mal passava nas pernas dentro do armário. Vez por outra, na frente do espelho,...
27/11/2025

Eu já tive um bebê no colo e um jeans que mal passava nas pernas dentro do armário. Vez por outra, na frente do espelho, eu tentava (sem sucesso) caber neles de novo. Se eu pudesse voltar no tempo e dizer algumas palavras para aquela mãe recém nascida eu diria:

Querida mãe que há pouco teve um bebê, precisamos ter um papo sério sobre os seus jeans 38 que não passam nem pelas suas coxas. Ao invés de pesquisar no google uma fórmula mágica para caber nas suas roupas em apenas uma semana, ingerindo 200 calorias e passando fome, eu queria que você olhasse atentamente para o espelho. Não para a calça. Por favor, esqueça a calça. Olhe para você! Uma mulher incrível que está fazendo, há meses, um ótimo trabalho.

Você não acordou um dia e não cabia em seus jeans, a sua barriga estava flácida, os seus seios levemente mais arriados, as estrias espalhadas pelo seu corpo e o peso acima do seu normal. Nada disso foi do dia para a noite! Não foi apenas um chocolate fora da rotina ou um dia de estresse que te transformou assim. Dizem que o sono regular emagrece, e convenhamos que você nem sabe mais o que é dormir.

Você teve um bebê. UM BEBÊ. Tem ideia de como você tem sido corajosa? O seu bebê cresceu aí, dentro de você. E sim, é claro que isso mudou tudo. Mudou sua vida, mas também mudou o seu corpo. Você está acima do seu peso, suas blusas estão apertadas, seus jeans - nem se fala, mas isso não signif**a que você é preguiçosa ou não seja digna de ser amada.

Não se olhe no espelho com ódio e rancor. Dê a si mesma a permissão para amar o que você tem agora. Enxergue no espelho a mulher que tem feito, há tanto tempo um trabalho único e especial. O seu peso voltará, um dia, mas a sua criança seguirá lá, sendo fruto do seu lindo trabalho.

Dê a si mesma a permissão para amar o que você tem agora.
Você tem feito tanto. Lembra-se?

Texto .urias

Sabe, eu ando com medo da saudade.Cheguei a pensar que era só comigo. Mas me confirmaram. Talvez seja sintoma bobo (e do...
07/11/2025

Sabe, eu ando com medo da saudade.

Cheguei a pensar que era só comigo. Mas me confirmaram.

Talvez seja sintoma bobo (e doído) de quem tem filhos nem tão pequenos e nem tão crescidos.

Eu ando com medo da saudade.

E das coisas que ela leva. Da ineficiência em gravar.

A falta da entonação de voz. De não conseguir reviver a sensação da mão passando pelo rosto. E não lembrar imagens de cenas que se repetiram tantas e tantas vezes. O olhar e a respiração tranquila antes de dormir. A empolgação quando tocava aquela mesma música. O primeiro sorriso da manhã, que era o maior.

Eu juro que já tentei gravar. Que durante um banho de chuveiro, me abaixei na altura dele e olhei para cada detalhe. Segurei o rosto, notando cada voltinha, cada curva e as expressões enquanto a água escorria. Ali eu prometi que f**aria guardado.

Mas a saudade é tão humana que é falha.

Eu ando com medo da saudade e a vontade que dá de voltar.

Até de antes. Dos vinte. E do cheiro de verão. Porque cheiro de verão é casa de lembranças. E nos teletransporta para uma liberdade que não mais existe. Uma sensação de ser leve por dentro e de ter que se esforçar para a responsabilidade pesar. Até que um dia a vida inverte. E não mais desfaz.

Eu ando com medo da saudade e do que ela escancara.

As prioridades trocadas, a desimportância da grande maioria das coisas, as horas gastas com preocupações que pararam no “pré” porque nunca se concretizaram.

Eu ando com medo da saudade e do que ela dirá do agora.

Das decisões do hoje. Sobre o tempo, sobre as picuinhas do mundo, da família, do cotidiano. Da energia gasta com besteira, encrenca, celular.

Eu ando com tanto medo da saudade que é físico. Eu sinto a angústia aqui, em mim, cada vez que percorro pela memória. Em cada olhar que cruzo com um filho muito maior do que a minha percepção de tempo considera possível.

Eu ando com medo da saudade porque ela mostra que quase tudo foi bem melhor do que acreditava ser.

E porque aprendi que, bom ou ruim, só o que ficou, só o que f**a, é isso. São pedaços. E o desespero de juntá-los é o que a gente chama de saudade.

Autora:

Querida mãe de um bebê ou de uma criança pequena, Sei da correria que é ter um filho pequeno. Conheço a sua preocupação ...
02/10/2025

Querida mãe de um bebê ou de uma criança pequena,
Sei da correria que é ter um filho pequeno. Conheço a sua preocupação com a saúde dele.
Sei que leva com frequência para vacinar. Sei que durante o 1 ano você leva todo mês no pediatra porque é esse o recomendado. Também sei que depois disso você achava que ia f**ar mais tranquilo. Surpresa: você acaba indo mais do que ia antes por causa das viroses que ele pega em cada esquina. Da tosse que não deixa ele (nem você) dormir. Da secreção que não cessa, da febre que não baixa.
Conheço muito bem essa lida. As vacinas que você se cobra não atrasar. A sua chegada no pediatra carregando bolsa com as coisas dele, a pastinha com a carteirinha de vacinação, o brinquedo que ele não quis soltar no carro, mais ele no colo e você com a testa, o bigode e o sovaco suando, porque correu para não chegar atrasada.
Conheço as salas de espera muitas vezes abarrotadas. A consulta que atrasa enquanto já vai chegando a hora do almoço e seu filho chora dizendo que está com fome.
Sei que muitas vezes, ali na sala de espera, seu filho ardendo em febre só se acalma no seu colo.
To passando aqui para dizer que é finito. Um dia seu filho vai pedir para você sair para ele conversar com o médico a sós. To aqui, agorinha, vivendo esse momento.
E não escrevo para dizer que é o fim do mundo. Não é nada disso. Faz parte do processo. Afinal, é para o mundo criamos, lembra? Eu tenho curtido esse momento de observar a independência deles. De olhar para trás e me parabenizar. Sentir orgulho do meu trabalho até aqui! Afinal, que demanda surreal é essa da vida de mãe, não?
O texto é só para trazer leveza nesses momentos que são de fato densos, repetitivos e de alguma maneira pesados. É para você sentir não só o peso que eles trazem, mas também a preciosidade de ser, nesse momento que olhando daqui do futuro te garanto que é brevíssimo, o mundo inteiro de um outro alguém.

Texto:

Eu não lembrava mais do lado B do pós parto. É muito louco como a gente esquece. E isso não tem relação com o “tamanho” ...
26/09/2025

Eu não lembrava mais do lado B do pós parto. É muito louco como a gente esquece. E isso não tem relação com o “tamanho” do tempo entre um filho e o outro. A gente simplesmente deleta. Acho que é por isso que o mundo segue populoso (risos).

Vivendo pela segunda vez o puerpério, lembrei rapidinho que não é nem de longe só fofurices.

Uma casa com recém-nascido é com certeza uma casa que não dorme. As luzes insistem em f**ar acesas, para evitar que a mãe caia no sono e não segure o bebê. Bebê que, enquanto sua mãe tem muito sono, f**a com os olhos curiosos percorrendo todos os cantos da nova morada.

Por ser uma fase que eu já passei, sei que não será para sempre. Mas o fato é que passado alguns dias começamos a acumular “horas de voo em modo acordado permanentemente”. A privação de sono, começa a afetar nosso emocional e nosso físico e pode nos levar a beira (ou as vias de fato) de um colapso.

O puerpério é permeado pela necessidade do cuidado e do afeto da mãe com o bebê. São horas intermináveis de colo, amamentação. É uma rotina sem fim, sem descanso. Troca, colo, amamenta, colo, dorme…colo de novo. Todo esse cuidado é questão de sobrevivência para o bebê, e isso muitas vezes gera angústia na mãe.

Por isso é preciso uma porção extra de gentileza com a mãe. Mesmo que ela já tenha experenciado outros vezes essa fase. Afinal, é desafiador da mesma forma. Até porque ela está descobrindo como é ser mãe de dois, três…, pela primeira vez.

É preciso muito afeto com ela que acaba de nascer para uma nova realidade. Saiba que nesse momento, na cabeça dela moram muitas perguntas e poucas respostas.
Por isso, seu apoio é fundamental!

Por favor, cuidem das mães!

Texto: .tanahoradocafematerno

Você sente esse medo? Porque até aqui, eu não conheci nenhuma mãe que estivesse imune ao fantasma da falha. E isso acont...
18/09/2025

Você sente esse medo? Porque até aqui, eu não conheci nenhuma mãe que estivesse imune ao fantasma da falha. E isso acontece, porque por mais que a gente saiba que filho não é projeto, ele é parte e imagina uma parte nossa, andando por aí, com suas próprias pernas e não ser capaz de andar direito? Deus me livre!

Eu acho que medo de falhar é a cenoura na nossa frente, que não nos permite descansar, que nos faz buscar informações, nos faz mover montanhas… mas que também não nos deixar responsabilizar de forma mais igual a sociedade, o pai e todas as outras pessoas e instâncias que precisam cuidar dessas crianças junto com a gente, as mães.

Para cuidar desse medo na minha vida e na minha maternidade, eu tive que aprender que sem erro não tem relação. Sem falha, não tem o outro, tem só a nossa ideia sobre o outro. Tem só a nossa fantasia sobre esse outro, que é o filho.

Será que nós somos as filha que nossas mães sonharam? Ou será que elas tinham outros planos, mais perfeitos, menos sofridos e tortuosos para nós?

Nós vamos e precisamos falhar. E não é isso que determina se nossas crianças serão boas ou não, vão dar certo ou não (seja lá o que isso signif**a), porque elas são, além de parte, inteiras. Pessoas completas, atravessadas por outras tantas questões e relações.

Não é tudo culpa da mãe.

Autor:

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Juiz De Fora, MG

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