23/02/2026
Fiz 32, pros g**s já sou uma maricona.
Mas carrego idades que não cabem em calendário.
Há dias em que sinto que vivi o dobro, o triplo, múltiplas versões de mim atravessando incêndios e nascendo da própria cinza sem plateia, sem trilha sonora, só fé e insistência.
Não quero provar nada.
Separei este dia para viver leve e com os meus.
Para mastigar o que doeu.
Para honrar o que floresceu.
A vida nunca foi uma linha reta.
Foram abismos, euforias, silêncios ensurdecedores, reconstruções invisíveis.
Quantas vezes eu implorei pelo tal equilíbrio como se ele fosse um lugar fixo…
E só depois entendi: equilíbrio é movimento.
É cair consciente.
É levantar inteiro por dentro.
Nos últimos cinco anos eu me quebrei.
E não foi pouco.
Quebrei crenças, amores, rotas, personagens, certezas.
Virei barro nas próprias mãos.
Moldei de novo.
Refiz carreira.
Refiz fé.
Refiz identidade.
Refiz casa interna.
E sobrevivi.
Hoje me sinto no meu comando.
Não porque não tremo, mas porque mesmo tremendo eu fico.
Eu sustento o que sou e desejo.
Me sinto meu próprio porto.
As emoções vibram, mas agora têm eixo.
Eu sinto tudo, mas não me perco mais de mim.
Que loucura bonita é existir.
Obrigado a quem atravessa comigo o bom e o ruim, sem espetáculo, apenas presença.
Obrigado a quem ficou quando o cenário não era favorável.
Hoje eu não celebro só idade.
Celebro consciência.
Celebro permanência.
Celebro a coragem de continuar florescendo mesmo depois das tempestades.
Que a vida floresça.
Em mim.
Em você.
Em todos nós.
Obrigado a quem é presente ♥️