20/07/2026
Você já parou pra pensar como um filme ganha uma versão em Libras?
Estamos no longa-metragem “Nova Dimensão” e, depois de 9 anos, chegamos na última diária de gravação. Nossa intérprete, a Aline, precisou assistir o filme mais uma vez antes de gravar. Ela precisa disso, ver a cena de novo e de novo até a tradução em Libras ficar fluida, até cada fala virar movimento no tempo certo. Pra filmar parece simples, mas exige atenção total. Preparar o cenário, iluminar de forma a facilitar o recorte do croma key (o que economiza horas de pós-produção), organizar cada trecho a ser traduzido sem deixar nada de fora.
É interessante acompanhar esse processo. Ouvindo as falas e vendo a interpretação, dá pra reconhecer padrões, entender como certos símbolos realmente carregam o significado de cada palavra. Às vezes você até consegue identificar nomes, um gesto que se repete, sem saber Libras.
Esse recurso de acessibilidade é o que permite que pessoas com deficiência auditiva assistam ao filme, conheçam a história, viajem com a gente.
Agora olhando pra trás, entendo que não foram 9 anos pra fazer um filme. Foram 9 anos necessários pra essa história acontecer.
Alguém aqui já viu de perto uma gravação de tradução em Libras? Conta nos comentários.