21/12/2025
21/12
3.7
Carta Aberta à mim mesma!
2025 foi um ano intenso.
Começou carregando as sombras de novembro de 2024, quando o trabalho novo chegou tomando espaço, tempo e energia.
Você entrou no ano já cansada, já apertada, já tentando caber em um ritmo que parecia grande demais.
Mas, mesmo assim, você continuou.
Você ficou longe de amigos, longe das visitas que queria fazer, longe dos momentos com o afilhado que você tanto ama.
E isso pesou.
Mas, no fundo, também trouxe um entendimento importante:
você só se distancia do que é especial quando está batalhando por algo que também importa.
2025 exigiu paciência — às vezes até aquela que você não tinha.
Paciência com as filhas, com o casamento, com o dia que nunca terminava.
Paciência com a versão de você mesma que estava aprendendo, caindo e levantando no mesmo dia.
Mas no meio do caos, no meio da correria, existe algo que merece destaque:
A sua gratidão.
Mesmo sugada, você foi grata por ter um trabalho.
Por ter uma casa cheia — mesmo quando barulhenta, mesmo quando cansativa.
Por ter duas filhas que te desafiam, mas também te dão motivo pra continuar.
Por ter um casamento que exige diálogo, mas que também te lembra que amor é construção.
Por ter uma vida real, imperfeita, mas sua.
E isso é enorme.
Você agradeceu silenciosamente pelas forças que encontrou quando achava que não tinha mais nenhuma.
Agradeceu pelos dias em que conseguiu sorrir mesmo exausta.
Agradeceu pelos aprendizados que vieram na marra, mas vieram.
Agradeceu pelas pequenas alegrias que apareceram nos detalhes — um abraço inesperado, um “mãe, te amo”, um momento de paz no meio da tempestade.
2025 foi duro, sim.
Mas também foi um ano em que você percebeu que, apesar de tudo, você é abençoada em muitos aspectos.
E que reconhecer isso não diminui as dificuldades — só engrandece sua força.
Agora, olhando pra trás, a verdade é:
Você passou por um ano pesado… mas com o coração firme, grato e cheio de vontade de continuar.
E é isso que faz você ser tão grande.
E se 2025 te ensinou algo, foi isso:
você não é fraca por se cansar,
não é ausente por precisar se recolher,
não é ingrata por reconhecer que doeu.
Você é humana....
Nos comentários