24/04/2019
O Salar de Uyuni é o deserto de sal mais alto do mundo com 3656 metros acima do nível do mar, localizado entre duas cidades do noroeste da Bolívia, Potosí e Oruro, f**a próximo a borda da Cordilheira dos Andes. O deserto é o único ponto natural brilhante que pode ser visto do espaço. Segundo astronautas da Apollo 11, o Salar serviu como uma espécie de guia durante seu voo espacial.
O Salar foi formado como resultado de transformações entre diversos lagos pré-históricos. Ele é coberto por uma crosta de sal que serve como fonte de sal de cobre e de uma piscina de salmoura, extremamente rica em lítio. O deserto contem de 50 a 70% das reservas mundiais de lítio.
De acordo com uma antiga lenda aymara, as montanhas Tunupa, Kusku e Kusina, que estão situadas à beira do deserto, eram pessoas gigantes. Segundo a lenda, Tunupa se casou com Kusku, mas ele fugiu para f**ar com Kusina. De luto, Tunupa começou a chorar enquanto dava de mamar para seu filho. Suas lágrimas se juntaram ao leite e formaram o deserto de sal. Por conta dessa lenda, a população local considera Tunupa uma importante divindade e argumentam que a região deveria se chamar Salar de Tunupa, em vez de Salar de Uyuni.
Como grande parte da Bolívia rural, dos vales, e do altiplano, no inicio do governo indigenista de Evo Morales, o Salar de Uyuni também foi agraciado com a reforma agrária, o território é controlado por comunidades indígenas que desempenham o papel de guias locais.
Um dos lugares que fazem fronteira com o Salar é o histórico cemitério de trens de Uyuni.
O projeto da ferrovia era formada por quatro linhas; La Paz, via Oruro, Catama (Chile), Potosí e Vilazon, mais a linha principal que saía do polo de extração levando estanho, cobre, e prata até Antofagasta, no Chile e visava o aumento da produção mineral da Bolívia.
Houve muitos empecilhos que dificultaram sua construção. Os índios Aimarás provenientes da região alegavam que a possível estrada de ferro atrapalharia o cotidiano dos povos que ali viviam, e durante o mandato de Arce houve muitas manifestações. Outro impasse era a falta de recursos estatais e equipamentos. Aniceto Arce, então, decidiu consultar engenheiros britânicos e os trens foram importados da Grã-Bretanha. Finalmente, em 1888, antes do termino do mandato do presidente, a ferrovia ficou pronta.
A estação funcionou durante anos transportando minérios até Antofagasta e trazendo trabalhadores para tentar a vida na Bolívia. Até que em meados dos anos 20, as atividades da ferrovia foram finalizadas por conta da grande crise de 29, a perda de território para o Chile, e principalmente, a escassez de minérios na região.