01/09/2019
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O mês de setembro chega,
E com ele 10 anos de saudade
do meu saudoso pai.
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Para os amantes da leitura,
Deixo a crônica do amigo
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Foto dedicada à Antônio Costa.
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Cenários Inacabados.
Por Misael Nóbrega.
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Antonio Costa Dantas...
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“Era um construtor de cenários. Vivia para o trabalho. Vivia a noite e vivia o dia e vivia... - Era um aguerrido; um teimoso; um menino-grande. Brigava pelo que achava certo, mesmo que isso lhe custasse desafetos. E gritava com o rei e gritava com o vassalo. E isso era dele; próprio; constante; inato; cerne...
- Tão logo passava a raiva, vinha a razão. Era ele de novo. Um Perfeccionista; um desconfiado; um intrigante; um incomodado. Ele confundia-se com o seu trabalho. Odiava ser contrariado. Odiava odiar. Um monte de gente perdeu a chance de conhecer Antonio Costa. Ele não deixava. Ele não se deixava. Ele nos deixou. Um baque; de repente; brusco; sem som; sem adeus; uma pausa. A carne caída sobre a inquietação do minuto. Longe do terço dos homens; do PMDB; do Nacional; da cidade de Patos; das passeatas e carreatas; das ornamentações das festas que fizera. - A notícia; o corpo; o outro dia; o velório; o enterro; o sepultamento. A vida que teima em ser assim. A morte que teima em ser assim. Ficarão para trás os dias de tudo: - Ficará para trás a família que ele construiu; os amigos que ele construiu; a cidade que ele construiu; as festas que ele construiu. Assim retiro o que disse, ser dádiva é reflexo do criador. Antonio Costa Dantas não foi construtor de cenário, tão somente, foi um artífice. Recriava-se, reinventava-se... - E a si mesmo dizia: - Eu posso! E assumia o ônus e o bônus. E quem o conhecia sabe do que eu estou falando. (...) “
Continuação:
https://www.recantodasletras.com.br/homenagens/5788079
Ótimo começo de semana à todos.
@ Catedral de Nossa Senhora da Guia