22/07/2023
Os primeiros bordados datam de milhares de anos atrás, e ao longo do tempo desenvolveu-se em diferentes regiões do mundo, adquirindo características distintas e refletindo a diversidade cultural e artística de cada local. Na Antiguidade, civilizações como a egípcia, a grega e a romana utilizavam o bordado para enriquecer roupas, cortinas e tapeçarias, empregando fios de seda, ouro e prata para criar peças específicas. Ao longo dos séculos o bordado à mão continuou a evoluir e adaptou-se às mudanças sociais e estéticas. Durante o movimento Artes e Ofícios (movimento estético surgido na Inglaterra, no final do século XIX), houve um ressurgimento do interesse pelo artesanato e pelo bordado à mão. Esse movimento “defendia o artesanato criativo como alternativa à mecanização e à produção em massa e pregava o fim da distinção entre o artesão e o artista”, rompendo paradigmas e valorizando a habilidade manual.
A cultura têxtil brasileira se desenvolveu de forma espontânea e, por muitas vezes no recôndito dos lares, nos ensinamentos deixados no contexto familiar , através de fazeres e narrativas. Estas histórias estão em nós e da mesma forma nas artes visuais.
A produção têxtil, majoritariamente feminina, transbordou os lares compondo um novo segmento onde aparecem bordados, costuras , tramas e alinhavos falando de si mesma e fazendo leituras do outro.
Na arte contemporânea há uma descontextualização dos fazeres tradicionais gerando uma novo olhar que desloca a função utilitária do têxtil para um lugar de reflexão e valorização.
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