30/01/2026
Em Propriá - SE :
Existem lugares que não são feitos apenas de tijolos e argamassa, mas de memórias sobrepostas. No coração de Propriá, Sergipe, abrimos as portas de uma residência centenária para um ensaio que buscou mais do que a estética: buscou a reverência cultural.
Cada cômodo dessa casa funciona como um capítulo de um livro esquecido. O ensaio explorou o contraste entre a luz que invade as janelas altas e o silêncio das paredes que guardam o eco da história ribeirinha.
A Pátina do Tempo: As texturas das paredes descascadas e os ladrilhos hidráulicos serviram como molduras naturais, trazendo uma paleta de cores terrosas e nostálgicas.
Móveis de madeira maciça e objetos de época não foram apenas cenários, mas protagonistas que conectam o presente ao passado glorioso do Baixo São Francisco.
A iluminação natural, filtrada pelas venezianas de madeira, criou um jogo de luz e sombra que evoca o mistério e a dignidade das famílias que ali construíram seus legados.
“Fotografar em uma casa antiga em Propriá é como ouvir um segredo contado pelo Rio São Francisco. É entender que a cultura não está nos museus, mas no cotidiano que resiste ao tempo.”
Por que Propriá?
Cidade de fé e comércio, Propriá possui uma arquitetura que reflete a importância de Sergipe na rota fluvial. Escolher uma de suas casas históricas para um ensaio é um ato de preservação simbólica. Através das lentes, o que é antigo deixa de ser “velho” para se tornar eterno.
Este ensaio é um convite para olhar para trás com admiração e para frente com a certeza de que nossa identidade é o nosso maior patrimônio.
Retratos Femininos
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