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As cores de junho começam a pintar a cidade
29/05/2026

As cores de junho começam a pintar a cidade

“A informação registrada visualmente configura-se num sério obstáculo tanto para o pesquisador que trabalha no museu ou ...
19/05/2026

“A informação registrada visualmente configura-se num sério obstáculo tanto para o pesquisador que trabalha no museu ou arquivo como ao pesquisador usuário que frequenta essas instituições. O problema reside justamente na resistência de aceitar, analisar e interpretar a informação quando esta não é transmitida segundo um sistema codificado de signos em conformidade com os cânones tradicionais da comunicação escrita.”

KOSSOY, Boris. Fotografia e história. São Paulo: Ateliê Editorial, 1999.

“O coco que eu canto não se aprende com ninguém!”Mestre Galo Preto, Patrimônio Vivo de Pernambuco, 92 anos de idade, uma...
24/04/2026

“O coco que eu canto não se aprende com ninguém!”

Mestre Galo Preto, Patrimônio Vivo de Pernambuco, 92 anos de idade, uma vida dedicada à arte da embolada, do coco e do repente.

Nascido no Quilombo Rainha Isabel (em Bom Conselho), Tomaz de Aquino Leão vem de uma família que cultivava o samba de roda (como era conhecido o coco) dentro de casa e em festas. “Agora, quem fez profissão de cantar foi Preto Limão, Galo Preto e Curió”, diz, lembrando de seus dois irmãos mais velhos. “Eu sou mais novo que Curió, mas comecei a cantar primeiro”. Galo Preto compôs a primeira embolada aos 9 anos – “A pinta”, a partir de uma galinha que a mãe matou para fazer uma refeição.

Depois que migrou para o Recife, aos 12 anos, conheceu o poeta Ascenso Ferreira, que viu nele um artista e o recomendou para cantar na Rádio Clube. Ainda adolescente, começou a compor jingles para campanhas, trabalho que fez durante muito tempo, e foi bastante disputado pelos políticos. Viajou o Brasil e para fora, representou oficialmente a cultura pernambucana em diversas ocasiões, incluindo programas como o de Flávio Cavalcanti, bastante conhecido do anos 1960 aos 1980. Já foi tema de livro (“O coco praieiro”, de Altimar Pimentel) e de documentário (“Galo Preto, o menestrel do coco”, de Wilson Freire).

Após uma pausa na carreira, voltou a cantar nos anos 2000 para uma campanha de saúde da Secretaria de Saúde de Olinda e não parou mais. Em 2011, foi reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco.

Viva Mestre Galo Preto!

Texto:
Fotos: Silla Cadengue
Fotos e textos para a Fundarpe, mar. 2026

Herdeiro de uma tradição centenária, João José Estevão da Silva é um dos guardiões do Maracatu de Baque Solto Cambinda B...
09/04/2026

Herdeiro de uma tradição centenária, João José Estevão da Silva é um dos guardiões do Maracatu de Baque Solto Cambinda Brasileira, agremiação popular mais antiga em atividade ininterrupta do país.

A história do Cambinda é também história da vida de Zé Estevão. Foram 41 anos brincando no maracatu como caboclo e hoje, aos 73 anos, ele se dedica aos cuidados da herança familiar que viu crescer no chão sagrado do terreiro onde hoje mora.

Fundado em 1918 nos entornos do Engenho Cumbe, em Nazaré da Mata, a brincadeira surgiu nos tempos em que os trabalhadores da Zona Rural só comiam cambinda, um peixe pequeno de água doce que começou a aparecer em uma época de cheia do rio. De tanto comerem o peixe, decidiram por fundar a brincadeira com esse mesmo nome.

Quando o maracatu chegou nas mãos de João Padre, pai de Zé Estevão, recebeu a benção de Dona Rosinha, dona das terras do engenho, que presenteou com a sua primeira bandeira. No domingo de carnaval daquele mesmo ano, a brincadeira desfilava pela primeira vez.

Por cinco décadas, o patriarca da família manteve o maracatu com muita dedicação e suor. Antes de partir, pediu em seu leito de morte que os filhos nunca acabassem com o folguedo.

E assim o fizeram. Zé Estevão e seus irmãos continuam contando a história do Cambinda Brasileira como uma tradição construída longo dos seus 108 anos, fazendo o maracatu rural existir, resistir e se reinventar como uma grande celebração da cultura popular pernambucana.

Texto de
Fotos de Silla Cadengue
Texto e fotos para a Fundarpe, jan. 2026

 para a  💙•Festival Pernambuco Meu PaísRecife, fev. 2026
24/02/2026

para a 💙

Festival Pernambuco Meu País
Recife, fev. 2026

O “Bendito Samba” chega de forma especial na trajetória de  💙 15 anos comemorando o amor, as lutas, a resistência, a fé....
11/02/2026

O “Bendito Samba” chega de forma especial na trajetória de 💙 15 anos comemorando o amor, as lutas, a resistência, a fé. E eu tenho muita honra de participar um pouquinho desse teu caminho, Ka. Que nós estejamos justas por ainda mais anos!!!

Bendito Samba de Karynna Spinelli
12 fev - Tumaraca - Marco Zero
15 fev - Marco Zero
16 fev - Pólo Linha do Tiro
18 fev - Pólo Xambá

Endereço

Pátio De São Pedro - Recife
Recife, PE

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