22/02/2026
“eu sou a minha própria embarcação, sou minha própria sorte” • | Recife, 2023 🤍 da categoria: shoots que tenho o maior apego ✨
Luz, sombra, cores & sentimentos. Eu trabalho com sensações. Sinto, observo e registro a beleza despercebida. Na verdade das pessoas e na verdade das ruas.
Recife, PE
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Eu trabalho com sensações. Registro a poesia que se esconde entre o concreto, os rios, o caos e a leveza que vive no Recife e nas pessoas que aqui vivem. Sinto, observo e registro a beleza despercebida. Andar pelas ruas do Recife é como sair em busca de um diálogo íntimo entre eu e a cidade, esperando que ela me mostre o que há de verdade em cada esquina. É como faço minhas fotografias de rua, como um flâneur, que perambula com inteligência e imerso na observação do que existe em volta, permitindo um olhar sincero, sem imergir no caos frenético que a cidade grande oferece. Para além disso, meu trabalho também é dedicado a registrar mulheres em seus mais diversos momentos e facetas, com o intuito de registrar as emoções, traços, gestos, particularidades e essências de cada uma em sua forma mais genuína e aberta. Este trabalho é registrado no Projeto Varanda, onde trago figuras femininas para dentro do meu espaço pessoal de convivência para uma troca sagrada entre mulheres, onde uma registra sua essência, seu ser, e a outra se despe das barreiras criadas ao longo da vida. O feminino também é o mote do Projeto Coralinas, onde eu registro as diversas belezas, cores, tons e traços das mulheres ruivas, trazendo junto com o registro fotográfico, o registro textual histórico dos antepassados avermelhados dessas mulheres que fazem parte de apenas 2% da população mundial. Iniciei meus trabalhos usando a câmera do meu celular e comecei a treinar meu olhar fotográfico com o que tinha nas mãos e na alma. Tenho uma paixão especial por fotografias em preto e branco/luz e sombras, que é a minha característica estética de trabalhar com a fotografia. Participei da primeira exposição fotográfica em grupo pela Faculdade FAMA - ESM, que tratou o tema “Olhar”, que buscava revelar – em fotografias de retrato e P&B – olhares carregados de histórias, ganhando o terceiro lugar pela melhor foto, concorrendo com 35 fotografias expostas. Estudo Publicidade e Propaganda e seguirei carreira na área de Social Media e no eixo da fotografia artística, me especializando no seguimento dessa segunda área. A beleza a ser registrada está em cada esquina da cidade. Na verdade das pessoas, das mulheres e na verdade das ruas. Eu saio em busca dessas verdades. “Entre as muitas maneiras de combater o nada, uma das melhores é tirar fotografias, atividade que deveria ser, desde muito cedo, ensinada às crianças, pois exige disciplina, educação estética, bons olhos e dedos seguros.” Passagem do conto de Júlio Cortazar “Las babas del Diablo” Kamila Ataíde, 22 anos, Recife.