16/08/2026
Essa garotinha já quis ser veterinária, advogada, atriz, jornalista, dublê de filme, arquiteta…
Mas essa mulher nasceu para ser fotógrafa.
Ela não se imagina fazendo ou falando profissionalmente sobre outra coisa que não seja fotografia.
Ela continua apreciando as artes, admirando os ideais de justiça, amando os animais e adorando estar por dentro de tudo o que acontece no mundo.
E descobriu que pode ser muitas coisas dentro de uma só.
Talvez seja isso que a torna única.
Muitas vezes, essa mulher olha para aquela menina e se pergunta:
Será que eu deveria ter feito mais?
Será que ela está feliz com o que construí até aqui?
Será que estou atrasada no cronograma que montei para a minha própria vida?
E então, de algum lugar dentro dela, aquela menina responde:
“Eu jamais imaginaria que chegaríamos tão longe.”
Mesmo com tantas pedras no caminho, ela olha para mim e parece dizer que está orgulhosa.
Orgulhosa da minha resiliência.
Da minha persistência.
Da coragem de continuar tentando alcançar os nossos sonhos, mesmo quando o caminho não saiu exatamente como planejamos.
Talvez eu tenha passado muito tempo tentando descobrir se estava vivendo a vida certa.
Hoje eu só sei que aquela menina e essa mulher são a mesma pessoa.
E que, apesar de tudo que ainda quero viver, existe uma coisa que finalmente consigo dizer:
eu não cheguei atrasada.
Eu cheguei até aqui.
E como disse Gonzaguinha, “eu apenas queria que você soubesse que essa menina, hoje é uma mulher, e que essa mulher é uma menina…”
Hoje eu olho para ela com mais carinho.
Porque finalmente entendo que não precisava ter sido outra pessoa para chegar até aqui.
Eu só precisava continuar sendo ela. E Com todos os defeitos de fábrica, mas nenhum deles é sobre ter um caráter fraco e apatia em vida.
E talvez esse seja o meu maior presente aos 38: gostar muito mais de quem eu sou, porque finalmente consigo me entender muito mais também. 🖤