02/03/2026
Tem dias em que eu mesma me pergunto como dou conta.
Por fora parece leve: clima de festa, sorriso, música, luz bonita etc.
Por dentro existe disciplina, pressão, responsabilidade e uma entrega que poucas pessoas enxergam. E está tudo bem ser assim.
Trabalhar com a felicidade dos outros é algo mágico, mas é igualmente desafiador.
Sustentar padrão de qualidade, manter o ritmo, conduzir pessoas, alinhar expectativas e continuar sensível atrás da câmera exige mais do que técnica. Exige presença de verdade.
Sair da zona de conforto nunca foi algo tranquilo para mim. Sou cuidadosa, estratégica, metódica e quase sempre conservadora nas decisões. No entanto, desde o ano passado tenho me envolvido em eventos de 15 anos e algo mudou.
Eu gostei. Eu me encontrei ali também.
Esse ano já foram dois. Um de uma cliente que caminha comigo há tanto tempo que já faz parte da minha trajetória. Outro de uma pessoa, agora cliente, com quem convivi no meu primeiro emprego depois da faculdade.
Rever essas pessoas e agora registrar a história dos filhos delas é entender que o que eu faço atravessa o tempo. Isso tem muito valor e importa pra muita gente.
Eu não apenas fotografo festas. Eu documento vidas.
Mudar de profissão, há quinze anos, foi uma decisão racional, porém escolher permanecer nela faz parte do meu propósito.