20/05/2026
Precisa ser muito ousado pra vir da realidade do beco onde eu cresci e pensar em construir um futuro, abrir portas, mudar as coisas lá dentro, querer viver bem e ser artista.
Quantos de nós estavam coordenando, dirigindo, em posições de poder, de dentro da favela, campanhas criativas, exposições em museus.
Quando vejo alguém chegando “lá” eu bato palma e me emociono com a admiração de quem entende como que a gente se doa, tá ligado? Quero bater palma hoje pra essa construção.
Para as portas que -quase- abrimos e entramos com o pezinho: parabéns. De verdade. Para os “do’s & don’ts”: tenhamos jogo de cintura.
Somos o futuro, o orgulho de nossas mães, avós, e assim por diante. Vão ter que se acostumar com a gente. Eu continuo profetizando mas também preciso caminhar. Caminhar é importante.
Encontre seu caminho. Somos um passo na mudança, passos pequenos são revoluções históricas.
Fazer uma campanha mas também uma pesquisa, oficina educativa de arte e deixar algo pro território. Chamar os barbeiros, mototaxis, mulheres que empreendem, escrevem, atletas mas também quem cozinha e cuida de casa. É assim que tem que ser ❤️
Agradecimentos especiais a: Minha Favela Rocinha e seu solo, Nike, Moa, Rafaela, Mary, Debs, Darlan, Beta, Pedro, Pablo, Lorena, Samuel, Kdot, Milena, Bia, Letícia, Calado, Richard, Mt, Thiago, Pedro, Malu Vibe, Velli, Mi Nunes, Sosa, Dé, Ryan, Lorenna, D2 e todas as mãos que direta ou indiretamente fizeram essa campanha acontecer, por toda entrega e amor colocado nesse projeto.
Fotogracria - a cria que tira foto dos crias.