31/12/2025
Fechando a gira de 2025 com gratidão.
Levo a certeza de que o Oxé de Xangô abre caminhos para o que é merecido no mesmo compasso que ensina a vigilância pra evitar o doloroso corte de sua outra lâmina. Que a justiça me encontre sempre do seu lado certo na gira que vem.
Oyá ventou. Foi búfalo, derrubou com fúria. Preservou o que era firme, e seguiu a soprar. Trouxe cores em suas asas pra colorir novos caminhos, que Ogum há de abrir se eu souber guerrear. É tempo de rondar ao sabor do vento.
Existe ouro no espelho. É olhando dentro dele que me permito refletir pro mundo a poesia que vejo. Em suas águas me lavo, me reconheço, me fortaleço. Teu leito, meu eterno berço.
Celebro a sístole do tambor, minha raiz ancestral, meu pastor. Seu ritmo, meu motor.
Saravo quem veio antes. Ouço, aprendo, moldo meu depois.
Pés no chão pra honrar o que fui - e o que foi.
Filtro de barro para as dores que há.
Que o Sol nos ilumine, Xeu Epa Babá.
Que eu nunca me esqueça, Malandro sou eu.
Que o amor prevaleça, Ora Yê Yê ô.
Que só venha a mim o que eu merecer, Kaô Kabecilê.
Fé a guiar meus caminhos e me proteger, Laroyê!
Que venha 2026.