16/12/2022
Há nove anos eu fotografava meu terceiro casamento. Nunca quis ser fotógrafa, tenho pouquíssimas fotos da infância e a câmera que comprei pra trabalhar foi a primeira câmera que tive na vida e, mesmo após nove anos de muita dedicação e crescimento, eu me vejo a mesma. Eu sempre estive aqui.
Sempre que eu procuro uma pessoa para contribuir com o meu time, eu não vejo a técnica, eu procuro a essência. Eu sou a prova de que técnica se aprende, mas essência, valores, sensibilidade…se a pessoa não tem, é bem mais difícil de adquirir no meio do caminho.
Eu tenho orgulho de olhar pra trás e ver muita semelhança com o meu trabalho hoje (a edição dessas fotos é original de 2013 é o preto e branco sempre esteve aqui também). Por um lado, eu poderia pensar: “poxa, será que eu não evoluí?” Mas logo coloco a Paola Bracho (minha sabotadora) no canto dela. Eu amadureci sem esquecer de mim, sem esquecer da criança que brincou de caçadora de sentimentos com uma lente gigante na mão em seu primeiro casamento.
Rever essas fotos afirma os três pilares do meu trabalho: “a fotografia é para o futuro”, “toda pessoa tem uma história” e “trazer à memória aquilo que dá esperança”. Eu vivo uma nova fase e rever essas fotos nove anos depois é um afago no coração porque me ajuda a não esquecer que eu tô aqui, que eu não me perdi de mim, que eu não quero me perder de mim e de que, principalmente, Deus é topi.
Ana e Marcus, obrigada por confiarem em mim há nove anos. Obrigada por estarem aqui nove anos depois.
Começar é difícil. Se manter é difícil. Inércia é difícil. Escolha o seu difícil.
E você, viu meu eu do presente no meu eu do passado?