16/07/2026
.das|flores. [outro dia a Maria Clara me fez uma pergunta que eu acabei não respondendo na hora pq tava na correria e depois acabei esquecendo, vou me desculpar respondendo nesse post (mais ou menos) | ela queria saber como eu encontrei o caminho da minha linguagem fotográfica, como eu criei essa identidade que em tese vocês reconhecem nas imagens que eu produzo e eu digo em tese porque eu mesma não tenho certeza de uma assinatura assim tão declarada (embora eu no fundo sei que tá lá, mas eu mesma não consigo definir muito bem) | e a resposta mais honesta e verdadeira é também a menos útil para quem faz a pergunta porque eu sou o fruto da vida que eu vivo, dos filmes que eu assisto, das exposições que eu vou, dos amigos que me acompanham, da ideologia política que eu abraço, dos lugares que eu conheci, desse monte de coisas que a gente vive e interpreta de acordo com a nossa vivência e mesmo que eu listasse isso todos os dias - o que eu faço nos stories se vocês estiverem prestando atenção - ainda assim isso não seria uma fórmula para encontrar uma linguagem pq cada um de nós vai ver uma mesma coisa e absorver de um jeito diferente | no dia desse editorial para a Camila Machado ⚖️ não existia um plano fechado, até porque tudo partiu de uma oportunidade de última hora, a Camila tinha que gravar um material sobre impressão botânica e porque não não criar um editorial a partir daí e assim foi, uns 3 dias depois estávamos já fotografando | nesse processo até criei a minha pastinha de referências, mas sem muita expectativa porque não dava tempo de produzir e aí que vem o lance da gente ser quem a gente é porque só assim a gente pode desenvolver alguma coisa que dialogue com o outrono caso a Camila e todas as pessoas envolvidas - Anita Tagliavini Della Flores sabrina castagnacci Gio di Cola) e ainda assim nos represente | naquele dia meu único plano real oficial era usar a voigtländer da Janaina Cariello Villela - obrigada muitão amiga, eternamente grata - que certamente traria uma je ne sais quoi (ui!)