Curso Lake

Curso Lake Curso de Fotografia Curso de fotografia com metodologia própria de ensino. O formato enxuto e customizado permite atender alunos de todo o país.

Não há formação de turmas, aulas são particulares (ou em duplas) e totalmente personalizadas.

Fotografar é colocar ordem na bagunça - e isso passa por jogar um tanto de coisas fora.Diferentemente do que ocorre na p...
27/01/2018

Fotografar é colocar ordem na bagunça - e isso passa por jogar um tanto de coisas fora.

Diferentemente do que ocorre na pintura ou no desenho, você não tem à sua frente uma folha ou tela em branco, mas sim um cardápio variado, confuso e incoerente de referências visuais já postas que deverão ser escolhidas - e excluídas.

A rigor, na fotografia é tudo escolha, excluir também é escolher.

Se você não entender isso, esqueça, suas fotos serão medíocres para sempre.

Na minha tabelinha aqui, a exclusão das referências visuais está na decisão de número 4.

Em alguns momentos, posso preguiçosamente não dar a atenção devida a algumas das decisões que preciso tomar no momento de fotografar, mas isso nunca ocorre na decisão de número 4, nela a concentração é total.

É a decisão 4 que vai dizer se o fotógrafo espera que o acaso lhe dê uma boa fotografia ou se ele está tomando de forma consciente as medidas necessárias para chegar a ela.

É a decisão 4 que vai dizer se fotógrafo aposta as fichas no equipamento que está usando ou se ele chama a responsabilidade para si e assume o comando da construção de sua fotografia.

É a decisão 4.

Corta pra mim, Percival, fecha na 4, fecha na 4.

Uma escada, linhas, curvas, um naco de planta, um pedaço de cortina e um sofá retrô.É a órbita signif**ativa.Você deve e...
21/01/2018

Uma escada, linhas, curvas, um naco de planta, um pedaço de cortina e um sofá retrô.

É a órbita signif**ativa.

Você deve estar pensando:

- Lá vem ele repetir que esse é o segredo da fotografia.

Nada, esqueça isso, o segredo está nessa coisinha aí de chapéu azul de bolinhas brancas.

Dedico boa parte de meu tempo estudando fotografia, analisando fotos de tudo que é gente, montando os slides do curso e escrevendo textos e mais textos sobre a importância de entender a fotografia através da linguagem, repetindo aborrecidamente as mesmas coisas.

Dia desses uma senhora comentou com a amiga no saguão do aeroporto:

- Olha lá, Regina, o chato da órbita signif**ativa.

Estou pensando seriamente em fechar as portas do Curso Lake, parar de dar aula de fotografia.

E começar a emprestar a coisinha de chapéu azul de bolinhas brancas.

Texto de Marcelo do Lago:Não costumo informar o lugar de minhas fotos.E não informo porque é irrelevante, ao menos para ...
21/01/2018

Texto de Marcelo do Lago:

Não costumo informar o lugar de minhas fotos.

E não informo porque é irrelevante, ao menos para o tipo de fotografia que me agrada e costumo fazer.

Você pode ter fotos bizarras no lugar mais sensacional e paradisíaco do mundo, assim como pode ter fotos excelentes numa lojinha mercado de pulgas.

Como eu só frequento lojinha mercado de pulgas, nem informo onde estou.

Fotografia não é a realidade e nem mesmo uma representação da realidade, mas apenas e tão somente a representação de um extrato da realidade, no mundo das artes é cocô do cavalo do bandido - e um monte de fotógrafos aí posando de gênio.

Nunca informei o lugar de minhas fotografias, mas a partir de agora vou informar.

Nestas fotos por exemplo os modelos estavam próximos à janela de uma parede mofada, entre o sofá vermelho rasgado e o puff azul desbotado, ao lado da escrivaninha-esteira que era da minha avó.

É a sala daqui de casa, a minha lojinha mercado de pulgas.

Texto de Marcelo Lago:Em todas as minhas fotografias, eu preciso tomar seis decisões, até montei um workshop com esse no...
19/01/2018

Texto de Marcelo Lago:

Em todas as minhas fotografias, eu preciso tomar seis decisões, até montei um workshop com esse nome: Fotografia em Seis Decisões.

Se o Silvio Santos sempre cita as suas seis filhas, eu agora vou citar as seis decisões que tomo nas minhas fotos:

- Marcelo, a paisagem no fundo ficou linda.
- Obrigado, é a minha decisão de número 5.

Na foto deste post, a imagem de Katarina é resultado da minha decisão de número 2, é a minha Silvia Abravanel, mas pode chamar de escolha da referência visual de representação direta do objetivo.

As linhas, ops, quer dizer, a cortina está ali em razão da decisão de número 3, assim como o pequeno reflexo distorcido ao lado direito da imagem.

Todas as decisões numa fotografia são obviamente importantes, mas é a decisão de número 3 que merece uma atenção especial, porque será ela que - bem tomada - vai dar algum diferencial à sua foto ou - mal tomada - vai torná-la mais uma das milhões de imagens iguais e sem graça que vemos todos os dias nas redes sociais.

Alguém pode dizer que uma foto é feita a partir não de seis, mas de dezenas de decisões.

É verdade, mas selecionei as principais, aquelas que são totalmente determinadas pela vontade humana, que portanto não dependem de um equipamento profissional.

Por isso o número seis está de bom tamanho, senão começa a embolar, senão a gente sai de Silvio Santos e vai parar no Mr. Catra.

Uma, duas, três, quatro, cinco, seis decisões. São seis decisões essenciais que, no nosso entendimento, devem ser tomada...
12/01/2018

Uma, duas, três, quatro, cinco, seis decisões.

São seis decisões essenciais que, no nosso entendimento, devem ser tomadas no momento de fotografar.

São decisões simples, que independem de equipamento profissional (basta um celular) e estão ao alcance de qualquer pessoa (ainda que completamente iniciante), mas que precisam ser tomadas se o objetivo for fazer uma boa fotografia.

Pensando nisso, montamos no Curso Lake um workshop, de apenas um dia, em que mostraremos detalhadamente cada uma dessas seis decisões.

Você pode fotografar bem com um celular.

Você pode fotografar bem não sendo um profissional.

Você só não consegue fotografar bem sem tomar algumas decisões.

São seis.

Texto de Marcelo do Lago.***Serial killer, linguagem e fotografia.Theodore Kaczynski foi um assassino que aterrorizou os...
06/01/2018

Texto de Marcelo do Lago.

***

Serial killer, linguagem e fotografia.

Theodore Kaczynski foi um assassino que aterrorizou os EUA por duas décadas, matando e ferindo dezenas de pessoas por meio de cartas-bombas.

E James Fitzgerald foi o agente do FBI que analisou a linguagem de textos escritos por Kaczynski, permitindo com isso a identif**ação, prisão e condenação do criminoso.

É a linguagem, senhores.

A Discovery fez uma ótima série sobre o caso, disponível na Netflix (Manhunt: Unabomber), vale a pena assistir.

A análise da linguagem serviu para identif**ar o perfil de um serial killer graduado em Harvard com PhD em matemática.

A análise da linguagem pode então servir para coisas muito mais simples, como por exemplo identif**ar o caminho trilhado pelos bons fotógrafos em suas fotografias.

Se o agente do FBI analisou milhares de textos saídos de uma mente genial voltada para o mal, eu, Marcelo do Lago, o agente de um cursinho de fotografia, analisei milhares de imagens criadas por mentes geniais voltadas para o que há de melhor na arte fotográf**a.

Se o agente Fitz identificou um padrão na grafia de palavras, expressões idiomáticas e provérbios nos textos escritos pelo serial killer, o agente Lake identificou a repetição de referências visuais nas imagens dos mais renomados fotógrafos brasileiros e estrangeiros.

As referências visuais de uma fotografia podem representar diretamente o objetivo da mensagem ou podem estar relacionadas a esse objetivo, gravitando naquilo que chamo de mesma órbita signif**ativa.

Se o meu objetivo é fotografar a minha filha Katarina, será a imagem dela que em regra cumprirá a função de representá-la diretamente.

Mas uma fotografia - a rigor, qualquer mensagem - não é formada apenas por referências diretas, aquelas que estarão no núcleo do ato de comunicação.

Uma fotografia - de novo, qualquer mensagem - é formada também por referências, abstratas e concretas, que estarão fora do núcleo do ato de comunicação, mas gravitando ali, numa mesma órbita de signif**ados.

Veja as fotos da Katarina, repare que a imagem da Princesa Kate está invariavelmente acompanhada de outras referências visuais.

Pois é.

São essas referências que - acredite em mim e desculpa a não modéstia - conferem qualidade às fotografias.

E essas referências - continue acreditando em mim, por favor - são usadas pelos mais respeitados fotógrafos de todo o mundo.

O que fazemos no Curso Lake é justamente mostrar aos alunos que referências são essas, orientando-os para que as usem em suas fotografias, exatamente como faço nas fotos da pequena Kate - obviamente que cada aluno seguindo o seu próprio gosto, imprimindo a sua própria visão de mundo, formulando com o tempo o seu próprio estilo.

Mostramos no Curso Lake o que os bons fotógrafos fazem, mas os cursos não contam.

E não contam talvez porque nunca tenham se debruçado a estudar isso, nunca olharam para a fotografia sob o aspecto da linguagem, nunca tenham analisado milhares de fotografias e percebido o que elas têm de comum.

O agente Lake fez essa loucura.

O agente Fitz, de tão obcecado na pesquisa da linguagem do serial killer, já não dava mais atenção à família, por isso foi abandonado pela mulher e filhos, indo morar sozinho nas montanhas.

O agente Lake foi mais pragmático em sua maluquice, trouxe a mulher e as crianças para dentro do hospício Lake, aqui fazemos tudo juntos: pesquisamos, aprendemos e transmitimos o que aprendemos, um dia quem sabe vai todo mundo para as montanhas.

Mas não sem antes passar a nossa mensagem no ensino da fotografia:

É a linguagem, senhores.

Nossa, como é difícil fotografar criança.É talvez a frase que mais escutamos das pessoas que nos procuram para fazer o c...
03/01/2018

Nossa, como é difícil fotografar criança.

É talvez a frase que mais escutamos das pessoas que nos procuram para fazer o curso de fotografia.

Vamos lá.

O Curso Lake é dividido em quatro aulas.

Na Aula 3, o aluno faz um ensaio de quem ele quiser, é quando damos noções de como dirigir a pessoa fotografada.

Quando o aluno opta por fotografar uma criança, o nosso trabalho f**a mais fácil, porque criança não se dirige.

Há obviamente três ou quatro dicas valiosas, mas, além disso, não há direção, não há muito o que fazer, basta o aluno aplicar aquilo que já sabe, aquilo que aprendeu nas Aulas 1 e 2 do curso, não tem erro, não tem como não ter fotos boas.

Veja esta fotografia, imagine interromper o olhar compenetrado de Katarina para dirigi-la:

Muito bem, Katarina, agora olhe pra cá, isso, um sorriso, muito bom, respire fundo, mais uma vez, vire o rosto, isso, agora vire o ombro, olhando pra cima, ótimo, Kate, mexendo o cabelo, muito bom, muito bom.

Nada disso.

Nossa, como é fácil fotografar criança.

Texto de Marcelo do Lago:Depois de receber inúmeras mensagens motivacionais neste começo de ano, resolvi ir em frente e ...
02/01/2018

Texto de Marcelo do Lago:

Depois de receber inúmeras mensagens motivacionais neste começo de ano, resolvi ir em frente e finalizar um projeto antigo: montar um curso de fotografia voltado para foto da lua.

O nome é: FOTO DA LUA.

O curso na verdade tem apenas um slide:

DESISTA, A FOTO NÃO VAI FICAR BOA.

Pronto, agora você já sabe: na próxima lua cheia, desista de fotografá-la.

E experimente guardar a cena na memória, beber um gole do vinho, olhar para as pessoas a seu lado e prometer que você um dia, quem sabe, pode até pensar em tentar fotografar a lua, mas primeiro serão elas, as pessoas a seu lado, o seu motivo para fazer boas fotografias, e não um troço redondo que na foto não passa de uma ridícula bola de pingue-pongue iluminada.

Quando o assunto é fotografia, sou especialista em desistir.

Já desisti de fotografar a lua e de mais um monte de coisas, mas nunca desisti de fotografar as pessoas a meu lado.

Por Marcelo do Lago:Que em 2018 sigamos a regra número um da fotografia infantil: respeitar a criança.Isso signif**a não...
01/01/2018

Por Marcelo do Lago:

Que em 2018 sigamos a regra número um da fotografia infantil: respeitar a criança.

Isso signif**a não azucriná-la com pedidos insuportáveis para que sorria para a câmera, é entender que exibir sorrisos nas fotos é uma preocupação dos adultos - e que isso passa longe da cabeça dos pequenos.

É aceitar a personalidade da criança inclusive no momento de fotografá-la: caso ela esteja séria, deixe-a séria, porque ela é ou ao menos está séria - e que não será um sorriso forçado que fará de sua foto uma boa foto, pelo contrário.

É aprender o que toda criança já sabe: que não sai nenhum passarinho da câmera fotográf**a, ainda que nossos pais, tios e avós tenham passado a nossa infância inteira repetindo isso - criança é criança, não id**ta.

É aquela tia-avó que, no momento da foto, em pleno século XXI, pede à criança para repetir continuamente a palavra “Xiiii###x” perceber que o tempo passou e que ela já não está mais diante daquele lambe-lambe da pracinha.

É possível que Katarina um dia me agradeça pelas fotos que faço dela, mas sinceramente não me preocupo com isso.

Importante é ela perceber que eu sempre a respeitei - também - no momento de fotografá-la.

O Curso Lake deseja a todos um excelente 2018.

Fechamos a primeira turma de 2018:- Marcelo, eu gostaria de dar o seu curso de fotografia de presente para um casal de t...
25/12/2017

Fechamos a primeira turma de 2018:

- Marcelo, eu gostaria de dar o seu curso de fotografia de presente para um casal de tios, a quem sou muito grata por tudo que fizeram por mim.

É uma honra enorme quando o nosso curso é escolhido para ser dado de presente, principalmente quando há uma conotação de agradecimento.

A equipe Lake tem uma queda especial por quem valoriza e manifesta o sentimento de gratidão.

Para tornar o presente viável, reduzimos o valor do curso, calculamos desconto sobre desconto, parcelamos a perder de vista, incluímos um cartão-presente e ainda demos uma inscrição de graça.

Resultado: teremos uma turma em família, formada pelos tios, pela filha dos tios e pela própria sobrinha que sabe ser grata, de quem por um dever moral não cobramos nada.

A equipe Lake tem uma queda especial pelos laços entre sobrinhos e tios.

Texto de Marcelo do Lago O maior desafio no Curso Lake é fazer o aluno acreditar de verdade na gente.É acreditar que qua...
10/12/2017

Texto de Marcelo do Lago

O maior desafio no Curso Lake é fazer o aluno acreditar de verdade na gente.

É acreditar que qualquer pessoa pode - em pouco tempo - fotografar bem, ainda que não tenha talento fotográfico, ainda que use apenas a câmera do aparelho celular.

Não basta entrar na Igreja Lake, é preciso ter fé.

Eu, o missionário Marcelo, passo boa parte do tempo das aulas fazendo cara de sofrido, implorando miseravelmente para que os alunos acreditem na metodologia do curso e sigam as nossas orientações.

O Curso Lake tem quatro aulas, mas concentramos nas duas primeiras o máximo esforço na conversão dos alunos.

A Aula 1 é sobre a escolha das referências visuais da fotografia, é quando mostramos o passo a passo de como efetivamente se constrói uma mensagem fotográf**a, pedindo aos fiéis:

Acreditem, esse é o caminho da boa fotografia.

A Aula 2 é sobre o comportamento da luz, é quando então praticamente f**amos de joelhos, levantamos as mãos e imploramos em lágrimas:

Por favor, usem a luz de janela.

Bom domingo a todos, amém.

Eu tenho um critério para avaliar a qualidade de uma fotografia: o meu sobrinho de oito anos de idade.É porque ele - ain...
26/11/2017

Eu tenho um critério para avaliar a qualidade de uma fotografia: o meu sobrinho de oito anos de idade.

É porque ele - ainda - não é capaz de fazer algumas escolhas necessárias para se construir uma fotografia que não seja apenas infantil.

Então é simples: olho para uma foto e avalio mentalmente se o meu sobrinho seria capaz de tirá-la.

Se der afirmativo, a foto não pode ser boa.

Exemplo: fotografia do pôr do sol.

Fotografia do pôr do sol é o maior exemplo de como as pessoas em geral fotografam de forma infantilizada.

O meu sobrinho é capaz de apontar a câmera para o pôr do sol e apertar o botão uma, duas, cem vezes, portanto uma foto do pôr do sol não pode ser boa, salvo se o objetivo for ilustrar aqueles calendários promocionais de padaria que nossos avós penduravam na parede da cozinha.

O pôr do sol pode ser a coisa mais linda do mundo, mas a fotografia do pôr do sol não se confunde com o pôr do sol.

Eu não deveria escrever essas coisas, isso cheira a rabugice, me atrai antipatia, afasta alunos, mas eu não escrevo sobre fotografia nem tenho um curso para posar de gente boa, o tempo é muito curto para isso.

O meu papel é contribuir para que as pessoas deixem de fotografar como se fossem crianças de oito anos de idade.

Endereço

São Paulo, SP

Telefone

11970357753

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