29/10/2022
No passado, um galpão entre os bairros da Lapa e da Barra Funda, era responsável pela geração de energia que abastecia as fábricas da família Matarazzo. Hoje, quase um século depois, a energia é outra e vem das manifestações culturais, dos shows, das apresentações, da programação infantil e dos eventos que são promovidos no local. Sim, a Casa das Caldeiras, que f**a na Água Branca, continua abastecendo a cidade com sua programação eclética – e gratuita
Está tudo lá: as caldeiras, as chaminés, a parede de tijolos aparentes... tudo restaurado e adaptado para os requisitos de segurança dos dias atuais. “O espaço foi reciclado, mas não perdeu o charme da época de caldeira”, conta a sócia-diretora da Casa, Karina Saccomanno Ferreira.
A Casa é um dos poucos edifícios remanescentes da época de ouro das Indústrias Matarazzo. Na década de 20, as empresas formaram o que foi considerado o primeiro parque industrial do Brasil, que produzia desde banha até papel e sabonetes. Era a Casa que levava o v***r produzido por meio da queima de carvão nas tão conhecidas caldeiras.
Hoje, no lugar de homens passando para lá e para cá carregando o carvão, o que se tem é uma opção inusitada para um passeio aos domingos, que é quando o local abre para visitação. Durante a semana, ela é reservada apenas para eventos fechados.
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