Rafael Karelisky Fotografia

Rafael Karelisky Fotografia Fotografia de Casamento, Famílias e todos momentos felizes da vida :)

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Eu cheguei perto com a câmera. O Samuel Drudi / Fotografo Documental não recuou. Fez o contrário. Veio ainda mais pra fr...
11/09/2026

Eu cheguei perto com a câmera. O Samuel Drudi / Fotografo Documental não recuou. Fez o contrário. Veio ainda mais pra frente, inclinou o corpo, abriu o sorriso e ocupou a fotografia.

Esse retrato é assim porque, depois de anos que nossos caminhos se cruzaram e quase sete horas de papo antes mesmo de tirar minha câmera da mala, fotografá-lo de longe não faria muito sentido.

Acompanho há bastante tempo o caminho que ele vem construindo na fotografia documental de casamento, um território que definiu, Eu, Rafa, em uma parte enorme da minha própria história.

O Samuel criou seu lugar e continua puxando essas conversas também pra voz dele. Hoje sustenta posições, defende uma linguagem, coloca pensamento no mundo e leva esse território para outras histórias.

E existe alguma coisa muito bonita em ver certas conversas continuarem em outras vozes.

Voltando para o retrato. Talvez essa nem seja a fotografia mais impactante que fiz dele. Mas nem sempre a imagem esteticamente mais forte é a que carrega mais coisa dentro.

Eu cheguei perto.
Ele chegou mais perto ainda.

E ocupou.

A fotografia.
A conversa.
O próprio espaço.

E isso fala demais do Samuel de hoje.

📍no ateliê — 2026

09/09/2026

bastidores com Anderson Gaveta na Casa Rockambole | RCKB
o resultado e o texto estão no feed.

Setup:
Fuji Gfx50sii + 63mm 2.8 Fujifilm X Series Brasil Fuji X Lovers
Ad600 + sombrinha 1.60m Godox Brasil

Como será que funciona a cabeça do Anderson Gaveta ?Uma cabeça que conhece muito bem as regras e talvez por isso se divi...
09/09/2026

Como será que funciona a cabeça do Anderson Gaveta ?

Uma cabeça que conhece muito bem as regras e talvez por isso se divirta tanto brincando e subvertendo algumas.

Uma cabeça cheia de técnica, repertório, cinema, a partir de linguagem, montagem, edição, música… mas que sempre encontrou espaço para o absurdo, o nonsense, o trash.

Uma cabeça que leva todo esse repertório e a técnica muito a sério sem necessariamente levar a si mesma com a mesma solenidade.

Aliás, isso talvez seja a coisa mais bonita de todas. Ter tanto repertório sem deixar tudo f**ar cabeçudo ou intelectualoide demais.

A fotografia foi construída pensando nisso.

Tudo muito controlado. Luz, frontalidade, enquadramento, espaço negativo grande e sobra ali bem no meio dessa ordem, ele.

A careta. O leve desvio no olhar.

Nada precisou ser forçado. Eu organizei a estrutura e o Gaveta devolveu aquilo que também é muito dele.

Talvez seja essa a parte que mais me interessa no retrato quando a intenção de quem fotografa encontra de maneira verdadeira quem está do outro lado. E essa é a única regra que importa, ser de verdade.

Uma cabeça que, mesmo flutuando sozinha no meio do preto, parece cheia de coisa acontecendo lá dentro.

Técnica a serviço da liberdade.
E, muitas vezes, do nonsense.

📍2026

Nem tudo que merece um pedestal precisa ser raro. A gente aprendeu a dar valor demais ao extraordinário e atenção de men...
08/09/2026

Nem tudo que merece um pedestal precisa ser raro. A gente aprendeu a dar valor demais ao extraordinário e atenção de menos ao cotidiano. E, às vezes, tudo que falta é um olhar mais cuidadoso.

Um tomate. Inteiro. Comum. Sem nenhum esforço para parecer mais especial do que é.

Mas colocado ali, sobre o prato, cercado pelo veludo, quase na altura dela, ganha uma espécie de cerimônia. Não porque tenha deixado de ser um tomate.

Justamente porque não deixou.

Gosto dessa ideia de pegar uma coisa tão presente no nosso dia a dia e devolver a ela um pouco da importância que a repetição vai tirando.

Porque a gente se acostuma.

Com sabores, objetos, gestos, pessoas. Com coisas bonitas que estão tão perto que, em algum momento, quase param de ser vistas.

E nessa foto gosto de pensar que existem dois retratos.

De um lado, Carolina.
Do outro, o tomate.

Ela está forte na imagem, mas não exige o centro inteiro pra si. Ela não olha para a câmera. E talvez isso seja importante.

Se olhasse, provavelmente puxaria toda a fotografia para si.

Mas o olhar dela vai para fora. Ela permanece forte, presente, mas deixa espaço. E, de repente, um tomate também pode ocupar o centro da imagem.

E isso conversa muito com cozinha (também com fotografia). Porque um chef não coloca o próprio ego na frente do ingrediente. Ela pode fazer justamente o contrário: criar as condições para que uma coisa simples apareça mais.

Um retrato dela e outro de uma coisa absolutamente cotidiana, tratada quase como uma joia.

Porque talvez valor tenha menos a ver com raridade do que a gente imagina. Às vezes, é só uma questão de olhar de novo.

Carolina Klein Gastronomia 📍no ateliê - 2026

Felipe Andreoli + Ibanez Guitars Essas fotos vieram antes. Antes da campanha, do lançamento, antes de muita coisa que ac...
02/09/2026

Felipe Andreoli + Ibanez Guitars

Essas fotos vieram antes. Antes da campanha, do lançamento, antes de muita coisa que aconteceu depois.

O Felipe já estava mergulhado há bastante tempo na construção do FAB1, seu primeiro modelo signature com a Ibanez. Um baixo que nasce de uma relação de quase 30 anos com a marca e de um acúmulo enorme de experiências muito pessoais sobre som, construção, ergonomia e sobre a própria maneira dele tocar.

Quando essas fotos foram feitas, a campanha ainda nem estava desenhada. E talvez seja justamente por isso eu tenha escolhido voltar para elas agora. No momento que as “oficiais” ganham o mundo quis voltar pro inicio.

O Felipe não desaparece atrás do instrumento e o instrumento também não vira apenas um acessório dele. Os dois têm presença.

De alguma maneira, ele se viu inteiro nessas imagens e também conseguiu reconhecer ali o baixo que vinha construindo há tanto tempo.

Um cara mão na massa, generoso e absolutamente atento a quem está por perto. Daqueles que não só ocupam um espaço, mas fazem questão de puxar outras pessoas pra dentro dele.

Foi exatamente assim comigo.

Agora o FAB1 finalmente ganha o mundo com o nome dele.

E é bonito demais ver tantos anos de história e tantas escolhas pessoais chegarem tão longe desse jeito. Parabéns, meu amigo. E obrigado por tanto.

📍no ateliê - 2026

Marcelo Barbosa + Ibanez Guitars Desde o início eu sabia que o retrato teria que colocar as características dessa guitar...
02/09/2026

Marcelo Barbosa + Ibanez Guitars

Desde o início eu sabia que o retrato teria que colocar as características dessa guitarra dentro da presença do Barbosa, e não simplesmente descrevê-la. Um packshot faria isso muito melhor. Eu sei que é um lançamento de produto, mas acredito que a fotografia sempre pode, e deve, carregar mais camadas. E talvez isso faça especialmente sentido quando o produto é uma signature poderíamos arriscar um ou outro click mais ousado. Que aliás devo dizer é belíssima essa Ibanez MB10 Black Night.

Sempre me interessam o conceito e a contradição.

Tem movimento por todos os lados, mas no centro de tudo ele permanece. Ele.

Estável. Frontal. Sem nada a esconder.

Tem todo aquele imaginário e o visual imponente. Os músculos, as tranças, tudo aquilo que acompanha a imagem de um guitarrista, rockstar. Mas basta conversar um pouco com o Barbosa para encontrar outras camadas. Sei lá, uma espécie de força sob controle. Há nele uma calma quase marcial. Uma sabedoria de quem conhece muito bem a própria potência e, justamente por isso, aprendeu a convertê-la em disciplina.

E aí volto à guitarra.

Porque antes de carregar uma assinatura, um instrumento carrega uma história.

O instrumento é uma ferramenta para o Barbosa construir sua própria linguagem. Escolhas de som, tocabilidade, estética, detalhes. Agora existe uma guitarra construída também a partir dessa linguagem. Gosto muito dessa “inversão”.

Em algum momento da carreira, aquilo que você escolheu durante tantos anos passa a carregar o seu nome. Fotografar esse lançamento para a Ibanez foi também testemunhar um desses momentos em que uma trajetória ganha forma concreta, literalmente.Uma signature não é só um nome num instrumento. É repertório transformado em matéria. Anos de estudo, palco e consciência que passam a existir em madeira, metal, captadores, medidas, peso e acabamento.

E talvez essa seja a parte mais bonita.

Depois de tantos anos construindo essa relação com a guitarra, chega um momento em que parte dessa história pode ser segurada pelas próprias mãos.

Parabéns, Barbosa. Que momento lindo de ser vivido.

📍2026

Ibanez Guitars - Brasil
Ibanez Guitars

Eu conheço demais o sujeito da foto e talvez seja justamente por isso tão difícil enxergá-lo de novas perspectivas. Quan...
28/08/2026

Eu conheço demais o sujeito da foto e talvez seja justamente por isso tão difícil enxergá-lo de novas perspectivas.

Quando fotografo alguém, existe uma curiosidade sobre quem está diante de mim. Eu observo, procuro, tento entender.

Passo boa parte da minha vida observando os outros. Mas me deixar ser visto é outra história. E é muito mais difícil do que parece.

Num autorretrato essa relação f**a ainda mais estranha. Quem observa e quem é observado são a mesma pessoa. Quem escolhe como quer ser visto também precisa se permitir ser visto.

Talvez por isso eu tenha querido uma fotografia tão simples.

Cinza, frontalidade, pouco gesto, olhar direto.

Os óculos quebram isso de propósito. Uma pequena ruptura no meio de tudo que costumo manter discreto. Porque ser discreto não é ser neutro. Posso não ser um cara expansivo, cheio de caras e bocas, mas tenho opiniões, posições e convicções muito pouco neutras.

Não sei se esse autorretrato diz exatamente quem eu sou. Mas diz alguma coisa sobre como escolhi me apresentar neste momento.

E isso já é dizer bastante.

E talvez por isso Limelight esteja tocando aqui. Neil Peart escreveu sobre o desconforto de existir sob o olhar dos outros, sobre a distância estranha entre aquilo que somos e aquilo que projetam sobre nós. Vale escutar o som e ler a letra.

📍no ateliê — 2026

ps: tem bastidores nos reels

28/08/2026

Aautoretrato é um problema interessante pra se resolver.
Hoje fiquei dos dois lados da câmera.

setup:
Fujifilm Brasil
+ Godox Brasil
Tether Evoto BR

Tem uma característica do Danillo do Vale Silva que talvez explique muita coisa sobre a história dele: ele presta atençã...
25/08/2026

Tem uma característica do Danillo do Vale Silva que talvez explique muita coisa sobre a história dele: ele presta atenção.

Na vida. Nas pessoas. No ambiente. No que acontece ao redor. Talvez seja por isso que estar perto dele tenha uma leveza tão particular.

Isso tudo aparece de maneiras diferentes nos dois retratos.

Em um deles, quase não existe informação. Sem terno, sem cenário, quase sem gesto. Ficam o rosto, os olhos e o mínimo de expressão.

A câmera está muito perto. O olhar é muito presente, mas não é duro. Existe abertura. Ele parece tão confortável em olhar quanto em ser olhado.

No outro, acontece quase o contrário.

Terno, camisa, postura, muito espaço ao redor. Tudo poderia construir uma figura de autoridade bastante convencional. Mas aí vem o sorriso e desmonta tudo.

Porque o Dani nunca parece estar tentando provar nada. E gosto especialmente do espaço. Ele ocupa uma parte pequena do quadro, mas não parece pequeno dentro dele.

Ele sustenta, o espaço.

Muito porque presença tem menos a ver com o tamanho que ocupamos e mais com a maneira como estamos ali.

E f**a difícil olhar para esses retratos sem relacionar tudo isso à história dele.

Dani é um cara que observa. Que escuta. Que aprende. Que presta atenção.

E talvez tenha sido justamente assim que tanta coisa aconteceu.

De tanto observar, a vida virou repertório.
O repertório encontrou uma oportunidade.
E a oportunidade encontrou alguém preparado para ela.

📍no ateliê — 2026

Fluência talvez seja quando o repertório deixa de ser uma coisa que você consulta e passa a ser algo que simplesmente fl...
23/08/2026

Fluência talvez seja quando o repertório deixa de ser uma coisa que você consulta e passa a ser algo que simplesmente flui através de você.

Quando repertório vira liberdade para se comunicar. Você escolhe, experimenta, responde ao que está diante de você. Existem muitas maneiras de dizer a mesma coisa e, quando a coisa flui, você encontra a sua forma.

E a fotografia talvez também seja um pouco disso.

Foi pensando nessa linguagem que fomos atrás justamente dos clichês. Route 66. Santa Monica. O ônibus amarelo. Hollywood. Aqui, eles não representam falta de repertório. São justamente o contrário. O repertório é coletivo e por isso funcionam tão bem os clichês.

Escolhemos aquilo que todo mundo reconhece porque queríamos falar desse período da vida da Camile. De morar ali, mergulhar numa língua, numa cultura e num imaginário que também atravessam o trabalho que ela construiu.

A Camile Vilela | Prof. Inglês ⚡️ cuida das pessoas. Está sempre dois passos à frente, percebendo o ambiente, antecipando uma necessidade e, principalmente, criando espaço para que cada um possa estar no seu melhor. É uma delicadeza que não diminui sua potência. Pelo contrário. Convivendo com ela por alguns dias, percebi como esse jeito dela de estar no mundo. E talvez seja exatamente por isso que ela faça o que faz.

Não apenas ensinar uma língua, mas dar a alguém mais recursos para ocupar o mundo. Mais autonomia. Mais confiança. Mais possibilidades de se comunicar e pertencer.

No fundo acredito que nossos trabalhos talvez tenham se encontrado justamente aí.

Ela busca ajudar os outros a ocupar o mundo através das palavras. Eu, através das imagens.

📍Los Angeles — 2026

Endereço

São Paulo, SP

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