11/09/2026
Eu cheguei perto com a câmera. O Samuel Drudi / Fotografo Documental não recuou. Fez o contrário. Veio ainda mais pra frente, inclinou o corpo, abriu o sorriso e ocupou a fotografia.
Esse retrato é assim porque, depois de anos que nossos caminhos se cruzaram e quase sete horas de papo antes mesmo de tirar minha câmera da mala, fotografá-lo de longe não faria muito sentido.
Acompanho há bastante tempo o caminho que ele vem construindo na fotografia documental de casamento, um território que definiu, Eu, Rafa, em uma parte enorme da minha própria história.
O Samuel criou seu lugar e continua puxando essas conversas também pra voz dele. Hoje sustenta posições, defende uma linguagem, coloca pensamento no mundo e leva esse território para outras histórias.
E existe alguma coisa muito bonita em ver certas conversas continuarem em outras vozes.
Voltando para o retrato. Talvez essa nem seja a fotografia mais impactante que fiz dele. Mas nem sempre a imagem esteticamente mais forte é a que carrega mais coisa dentro.
Eu cheguei perto.
Ele chegou mais perto ainda.
E ocupou.
A fotografia.
A conversa.
O próprio espaço.
E isso fala demais do Samuel de hoje.
📍no ateliê — 2026