17/01/2022
Quero a sorte de ser o que eu quiser! Sem aviso, sem grandes expectativas, sem ter que me explicar o tempo todo: o porquê, quando, pra onde quero ir e o que mereço agora!
Sou inconstante. Ao mesmo tempo que quero eu já deixei pra lá. Sou da atitude! Do vento no cabelo! Dá intensidade sem hora marcada. Sou do frio na barriga. Das palpitações que indicam o que mereço apostar e o que vale um “foda-se bem grandão.”
F**a quem faz questão. Quem me decifra. Quem não lida comigo no lengalenga. Quem sabe me enxergar além do que mostro. Que tem paciência para entender que tem horas que nem eu me aguento.
Não jogo com a sorte. Não sei deixar pra depois o que merece o meu agora. Sou instante. Sou surpresa que chegue na surdina. A que te deixa sempre com a sensação de “o que será que vem agora?”
Eu tenho mania de deixar um gostinho de saudade, de boas lembranças, mas se vacilar... não queira vacilar! Eu sumo e azar o seu de não ter aproveitado quando me tinha à disposição.
Sou leveza, mas também sei ser braço direito, sei dar tapas sem mão, sei dar um milhão de direções, mas se ainda assim insistir no abismo, estarei lá para te dar colo, estender as mãos e te provar que você consegue se tentar depois.
Eu sou do riso frouxo, da fé que sustenta, do coração que não cansa de insistir, sou a que quebra a cara e mesmo machucada não me entrego. Sou a fênix, a que assopra as cinzas na cara de quem sempre teve o prazer de me ver rastejando.
Eu aplaudo as voltas que o mundo dá, porque sempre caio exatamente onde eu merecia estar. Sou maleável, sei me reinventar e se tem uma coisa que nunca farei é me acomodar! Não sou barranco pra viver escorada! Não sou o que deduzem, se precisar voar, eu abraço o céu e só fui!
Eu não tenho limites!
☀️