Elias Alfonso

Elias Alfonso Cobertura fotográfica de eventos, baladas, revelação de fotos na hora, fotografia de aniversários, formaturas, casamentos, ensaios...

No compasso das histórias de um baileVivemos dias de espora curta, tudo corre, tudo exige, tudo apressa. Parece que todo...
15/06/2026

No compasso das histórias de um baile

Vivemos dias de espora curta, tudo corre, tudo exige, tudo apressa. Parece que todo mundo corre atrás de alguma coisa, sem perceber que a vida, muitas vezes, acontece justamente quando a gente para.
Talvez por isso um baile tenha tanto valor. Não pela música apenas, nem pelas luzes do salão, mas porque, por algumas horas, as preocupações ficam encostadas em um canto e o coração assume as rédeas.
Foi nesse espírito que o Baile dos Namorados reuniu uma verdadeira multidão no sábado, 13 de junho. Salão cheio, pista tomada e aquele ambiente raro de quem foi para celebrar a companhia, a amizade e o amor. Ao som vibrante do grupo Tchê Garotos , os casais transformaram cada música em uma conversa sem palavras, dessas que só quem dança entende. Alguns carregavam o entusiasmo dos primeiros capítulos e outros a serenidade de quem já escreveu uma vida inteira ao lado da mesma pessoa. E todos encontraram no mesmo compasso um motivo para seguir dançando madrugada adentro.
Há uma sabedoria antiga escondida nos bailes. Enquanto o tempo insiste em passar, eles nos lembram da importância de permanecer. Permanecer junto, permanecer presente e permanecer grato pelas pessoas que dividem a caminhada conosco. Talvez seja por isso que certas festas terminem apenas no relógio, porque na memória seguem tocando por muito mais tempo.
Ficam os parabéns à Patronagem, que ofereceu uma celebração à altura da data e da tradição, construindo uma noite daquelas que não se mede pelo número de presentes, mas pela quantidade de sorrisos que deixou espalhados pelo salão. E isso, convenhamos, é coisa que não se improvisa. É resultado de trabalho, dedicação e respeito por quem faz da cultura gaúcha um encontro permanente entre música, amizade e sentimento.

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Direto da lavoura para o parabénsNa quinta-feira, 04 de maio, a Fantasy Fest virou extensão da lavoura afetiva da famíli...
09/06/2026

Direto da lavoura para o parabéns

Na quinta-feira, 04 de maio, a Fantasy Fest virou extensão da lavoura afetiva da família Spagnol De Vargas. José Henrique, filho de Patrícia Spagnol e Wilian De Vargas, irmão da pequena Martina, celebrou seus 7 anos como quem já entende, mesmo sem perceber, uma verdade que muitos adultos ainda ignoram... a felicidade não nasce do excesso, nasce do pertencimento.
E José pertence. Ao campo, à família e à simplicidade rara dos meninos que ainda sorriem com verdade nos olhos.
Entre máquinas gigantes, botas imaginárias e o fascínio quase sagrado pelo agro, ele correu pela própria infância como um pequeno herdeiro de histórias antigas, dessas que cheiram a terra molhada, churrasco de domingo e futuro construído cedo, no exemplo silencioso de quem trabalha sem precisar transformar tudo em discurso.
Há uma poesia bruta no agro. Enquanto o mundo performa filtros, o campo segue produzindo realidade. E José Henrique parece carregar isso no olhar. Simpático até desarmar qualquer formalidade, daqueles guris que entram em um ambiente e fazem a festa acontecer sem esforço, sem pose, sem personagem.
A Fantasy Fest vestiu cada detalhe com carinho, luz e movimento, enquanto amigos e familiares transformaram a noite em memória viva, gargalhadas soltas, abraços demorados, energia de gente que sabe celebrar presença antes de aparência.
Talvez Nietzsche sorrisse diante disso, porque há potência em uma infância livre, suja de bolo, correndo entre sonhos e tratores verdes. Há força no menino que admira o campo antes dos holofotes.
E nossas lentes? Apenas tentaram acompanhar. Porque fotografar José Henrique não foi registrar um aniversário, Foi congelar o instante exato onde a inocência encontra raiz.
07 anos de um menino que cresce como o agro gosta... firme, humano e impossível de ignorar.

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URIFEST 2026: Quando uma comunidade educaHá quem pense que a educação acontece apenas dentro das salas de aula. Mas as m...
25/05/2026

URIFEST 2026: Quando uma comunidade educa

Há quem pense que a educação acontece apenas dentro das salas de aula. Mas as melhores escolas sabem que ensinar é muito mais do que transmitir conteúdos. É criar experiências, fortalecer vínculos e formar pessoas.
Foi esse espírito que marcou a URIFEST 2026, realizada em celebração aos 34 anos da Escola da URI.
Em uma manhã fria de maio, alunos dos turnos da manhã e da tarde participaram de atividades que transformaram a escola em um grande espaço de convivência, aprendizado e celebração. Oficinas, brincadeiras, desafios, partidas de xadrez, cabo de guerra e a tradicional rústica movimentaram a escola e mostraram que o conhecimento também se constrói nas experiências compartilhadas.
Em tempos em que tudo parece acontecer com velocidade excessiva, a educação continua lembrando algo fundamental: crescer exige participação.
No xadrez, a concentração.
No cabo de guerra, o trabalho em equipe.
Na corrida, a perseverança.
Cada atividade trouxe consigo uma lição que ultrapassa os limites dos livros.
A tradicional rústica da escola foi mais uma vez um dos grandes destaques da programação. Entre esforço, superação e espírito esportivo, os estudantes demonstraram que as maiores conquistas são construídas passo a passo, exatamente como acontece na jornada do conhecimento.
As comemorações dos 34 anos também reservaram um momento especial de reconhecimento. O professor, Irineu Cassol, com uma trajetória profundamente ligada à história da Escola da URI, foi homenageado por décadas de dedicação à educação.
Idealizador e organizador da tradicional corrida da instituição, teve seu legado eternizado. A partir deste ano, a prova passa a se chamar, oficialmente, "Rústica Irineu Cassol", uma homenagem a quem ajudou a transformar uma atividade em tradição.
A URIFEST foi resultado do trabalho conjunto da gestão escolar, professores, colaboradores, estudantes e famílias. Porque uma escola de excelência não é construída apenas por sua estrutura, mas pelas pessoas que acreditam diariamente em seu propósito.
Entre sorrisos, amizades, desafios, conquistas e o tradicional bolo de aniversário, a Escola da URI celebrou seus 34 anos reafirmando aquilo que a inspira desde o início: Conhecimento que impulsiona o mundo.

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Tradição é, antes de tudo, gratidão e consideraçãoExistem domingos que passam, e existem domingos que permanecem.Não pel...
22/05/2026

Tradição é, antes de tudo, gratidão e consideração

Existem domingos que passam, e existem domingos que permanecem.
Não pela data no calendário, mas porque conseguem reunir aquilo que a modernidade anda desmontando aos poucos: memória, tradição, fé, família e pertencimento. Coisas que hoje parecem quase revolucionárias em um mundo onde muita gente conversa o dia inteiro… e ainda assim não sabe mais escutar ninguém. Ironia amarga do nosso tempo.
O domingo, 17 de maio de 2026, no CTG Os Tropeiros, foi exatamente isso: permanência.
A Missa Crioula abriu o dia lembrando algo que o povo antigo já compreendia sem precisar transformar em frase de efeito para rede social: tradição não é apego ao passado, é respeito por aquilo que nos trouxe até aqui.
E talvez nenhuma figura represente mais isso do que uma "mãe".
Porque mãe é o primeiro território de um ser humano, é a primeira voz, o primeiro abrigo e o primeiro gesto de fé antes mesmo da religião existir em nós.
Toda civilização que deixa de honrar suas mães começa lentamente a esquecer quem é. Nietzsche desconfiava da moral dos homens. Sócrates desconfiava das certezas humanas. Mas ambos talvez concordassem em uma coisa: uma sociedade incapaz de reverenciar quem sustenta suas raízes está condenada a viver superficialmente.
E ali, entre abraços, risos largos, reencontros e olhos marejados, havia algo raro acontecendo: pessoas vivendo presença verdadeira.
O CTG Grupo Nativista Os Tropeiros, sob a condução da patronagem liderada pelo patrão Anselmo, não realizou apenas um evento, construiu um encontro entre gerações. Um desses momentos em que a cultura gaúcha deixa de ser discurso e volta a ser vivida no gesto simples, no chimarrão compartilhado, na mesa cheia e na música ecoando entre amigos.
Houve homenagens às mães, reconhecimento a Jaime Medeiros Pinto e celebração aos 75 anos da Rádio Santiago, essa voz que atravessa décadas acompanhando histórias, madrugadas, lavouras, estradas e lares desde 1951. Porque rádio não é apenas comunicação, rádio é companhia, é memória falada e a prova de que uma voz sincera ainda consegue unir pessoas invisivelmente.
A equipe diretiva, comunicadores, locutores e colaboradores da emissora estiveram presentes recebendo o carinho que a história merece.
E então veio o almoço, farto, afetuoso, quase filosófico. Porque cozinhar para alguém sempre foi uma das formas mais silenciosas de dizer “você importa”. Merecido aplauso à equipe da cozinha do CTG, que transformou alimentos em acolhimentos.
As invernadas incendiaram a tarde com energia, orgulho e identidade. E a domingueira, animada por Marisa Machado e grupo, encerrou a tarde como deve ser encerrada toda boa celebração gaúcha: com música, dança e gente feliz.
No fim, talvez tradição seja isso. A arte de impedir que a alma de um povo morra no esquecimento.

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CTG GN Os Tropeiros Rádio Santiago 90.3

O amor que faz o mundo florescer​Existem noites que passam, e existem noites que permanecem dentro da memória como quem ...
19/05/2026

O amor que faz o mundo florescer

​Existem noites que passam, e existem noites que permanecem dentro da memória como quem acende uma luz silenciosa no coração. A celebração em homenagem ao Dia das Mães, promovida pela EMEI Sol Criança, foi uma dessas raras noites em que o tempo pareceu parar para lembrar que o mundo pode até ser movido por pressa, mas é o afeto que ainda sustenta as pessoas.
Entre sorrisos tímidos, olhos marejados e pequenos passos cheios de coragem, os pequenos transformaram o salão em um verdadeiro jardim de emoções. Em cada apresentação, em cada abraço apertado e em cada beijo espontâneo, havia uma verdade simples e poderosa: “Mãe é chuva de amor que faz o coração florescer.”
E talvez seja mesmo, porque mães possuem essa estranha, e extraordinária, capacidade de fazer a vida renascer até nos dias mais difíceis. Enquanto o mundo ensina competição, elas ensinam acolhimento. Enquanto tantos aprendem a correr, elas seguem lembrando a importância de permanecer.
Os pequenos encantaram a noite. Levaram risos, emoção e ternura para cada canto do salão. Mas, no fundo, toda aquela beleza era apenas reflexo daquilo que primeiro nasceu no colo de uma mãe. Afinal, nenhuma criança aprende o amor sozinha, antes das palavras, vem o abraço e antes dos caminhos, vem a mão que guia.
Nietzsche escreveu que “há sempre alguma loucura no amor”. Talvez porque amar seja justamente aceitar cuidar de alguém mesmo sabendo que um dia será preciso deixá-lo crescer para o mundo. E ainda assim, as mães continuam, firmes, presentes e essenciais.
A noite também carregava o carinho invisível de quem trabalhou nos bastidores para que cada detalhe se tornasse inesquecível. Professores, equipe diretiva e o Círculo de Pais e Mestres transformaram dedicação em afeto concreto. O jantar preparado com tanto cuidado não serviu apenas alimentos. Serviu presença, união e gratidão.
No fim, ficou evidente uma verdade que nenhuma filosofia consegue negar: mães não apenas geram vidas, elas sustentam emoções, constroem lembranças e florescem o mundo inteiro sem pedir reconhecimento por isso.

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O amor que nunca vai emboraEntre cafés, abraços e memórias quentes como um chá recém-servido, existe algo que o mundo mo...
19/05/2026

O amor que nunca vai embora

Entre cafés, abraços e memórias quentes como um chá recém-servido, existe algo que o mundo moderno tenta esconder sob notificações, pressa e produtividade: o fato de que mães sustentam silenciosamente aquilo que chamamos de humanidade. Enquanto muitos aprendem a gerir empresas, elas aprendem a gerir emoções sem manuais, sem pausas e sem aplausos.

Em uma tarde especial, promovida pela Escológica Educação Infantil, sob a direção de Solange Viegas, o tempo pareceu desacelerar. É como se o relógio, por respeito, tivesse entendido que havia algo mais importante acontecendo do que cumprir horários.
Era uma tarde de encontros, de reencontros e de olhares que diziam “quanto tempo” sem precisar pronunciar palavra alguma. Entre xícaras aquecidas e conversas sinceras, mães compartilharam aquilo que filósofos passaram séculos tentando explicar: o amor que permanece mesmo quando tudo exige desistência.
A palestra “Ser mãe: a única forma de amar e a gestão da emoção”, conduzida por João Lemes, não foi apenas uma fala, foi um espelho, um convite silencioso para revisitar a própria vida, os próprios excessos e os próprios silêncios. Porque ser mãe talvez seja exatamente isso: continuar sendo abrigo mesmo quando o mundo inteiro parece tempestade.
Nietzsche dizia que “quem tem um porquê enfrenta qualquer como”. Talvez as mães sejam a prova viva dessa frase. Elas enfrentam noites mal dormidas, medos invisíveis, batalhas internas e ainda assim encontram forças para sorrir quando um filho precisa acreditar que tudo ficará bem.
“Mãe” sempre foi mais verbo do que substantivo. Mãe é mão estendida, é presença, é colo que reorganiza o caos. E naquela tarde, entre emoções, reflexões e afetos compartilhados, ficou evidente uma verdade simples: o amor materno ainda é uma das últimas formas de resistência genuína em um mundo distraído demais para perceber quem realmente o sustenta.

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Escológica Educação Infantil

Onde o silêncio ainda produz alimentoExiste uma ironia curiosa no ser humano moderno. Ele acorda ao som de notificações,...
15/05/2026

Onde o silêncio ainda produz alimento

Existe uma ironia curiosa no ser humano moderno. Ele acorda ao som de notificações, corre atrás de prazos que odeia, vive cercado de concreto e ansiedades… e depois paga caro para tentar sentir exatamente aquilo que o interior entrega de graça: paz.
Essas imagens não são apenas fotografias de um dia no Rancho Branco. São um confronto silencioso com a vida acelerada que virou vício coletivo.
A luz dourada tocando a soja. O gado observando em silêncio, como quem já entendeu algo que a cidade esqueceu faz tempo.
As mãos segurando a terra, as vagens, os frutos.
Os retratos sinceros, sem excesso, sem personagem inventado. Tudo aqui respira verdade.
Porque o campo tem uma característica brutalmente honesta: ele não performa.
No agro, não existe filtro que faça chover, não existe legenda bonita que substitua trabalho e não existe discurso, sofisticado, capaz de produzir alimento.
Enquanto muita gente debate o mundo em telas, alguém levanta cedo para garantir que o mundo continue existindo fora delas.
Talvez seja isso que torna essas imagens tão fortes.
Elas não gritam. Não precisam.
A calmaria do interior não é ausência de vida, é a ausência de ruído inútil. Coisa rara atualmente.
O Rancho é um lembrete bonito e desconfortável: a verdadeira riqueza talvez nunca tenha sido velocidade.
Talvez tenha sido tempo.
Tempo para olhar o horizonte.
Tempo para ouvir o vento atravessando a lavoura.
Tempo para existir sem precisar provar nada para ninguém.
No fim, o campo continua fazendo aquilo que sempre fez: alimentando corpos, silenciando excessos e salvando, discretamente, pessoas cansadas do caos que elas mesmas criaram.
Enquanto a cidade vende urgência, o interior ainda cultiva paz.

A grandeza silenciosa das "mães"Existe uma força silenciosa nas mães que o mundo raramente consegue explicar. Elas suste...
14/05/2026

A grandeza silenciosa das "mães"
Existe uma força silenciosa nas mães que o mundo raramente consegue explicar. Elas sustentam rotinas, medos, sonhos, choros e esperanças sem exigir reconhecimento. São abrigo antes da queda, calma antes do medo e presença mesmo quando estão exaustas. E talvez por isso noites assim tenham tanto valor. Porque, por algumas horas, o centro de tudo volta para quem quase sempre aprende a viver nos bastidores da própria grandeza.
Na segunda noite da Festa da Família 2026, os pequenos da educação infantil transformaram o palco em uma homenagem viva ao amor materno. E fizeram isso da maneira mais pura possível: através do encantamento.
Inspiradas na cultura cigana, piratas, gauchinhos e prendinhas..., as apresentações trouxeram cor, identidade e emoção. Mas existia algo ainda maior acontecendo entre músicas, passos tímidos e olhos brilhando na direção da plateia. Cada criança parecia procurar apenas uma aprovação no mundo inteiro: o olhar da própria mãe.
Porque mãe é isso.
É o primeiro universo que um filho conhece.
A primeira voz que acalma.
O primeiro abraço que ensina segurança.
E talvez o único amor capaz de permanecer inteiro mesmo quando tudo ao redor muda.
E no centro de toda aquela narrativa estava ele: o lenço.
Não como simples adereço.
Mas como símbolo.
Cada criança carregava consigo o lenço que, ao final da apresentação, seria entregue à sua mãe. E naquele gesto, aparentemente, simples existia uma filosofia inteira sobre afeto. Porque mães passam a vida segurando filhos invisivelmente: seguram o medo, o choro, as inseguranças, os sonhos e até os silêncios que ninguém percebe. Naquela noite, os filhos devolveram um pouco disso em forma de carinho.
Talvez os adultos compliquem demais o amor. Crianças não.
Elas oferecem um lenço como quem entrega o próprio coração.
E foi impossível não se emocionar ao perceber que, enquanto o mundo ensina competição, pressa e distração, aqueles pequenos lembravam algo essencial: nenhum sucesso terá mais valor do que ainda poder voltar para o abraço de mãe.
Parabéns à equipe diretiva, aos professores da Educação Infantil, à APAMURI e a todos que fizeram dessa noite uma memória eterna. Porque educar também é ensinar crianças a honrarem aquilo que existe de mais humano no mundo: o amor que nasce entre mãe e filho.
Porque algumas noites passam, e outras se tornam parte daquilo que somos.

** galeria completa em: https://www.eliasalfonso.com/portfolio/educacao/1662960-festa-da-familia-2-noite-08-05

Onde a Memória Aprende a PermanecerExistem cidades que nascem de decretos, e existem cidades que nascem da insistência h...
12/05/2026

Onde a Memória Aprende a Permanecer

Existem cidades que nascem de decretos, e existem cidades que nascem da insistência humana.
Itacurubi pertence à segunda categoria. Uma cidade erguida não apenas por leis, plebiscitos ou linhas cartográficas, mas pela obstinação silenciosa de pessoas que decidiram transformar o chão em pertencimento.
No dia 07 de maio, durante a Sessão Solene em comemoração aos 38 anos de emancipação político-administrativa do município, a Câmara de Vereadores fez mais do que cumprir um protocolo institucional, fez aquilo que raramente o mundo moderno tem paciência para fazer: parar, olhar para trás e reconhecer quem ajudou a construir a própria história.
Em tempos onde quase tudo é descartável, homenagear trajetórias tornou-se um ato de resistência.
Sob a condução do presidente do Legislativo, vereador Ezequiel Soares, a noite reuniu autoridades, lideranças e comunidade para celebrar, não apenas o aniversário do município, mas a permanência de valores que o interior ainda preserva com certa teimosia: trabalho, fé, serviço e memória. Coisas raras.
O mundo anda ocupado demais tentando viralizar para lembrar quem realmente sustentou, e sustenta, os alicerces.
Entre os homenageados da noite, o título de Cidadão Benemérito concedido a Emerson Leandro Rocha reconheceu uma trajetória marcada pelo empreendedorismo, pela vida pública e pela dedicação comunitária. Um homem que atravessou o comércio, o serviço público, a espiritualidade e a liderança social carregando consigo algo que currículo nenhum consegue fabricar: credibilidade construída no tempo.
Da mesma forma, a outorga do título de Cidadã Itacurubiense à professora Andrea Salatti emocionou o plenário ao lembrar uma geração de educadores que ensinava muito antes da era dos projetores, plataformas e frases motivacionais de internet. Professores que alfabetizavam enquanto, também, carregavam água de poço, limpavam a escola, preparavam a merenda e, ainda assim, encontravam dignidade no ato de ensinar. Há uma espécie de heroísmo silencioso nisso. E talvez a fotografia exista justamente para impedir que esse tipo de grandeza desapareça no esquecimento.
Porque fotografar uma noite como essa não é apenas registrar rostos, é congelar aquilo que o tempo tentará apagar.
Cada aplauso, cada olhar emocionado, cada homenagem entregue diante da comunidade transforma-se em documento afetivo de uma cidade inteira. A fotografia deixa de ser imagem e passa a ser testemunha, uma espécie de memória com luz.
No fim, sessões solenes não existem apenas para celebrar aniversários políticos. Elas existem para lembrar que municípios são feitos de pessoas comuns que decidiram fazer algo incomum: permanecer, construir e servir.
E talvez seja exatamente isso que mantém viva uma cidade. A coragem e a grandeza daqueles que escolhem carregá-la consigo.

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O Lenço InvisívelExiste algo curioso nas mães. Elas passam a vida segurando o mundo com mãos cansadas… e quase nunca rec...
11/05/2026

O Lenço Invisível
Existe algo curioso nas mães. Elas passam a vida segurando o mundo com mãos cansadas… e quase nunca recebem aplausos por isso.
A sociedade aplaude troféus, diplomas, cargos e cifras, mas raramente percebe quem amarrou os cadarços antes da corrida, quem ficou acordada enquanto o resto da casa dormia, quem ensinou o “obrigado”, o “com licença” e o impossível ato de continuar.
Talvez por isso noites assim sejam tão necessárias, porque, às vezes, uma escola deixa de ser apenas escola… e vira memória.
Na primeira noite da Festa da "Família 2026", os pequenos transformaram o palco em algo maior que apresentações. Sob o olhar atento e emocionado das mães, cada gesto carregava uma linguagem silenciosa que adulto nenhum desaprende de verdade: a necessidade de pertencimento. E ali, entre música, abraços tímidos e olhos marejados, o símbolo do lenço ganhou um peso quase filosófico.
E então, entre luzes suaves e passos sincronizados, Gilmar e Emanuelle transformaram a dança do lenço em algo maior que uma apresentação. Havia ali uma elegância rara, dessas que o tempo moderno parece ter desaprendido. O lenço deixou de ser apenas adereço e virou linguagem. Cada giro parecia costurar parceria, memória e permanência.
Enquanto o mundo insiste em ensinar relações rápidas, distraídas e descartáveis, eles lembraram silenciosamente que amar também é aprender o ritmo do outro. E talvez tenha sido isso que mais emocionou: não a dança em si, mas a verdade contida nela.
Cada detalhe da noite carregava intenção. Das apresentações cuidadosamente desenvolvidas pelos professores da Educação Infantil, até a janta preparada com carinho pelos membros da APAMURI. Porque existem eventos que são organizados… e existem eventos que são sentidos.
Parabéns à equipe diretiva, aos professores e a todos que fazem da educação algo além do conteúdo. Porque ensinar crianças talvez seja isso: ajudá-las a nunca esquecer aquilo que os adultos passam a vida tentando reaprender.
E no fim… o lenço era só um presente. Mas o amor invisível que ele carregava… esse ficou gravado na memória.
Porque algumas noites passam e outras se tornam histórias.
Humanos… somos estranhos, passamos anos correndo atrás de progresso e, no fim, descobrimos que o que realmente sustenta a vida ainda cabe dentro de um abraço de mãe.

** galeria completa em: https://www.eliasalfonso.com/portfolio/educacao/1661477-festa-da-familia-1-noite-06-05

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