30/11/2025
A crise hídrica no de 2025 no nosso lugarzinho atingiu um ponto crítico. O ciclo de chuvas atual resultou em uma das maiores secas já registradas na região, com impactos diretos e imediatos na produção rural e no abastecimento.
Os dados pluviométricos são a prova da gravidade da situação. A média histórica de precipitação para o período é de 500 mm. Contudo, o volume efetivamente registrado ficou em apenas 160 mm.
Esta diferença representa um desvio absoluto de 340 mm. Em termos percentuais, o déficit atingiu 68% em relação ao volume de água esperado.
A escassez extrema, comprovada por este desvio, classifica a atual estiagem como uma das mais severas já enfrentadas na história local. A rápida perda de reservatórios e a degradação das áreas de plantio exigem atenção e medidas urgentes.
Com base nos registros pluviométricos anuais de Solonópole, datados desde 1912, o atual cenário de escassez com apenas 160 mm de precipitação se configura como um evento de seca de gravidade histórica, sendo considerado o terceiro pior já registrado no local. Esta estiagem perde em severidade apenas para duas outras catástrofes hídricas: a seca de 1915, quando foram acumulados 100,4 mm em todo o ano, e o ano de 1993, que detém o recorde de menor precipitação, com míseros 92 mm. Agravando o quadro de escassez, a distribuição da pouca chuva foi extremamente irregular, sendo que o evento de maior volume registrado ocorreu na primeira quinzena de março, quando caíram apenas 42mm, reforçando que mesmo o maior pico de chuva do ano esteve muito aquém das necessidades hídricas da região.