Pelos Becos

Pelos Becos Viver na cidade é se expressar nas ruas, nos muros, nos banheiros, nos becos, nos ônibus, nas entr Um rabisco que fala. A cidade comunica. Aqui há existências.

Viver na cidade é se expressar nas ruas, nos muros, nos banheiros, nos becos, nos ônibus, nas entrelinhas. É gritar a existência no mundo de forma individual, coletiva, organizada ou autônoma. Os pixos são resistência, as artes são efêmeras, as vozes são de insubordinação.

Sem clubismo.É campeão!
24/05/2021

Sem clubismo.
É campeão!

25/04/2021

-Intervenção Urbana-
Com técnicas caseiras é possível disputar a narrativa nas ruas.
São quase 390 mil mortes frutos de um projeto de governo que intencionalmente mata sua população todos os dias: pela negligência, descaso, descrédito à ciência, por promover desinformação, pela fome, pela miséria, pela bala letal com alvo definido, pela falta de políticas sociais, de políticas preventivas, por negar a pandemia e expor a população a situações de risco sanitário e de insegurança alimentar.
Sim, esse governo é genocida e não vamos nos conformar com essa barbárie.

Resumo de 2020:Governo genocida, criminoso ambiental e negacionista da ciência. Não foi fácil e os muros sabem disso. Os...
31/12/2020

Resumo de 2020:
Governo genocida, criminoso ambiental e negacionista da ciência. Não foi fácil e os muros sabem disso.
Os becos, mais que gritos das ruas que eclodem arte ou rebeldia também foram a morada de muita gente.
Sentimos a tinta, o sangue e o suor escorrerem. Os muros presenciaram cenas de barbárie e descaso.
Mas aqui estamos e resistiremos com plena consciência desses tempos tão brutos.

Argentina conquista um importante direito das mulheres: ab**to legal, seguro e gratuito pelo sistema de saúde!Na madruga...
30/12/2020

Argentina conquista um importante direito das mulheres: ab**to legal, seguro e gratuito pelo sistema de saúde!
Na madrugada do dia 30/12, o Senado aprovou o projeto de lei que prevê a interrupção da gravidez até a 14 semana de gestação e, após este período, em caso de risco de vida para a gestante ou em concepção oriundas de estupro.
A conquista é fruto de muita luta e de uma intensa campanha realizada por mulheres nos últimos anos, que popularizaram o debate. Os movimentos feministas conseguiram colocar a pauta do ab**to em votação no Congresso e discutir com seriedade essa questão tão importante que afeta diretamente a vida das mulheres. Ab**to legal e seguro é justiça social e caso de saúde pública.
Que a vitória na Argentina inspire toda a América Latina na conquista de direitos humanos!
Educação sexual para decidir, contraceptivo para não engravidar, ab**to legal e seguro para não morrer!
**tolegal **tolegalya

- Série capas de discos que valem textões -2000.  Cena urbana retratada em forma de quadrinho. O olhar de canto, meio de...
08/11/2020

- Série capas de discos que valem textões -

2000. Cena urbana retratada em forma de quadrinho. O olhar de canto, meio desconfiado, meio atento de quem sabe o que é viver nas periferias e ser mira fácil. Há um pouco de sofrimento e um pouco de malandragem pra quem tá no corre. O disco é um ataque verbal, que reverencia a cultura de rua, o hip-hop, Zumbi, Mandela, Malcon X, Grande Otelo, o samba raiz. As 15 faixas mostram na prática a mistura que a banda anuncia em rap-rockandroll-psicodelia-hardcore-e-ragga. Um vulcão em erupção que ri da hipocrisia e alerta que a punição do sistema de justiça só serve para criminalizar expressões periféricas e que, enquanto tiver um microfone na mão, sua família não passará fome e a voz é arma para falar do que querem proibir, ocultar, silenciar. Acharam mesmo que de maconha não iam falar?
Mais que uma resposta a prisão, uma formação de identidade: se a justiça os enquadra criminalmente, chegam com o pé na porta, invadindo e ressignificando o rótulo que autointitula a banda como quadrilha, ou melhor, ex-quadrilha da fumaça. O sagaz homem fumaça é o anti-herói, que queima uma erva, tem a cabeça aberta e foge da ignorância. Os homens fumaça sabem que são alvo da polícia, que o abuso de autoridade faz parte de um jogo sujo do poder, e é por isso que questionam que, quando são rendidos, não sabem mais quem é polícia e quem é ladrão. Questionam a política, a polícia e a justiça, e defende que a sabedoria tá na rua e é criada no morro. Fazem 20 anos desses escritos e da explosão sonora do Planet H**p, mas poderia ter sido lançado hoje, pois cada palavra faz sentido e ainda soa como um soco. Alertam que é preciso combater o vírus da mediocridade que divide a cidade e que a grande batalha é a realidade versus a ilusão. E é na troca da rua, de cidade em cidade, que se espalha revolução.

- Série Capas de discos que valem textões -2014. Os quatro integrantes do Racionais Mc´s estão com uniformes de garis, m...
18/10/2020

- Série Capas de discos que valem textões -

2014. Os quatro integrantes do Racionais Mc´s estão com uniformes de garis, mascarados, empunham armas e portam malotes. A cena é a fotografia das músicas do álbum: o dinheiro é bom no Capão, Nova Iorque, onde for, que o sistema é perverso onde quem compra tem valor. Por isso que “pros favela é proeza ostentar a nobreza”, mas o racismo é presente e atravessa qualquer riqueza. A cidade é a selva onde todos saem feridos, questiona o bem e o mal, e quem é que é bandido.
Racionais, 12 anos depois de “Nada como um dia após o outro dia”, traz as vivências que pulsam nas periferias a partir de influências do trap e das linguagens das juventudes, outros papo, outras gírias, outras grifes, a final, sem ter como, sem dinheiro cê não entra no game. E eles entraram, não só no game: “entrei pelo seu rádio, tomei, cê nem viu”. "Cores e Valores" fala sobre escolhas, sobre a relação da polícia com a música dos guetos, sobre a fábrica que exporta criminalidade, e luta dia a dia contra essa desigualdade, pelas identidades chave. O álbum é uma quebra de correntes e de paradigmas: se os shoppings centers tão mais próximo que as escolas, dos moleques descalço pedindo esmola, não tem receita ou moralismo em como vencer, mas uma gana constante engatilhada pra poder sobreviver. E é por isso que afirma que pra periferia, os pano de grife, mansão de elite, pra nós não tem limite!

-Série Capas de Disco que valem textões -1990. Rio de Janeiro. Bezerra da Silva, sambista de calça branca, boina, camise...
10/10/2020

-Série Capas de Disco que valem textões -
1990. Rio de Janeiro. Bezerra da Silva, sambista de calça branca, boina, camiseta xadrez e pés descalços é crucificado com arma na mão. Ao fundo a favela, a inspiração de seus poemas musicados. E em cima os dizeres “não sou santo”, questiona nosso maniqueísmo que ora endeusa ora demoniza, seja a favela, os meninos da quebrada que já nascem alvo da mira de fuzis, de enquadros da polícia e dos olhares desconfiados de madames blindadas.
A arma na mão é pra fazer a justiça do povo, reiterando que não é santo, pois se assim fosse “mandava um mensageiro ir na cadeira fazer minha vez, libertar as vítimas dessa elite bandida, e os ladrões de gravata metia no xadrez”.
Cantando o dia a dia do morro,
fala do poeta operário que carrega a cruz,
pois ganha mais quem nada faz
e ganha menos quem produz!
É por isso que ele acredita
que se Jesus Cristo voltasse na terra
ele ia chorar, ao ver como o mal do capitalismo se alastrou,
em que o rico é o assaltante
do povo humilde que é trabalhador.
Do samba de coco ao partido alto,
Bezerra da Silva fez história,
falando da gíria do asfalto,
cantando com o humor
os percalços da favela,
da boemia do malandro
mas também suas mazelas.
Que malandro é o trabalhador,
que sobrevive com salário de miséria,
que ainda ajuda sua comunidade
e encara o problema social
por isso afirma com todas as letras que:
a favela nunca foi reduto de marginal!
Bezerra é cultura viva da rua
e nesse samba pra lá de faceiro
proclama pro mundo inteiro que:
“aonde impera o dinheiro não sobre lugar para bons sentimentos”!

Desde a instalação do outdoor, que apontava com pesar 133 mil vidas perdidas em decorrência da Covid-19, até o dia d...
22/09/2020

Desde a instalação do outdoor, que apontava com pesar 133 mil vidas perdidas em decorrência da Covid-19, até o dia de hoje somam mais de 137 mil mortes. O negacionismo que leva a depredação do outdoor com tintas é tão assustador quanto a tragédia que o Brasil tem vivido. Tanto por sua crise política, pela gestão irresponsável e negligente, quanto pela crise sanitária fruto de uma pandemia mundial.
A brutalidade tem sido parte de nosso dia-a-dia, mas não banalizaremos as mortes e lutaremos pela vida digna todos os dias.

Sobre disputas de narrativas!Não nos enganemos: o auxílio emergencial (e sua manutenção) foi fruto de muita luta e press...
22/09/2020

Sobre disputas de narrativas!
Não nos enganemos: o auxílio emergencial (e sua manutenção) foi fruto de muita luta e pressão popular.

Dia 28 de Junho: dia do orgulho LGBTQIA+   +
28/06/2020

Dia 28 de Junho: dia do orgulho LGBTQIA+

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28 de junho é dia do Orgulho LGBTQIA+ +
28/06/2020

28 de junho é dia do Orgulho LGBTQIA+

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Demarcação já!Nenhuma gota a mais!
21/05/2020

Demarcação já!
Nenhuma gota a mais!

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