Uberaba em Fotos

Uberaba em Fotos HISTÓRIA - DOCUMENTOS - PERSONALIDADES Oh! Grande terra gentil,
Um torrão sem igual,
No Planalto Central do Brasil. http://www.uberabaemfotos.com.br/

Fotos, documentos mapas, histórias, artigos, causos retirados do Arquivo Público de Uberaba, Arquivo Público Mineiro, Arquivo Público Nacional, Câmara Municipal de Uberaba, Lavoura e Comércio, Jornal da Manhã, O Gazeta, Jornal de Uberaba e enviadas por leitores para nossa Fan Page.etc...


Os posts versarão sobre: FATOS - FOTOS - DOCUMENTOS - LITERATURA - PERSONAGENS HISTÓRICOS dentre outros assun

tos. HINO DE UBERABA
(Letra de Ari de Oliveira e Música de Gabriel Toti)
Da jornada de fé, corajosa
De bandeiras por todo o Brasil,
Tu surgiste, Uberaba formosa,
Na campina, sob um céu de anil.
És Uberaba, o formoso
E mais rico florão,
Desde nosso sertão
Valoroso. Grande terra gentil,
Um torrão sem igual,
No Planalto Central
Do Brasil
Não transiges com teu inimigo,
Mas acolhes, gentil, em teu colo,
Os que vêm ao trabalho, contigo,
Procurando elevar o teu solo. És Uberaba, o formoso
E mais rico florão,
Desde nosso sertão valoroso. Grande terra gentil,
Um torrão sem igual,
No Planalto Central
Do Brasil tuas matas, teus campos, teu montes,
De riquezas sem par, peregrinas,
Construíram, entre teus horizontes,
A mais bela das jóias mais finas!
És, Uberaba, o formoso
E mais rico florão,
Desde nosso sertão valoroso.

LUCIANO BORGES RIBEIRO (1947-2026)Há poucas horas, eu soube que a nossa Uberaba perdeu um dos seus mais notáveis empresá...
07/04/2026

LUCIANO BORGES RIBEIRO (1947-2026)

Há poucas horas, eu soube que a nossa Uberaba perdeu um dos seus mais notáveis empresários do agronegócio e – ao mesmo tempo – um personagem com uma história rica, única e fascinante. Após persistente e corajosa luta por sua saúde, nos deixou nesse dia 6 de abril o engenheiro, empreendedor e pecuarista visionário Luciano Borges Ribeiro. Bem no momento em que o seu Rancho da Matinha completa 50 anos de atividades, e em que acabava de realizar mais um dos seus famosos leilões, com o sucesso habitual.

Meu convívio com Luciano foi curto, mas bastante intenso. Ainda que fôssemos parentes distantes, por diferentes ramos da grande família Borges, eu não o conhecia pessoalmente até março do ano passado, quando fomos apresentados por um amigo em comum. Com a chegada dos 50 anos da Matinha, Luciano estava ansioso por deixar registrada a história e os caminhos que o levaram a se tornar uma lenda viva entre os criadores de gado de corte da raça Nelore. E me contratou para ajudá-lo a transformar sua memória e seus arquivos em um livro comemorativo.

Durante o resto do ano de 2025, eu mergulhei em dezenas de vídeos no YouTube, artigos de revistas e alguns livros técnicos em busca de explicações para o desenvolvimento impressionante e o inegável sucesso comercial da Genética Matinha. Em paralelo, nós tivemos uma sucessão longos encontros e bate-papos, distribuídos entre São Paulo e Uberaba. Que se somaram às entrevistas com os familiares, parceiros e colaboradores técnicos, com as conversas com os funcionários da Matinha e com os amigos em comum. Pouco a pouco, fui tomando pé num labirinto de assuntos que eu nem imaginava que existiam ou – muito pior – dos quais eu até pensava que entendia alguma coisa, antes de tomar tento do tamanho da minha ignorância. É como diz aquele velho samba, "em cada experiência, se aprende uma lição".

Mas em meio às leituras sobre critérios de avaliações intra rebanho, às análises de progênie, às provas de eficiência alimentar, também foram se desenovelando os fios da história de vida desse homem singular, movido desde a infância por um desejo quase missionário de se tornar um criador de gado Nelore da melhor qualidade. Luciano era um "Borges sem fazenda", criado numa família relativamente modesta, que foi buscar no mundo dos negócios, das obras de engenharia e dos shopping centers os recursos para realizar o seu sonho.

Ainda numa das nossas primeiras conversas, ficou claro que o livro dos 50 anos não iria ser um mero folheto promocional e auto elogioso do sucesso da fazenda ou da consagrada genética dos seus touros e matrizes. Em lugar disso, fomos buscar no exemplo distante do pecuarista Teófilo de Godoy – o primeiro triangulino a se aventurar pelas terras misteriosas da Índia em busca do gado zebu – a inspiração para fazer dessa obra um "guia de viagem". Um "roadmap" voltado a transmitir às novas gerações de criadores meio século de experiência, de erros e acertos, de sucessos e fracassos, que possam ajudar os jovens a encontrar o seu próprio caminho das pedras na aventura que é dedicar a vida ao melhoramento genético na pecuária zebuína.

Os últimos doze meses foram de trabalho intenso, onde ambos enfrentamos (até literalmente) alguns tropeços, tombos e imprevistos. Mas, como dizia o homem de fé Luciano, "Deus sempre nos ajudou". E o resultado está aí: no início do mes de março, ficou pronto o livro autobiográfico "A Engenharia do Nelore: 50 anos do Rancho da Matinha", de autoria de Luciano Borges Ribeiro. Uma obra com muita informação técnica e histórica, com belas fotos, e com alguns causos pouco conhecidos da nossa Uberaba. Além de depoimentos que contam um pouco sobre o que é a Matinha e sobre o homem que sempre foi a alma desse negócio.

Ao receber a notícia da sua partida, me envolveu um misto da tristeza dolorida em perder um amigo tão recente, com a felicidade doce de ter colaborado para realizar um de seus sonhos. Tenho certeza de que Luciano se despede inconformado em sair de cena ainda tão cedo, mas com a certeza de que sua missão foi cumprida com talento e elegância dentro do tempo limitado que ele, assim como todos nós, temos nesse mundo. Aqui da minha casa em São Paulo, vou tomar uma dose de uísque e brindar em sua homenagem. Mando um abraço imenso para sua incansável companheira Vicky, para as filhas Fernanda, Letícia e Júlia, para o Tomás, para os netos, para o Fred, Lu, Betinho e Nenê – que tanto nos ajudaram na produção do livro.

Luciano gostava de dizer que não havia sido programado para o lazer: na lida com o gado era onde achava diversão, prazer e recompensa – ao ponto de visitar fazendas de criação até nas viagens de férias com a família. Nos campos do Senhor, já deve estar em busca do touro Sherlock, do lendário nelore indiano Golias, que conheceu na adolescência, do seu querido cavalo de apartação Circle Doc. Pois siga em paz, boiadeiro. Uberaba e a pecuária brasileira só têm o que lhe agradecer.

(ANDRÉ BORGES LOPES)

AEROPORTO DE UBERABAPRIMEIRA ESTAÇÃO DE PASSAGEIROSUberaba recebeu os primeiros voos comerciais de passageiros da empres...
05/11/2025

AEROPORTO DE UBERABA
PRIMEIRA ESTAÇÃO DE PASSAGEIROS

Uberaba recebeu os primeiros voos comerciais de passageiros da empresa VASP em 1934. Mas até o final da década de 1930, havia em nossa cidade apenas um campo de pouso, sem instalações para receber os viajantes. No início dos anos 1940, foi construída pela então Diretoria de Aviação Civil (DAC) a primeira Estação de Passageiros, que funcionou até agosto de 1958, quando foi inaugurado o terminal de passageiros atual que, após passar por diversas reformas, atende até hoje ao embarque e desembarque de passageiros na cidade.

As duas fotos abaixo, a primeira de 1952 e segunda de 1954, mostram visitantes sendo recebidos por autoridades locais defronte à porta de entrada dessa antiga Estação de Passageiros. Na terceira imagem, feita em 1958, é possível ver o local onde ficava essa estação antes da sua demolição, junto ao novo terminal.

Mais detalhes nas legendas das imagens.

(ANDRÉ BORGES LOPES)

MAIO DE 1941 - A EXPOSIÇÃO GANHA SEU PARQUEPor muito tempo, as exposições de gado de Uberaba foram realizadas em locais ...
04/09/2025

MAIO DE 1941 - A EXPOSIÇÃO GANHA SEU PARQUE

Por muito tempo, as exposições de gado de Uberaba foram realizadas em locais improvisados e instalações temporárias. Em 1938, surgiu a possibilidade de que a cidade ganhasse um Parque de Exposições permanente, que seria construído pelo Ministério da Agricultura, em um grande terreno cedido pela Prefeitura Municipal.

Em 10 de maio de 1941, na abertura da VII Exposição-Feira de Uberaba, foi inaugurado o Parque Fernando Costa no alto do bairro São Benedito.

A primeira foto mostra a alameda de entrada do parque, quase irreconhecível sem as grandes árvores que hoje ocupam esse espaço.

Na segunda imagem, o presidente Getúlio Vargas – ladeado pelo interventor mineiro Benedito Valadares e pelo ministro da agricultura Fernando Costa – desce a pé o primeiro quarteirão da Rua Artur Machado, caminhando do Paço Municipal para o prédio recém inaugurado do Grande Hotel, na avenida Leopoldino de Oliveira, onde ficaria hospedado.

Na terceira imagem, matéria publicada na revista "A Noite Ilustrada" sobre e inauguração da Exposição e do Parque.

(ANDRÉ BORGES LOPES)

Créditos nas legendas das imagens.

O TEATRO DE ALUMÍNIO, QUE FICOU NO PAPELEm 16 de junho de 1955, o jornal Lavoura e Comércio trazia uma notícia entusiasm...
29/08/2025

O TEATRO DE ALUMÍNIO, QUE FICOU NO PAPEL

Em 16 de junho de 1955, o jornal Lavoura e Comércio trazia uma notícia entusiasmante para os amantes das artes cênicas na Princesinha do Sertão. O "Núcleo Artístico e Cultural da Juventude", um dos mais atuantes grupos de teatro amador da nossa cidade, anunciava que tinha em mãos um anteprojeto para a construção de um "Teatro de Alumínio" em Uberaba.

Desde meados da década de 1920, quando o decadente Teatro São Luiz da Praça Rui Barbosa encerou suas atividades, a cidade de Uberaba não dispunha mais de uma casa de espetáculos pública. Cedido à iniciativa privada, no terreno do antigo teatro municipal fora erguido o Cine-Teatro São Luiz, inaugurado em 1932. A sala pertencia à empresa Orlando Rodrigues da Cunha & Cia. (mais tarde renomeada Companhia Cinematográfica São Luiz), dona também dos Cines Metrópole e Vera Cruz.

Nos anos 1950, vivia-se o auge dos cinemas de rua, e as peças teatrais amadoras não eram páreo em lucratividade para as superproduções em Technicolor de Hollywood. Os amantes do teatro tinham que atuar em locais improvisados, enquanto lutavam para convencer o poder público a construir uma nova sala dedicada exclusivamente ao teatro na cidade.

Dessa vez, parecia que iria dar certo. Uberaba se preparava para celebrar seu primeiro centenário em 1956, e a iniciativa ganhou o apoio do prefeito Arthur Teixeira e de alguns vereadores – que se comprometeram a ceder o terreno descampado que havia defronte à igrejinha de Santa Rita (atual Praça Manoel Terra) para a construção da nova sala. Deputados estaduais também acenavam com a possibilidade de conseguir alguma verba do governo de Minas Gerais para apoiar a iniciativa. E havia até um desenho do conjunto arquitetônico, que contaria, além da sala de espetáculos, com uma pequena biblioteca anexa.

O projeto era inspirado no Teatro de Alumínio de São Paulo, um prédio com estrutura metálica desmontável, que funcionava desde 1952 na Praça da Bandeira, no centro da capital paulista. No entanto, um criativo desenhista da Construtora Itaoca deu ao projeto uberabense curvas improváveis, que lembram os traços de Oscar Niemeyer na igreja da Pampulha, em Belo Horizonte.

Mas o entusiasmo durou pouco. Em outubro de 1955 o projeto do teatro começou a naufragar, torpedeado por "inimigos" da iniciativa e por alegadas preocupações com a austeridade fiscal do município. A cessão do terreno não foi aprovada na Câmara Muncipal, as verbas estaduais nunca apareceram e o Teatro de Alumínio sumiu do noticiário antes mesmo da festa do Centenário.

(ANDRÉ BORGES LOPES)

Maio de 1971: diretores e convidados da ABCZ caminham pela calçada do primeiro quarteirão da Rua Manoel Borges durante a...
26/08/2025

Maio de 1971: diretores e convidados da ABCZ caminham pela calçada do primeiro quarteirão da Rua Manoel Borges durante a Exposição de Gado Zebu. Nessa época, a sede da Associação ainda funcionava no antigo prédio da Sociedade Rural do Triângulo Mineiro (SRTM), situado nesse mesmo quarteirão.

Fotógrafo não identificado / Acervo do Museu do Zebu.

Foto aérea do centro da cidade de Uberaba, produzida no início de 1972. Os edifícios ainda se contavam nos dedos das mão...
22/08/2025

Foto aérea do centro da cidade de Uberaba, produzida no início de 1972. Os edifícios ainda se contavam nos dedos das mãos e estavam concentrados nas imediações da Avenida Leopoldino de Oliveira.

Foto de João Schroder Júnior/ Acervo do Museu do Zebu.

Um registro do primeiro quarteirão da Rua Cel. Manoel Borges, fotografada da Rua Major Eustáquio para a Praça Rui Barbos...
11/08/2025

Um registro do primeiro quarteirão da Rua Cel. Manoel Borges, fotografada da Rua Major Eustáquio para a Praça Rui Barbosa por volta de 1935. Bem ao fundo, avistam-se os dois sobrados qua ladeavam o início da Rua Artur Machado. O mais alto ainda se encontra lá, abrigando lojas e outros estabelecimentos. No menor, visto na foto à frente dele, funcionava na época a loja "Notre Dame de Paris", da família Riccioppo. Esse casarão foi demolido nos anos 1980, para dar lugar ao prédio de um hotel.

Um pouco mais próximo, avista-se o portal em estilo "art nouveau" do antigo Cine-Teatro Polytheama (que funcionou entre 1917 e 1928), na época já transformado em oficina mecânica (Garage Central). O prédio teve diversos usos até ser demolido, nos anos 1980, dando lugar a uma grande loja (hoje Textil Abril).

Essa configuração da rua, com uma série de pequenos estabelecimentos comerciais ocupando prédios térreos, permaneceu praticamente inalterada até o início da década de 1980. Algumas das casas onde funcionavam essas lojas seguem por lá até o dias de hoje, embora com as fachadas recobertas por anúncios.

Fotógrafo desconhecido. Foto do acervo do Museu do Zebu.

(ANDRÉ BORGES LOPES)

HOMENAGEM AOS MENINOS JORNALEIROS DE UBERABA Aêooooô Lavouraaa!Foto de 1968 - do Acervo de Uberaba em Fotos, registrada ...
03/08/2025

HOMENAGEM AOS MENINOS JORNALEIROS DE UBERABA

Aêooooô Lavouraaa!

Foto de 1968 - do Acervo de Uberaba em Fotos, registrada na esquina da Rua Major Eustáquio com a Avenida Leopoldino de Oliveira, sobre a ponte.
O eco desse grito atravessava as tardes de Uberaba, vibrando pelas vozes firmes e potentes dos meninos jornaleiros. De passos ligeiros e mãos ágeis, eles espalhavam o Lavoura e Comércio por ruas, cafés e esquinas, levando-o direto ao coração e aos lares da cidade.
Fundado em 1899, o Lavoura e Comércio foi um dos pilares da imprensa no Triângulo Mineiro — mas sua chegada aos leitores dependia desses jovens trabalhadores, quase sempre esquecidos pela história. Muitos começaram cedo, trocando brinquedos pela luta diária nas ruas, enfrentando chuva, sol e o peso das responsabilidades.
Alguns descalços, outros de chinelos gastos, carregavam mais que jornais: levavam informação, esperança e o pulsar vivo de Uberaba. Suas vozes — mistura de infância e maturidade precoce — disputavam espaço com o barulho dos automóveis, fazendo vibrar cada esquina.
Hoje, ao recordar o chamado “Aêooooô Lavouraaa” que cortava o ar, celebramos a memória desses pequenos heróis da notícia — meninos que transformaram papel impresso em história viva. (Antônio Carlos Prata).

O COLÉGIO DA MISERICÓRDIA"Depois de instalar nossos Padres no convento de São Domingos, o Monsenhor Gonçalves quis concl...
26/07/2025

O COLÉGIO DA MISERICÓRDIA

"Depois de instalar nossos Padres no convento de São Domingos, o Monsenhor Gonçalves quis concluir o trabalho de regeneração moral e religiosa que ele tinha em mente, ao fundar, na própria cidade de Uberaba, dois estabelecimentos de caridade: um colégio para meninas e um hospital para doentes. E ele pensou em confiar a direção desses dois novos trabalhos a nossas Irmãs da Terceira Ordem da congregação de Bor e Bar, diocese de Rodez . O prelado combinou com os superiores desta congregação e com o bispo diocesano a quem respondiam e concordou-se que um número de irmãs seria enviado para começar inicialmente a obra do colégio, considerada mais fácil e mais barata.

No entanto, já havia em Uberaba um conjunto de grandes edifícios conhecidos sob o nome de Casa da Misericórdia, construídos anteriormente por um monge capuchinho chamado Padre Eugênio , que pretendia que funcionassem como um hospital. As intenções do venerável fundador nunca puderam ser cumpridas porque os prédios estavam vazios e faltavam recursos para o mobiliário e para equipá-los com tudo o que é necessário para o bom funcionamento de um estabelecimento desse tipo. Tinha sido impossível encontrar pessoal adequado para cuidar dos doentes e a Casa de Misericórdia, vazia de ocupantes, corria o risco de falência.

Foi nesse meio tempo que o Monsenhor Gonçalves veio a Uberaba para preparar o estabelecimento que receberia as Irmãs. A boa situação da casa, sua aparência bastante imponente, o número e o tamanho dos cômodos disponíveis o impressionaram, e ele teve a ideia de mudar o seu objetivo inicial e transformá-la no colégio sonhado. Dessa forma, ele fez um acordo com a comissão encarregada da manutenção do imóvel. Se comprometeu a fazer as reformas necessárias nos edifícios e, além disso, a construir um outro estabelecimento, um pouco mais tarde, para servir como hospital.

Nessas condições, ele ganhou a posse da Casa de Misericórdia e, em 1882, conseguiu instalar lá as Irmãs . Infelizmente, o prelado – ocupado com outros projetos – demorou a cumprir suas promessas e quando, em 1880, foi nomeado para a diocese de Porto Alegre, na província do Rio Grande do Sul, teve que deixar a diocese de Goiás sem ter dotado Uberaba do hospital almejado. Além disso, a separação da Igreja e do Estado, decretada após a proclamação da República, secou uma das fontes de onde os bispos costumavam alimentar seu orçamento.

Hoje, o sucessor de Monsenhor Gonçalves se vê impotente para fundar e, acima de tudo, para manter um estabelecimento tão caro quanto um hospital. Além disso, uma parte da população de Uberaba se arrepende da Santa Casa de Misericórdia ter sido, mais uma vez, desviada de seu objetivo inicial. Sob o pretexto de defender a causa dos homens pobres e doentes, pessoas mal-intencionadas fizeram uma campanha nos jornais para forçar as Irmãs a abandonar o prédio e se mudar para outro lugar. Como resultado desses ataques, que ocorriam periodicamente, as freiras se viram em uma situação bastante delicada.

Para resolvê-la, elas tiveram que comprar terras onde poderão construir um estabelecimento conforme sua conveniência. Essa solução, que reduziria as dificuldades e daria às Irmãs a vantagem preciosa de uma independência completa, não é impossível: conversas são realizadas para esse fim e, se Deus ajudar, nossas Irmãs poderão ter, em breve, em Uberaba, um refúgio onde estarão em casa." >.

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Texto extraído de: UMA MISSÃO DOMINICANA NO BRASIL: relatório apresentado ao Reverendo Padre André Frühwirth, superior geral da Ordem dos Irmãos Pregadores, pelo padre Étienne-Marie Gallais da província de Toulouse, após a visita canônica aos conventos de Uberaba, Goiás e Porto Nacional – junho de 1892 a janeiro de 1893. Traduzido por André Borges Lopes.

A família Pagliaro, em foto datada de 22/09/1951. Sentados à frente o casal Francisco e Augusta da Silva Oliveira e sua ...
10/06/2025

A família Pagliaro, em foto datada de 22/09/1951. Sentados à frente o casal Francisco e Augusta da Silva Oliveira e sua filha Hermínia. Em pé, os filhos do casal.: Oswaldo (Doutorinho), Waldemar (Velho), Geraldo, Paschoal (Carlito), Adalberto (Bilula) e José (Juca). Francisco viria a falecer pouco tempo depois, em junho de 1954.

Desde que foi fundada, no início da década de 1930, por Francisco – marceneiro e patriarca da família – a Funerária Pagliaro presta serviços de forma ininterrupta à comunidade uberabense. Os Pagliaro também tiveram grande destaque na vida futebolística da nossa cidade.

Essa foto foi enviada com uma dedicatória aos meus bisavós Antonieta e Carlos Augusto Machado (Carrinho Dentista), que eram compadres e amigos da família.

(ANDRÉ BORGES LOPES)

Endereço

Avenida Leopoldino De Oliveira 4000
Uberaba, MG
38010-000

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 07:00 - 23:00
Terça-feira 07:00 - 23:00
Quarta-feira 07:00 - 23:00
Quinta-feira 07:00 - 23:00
Sexta-feira 07:00 - 23:00
Sábado 07:00 - 23:00
Domingo 07:00 - 23:00

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