13/05/2026
Tem viagens que parecem descanso.
Essa foi reencontro.
Com os amigos que a vida deu pelo caminho, com os que o tempo afastou e trouxe de volta, com partes nossas que estavam esquecidas na correria dos últimos anos.
Ver nossos filhos vivendo tudo isso de perto teve um peso impossível de explicar. Mostrar pra eles um pedaço da nossa história, das nossas raízes, das pessoas que fazem parte de quem somos. E talvez, pela primeira vez em muito tempo, eu realmente senti o que é estar de férias. Presente. Leve. Viva.
Esses dias resignificaram muita coisa dentro de mim.
O sol, o mar, as conversas, os encontros, as risadas simples no fim do dia, a fé das pessoas, o jeito de viver… tudo lembrando o essencial.
E talvez por viver a vida sempre atrás de uma câmera, eu tenha esquecido por um tempo como é simplesmente sentir o momento sem tentar prender ele.
Mas aqui, cada cena parecia me lembrar por que eu comecei a fotografar.
Tem lugares que acolhem a gente de um jeito difícil de explicar.
Que fazem a vida desacelerar por dentro.
E como diria João Guimarães Rosa:
“Felicidade se acha é em horinhas de descuido.”