Zanzar.exp

Zanzar.exp Viagens, motas e fotografia. Se misturarmos tudo fica impecável!

Não me perguntem nada. Sei tanto quanto vocês! Eu só tirei a foto! 🤪🤯. Mas pago um copo ao melhor comentário!
24/05/2026

Não me perguntem nada. Sei tanto quanto vocês! Eu só tirei a foto! 🤪🤯. Mas pago um copo ao melhor comentário!



E agora algo completamente diferente…No meio das grandes viagens há as pequenas escapadinhas, as vezes tão intensas ou r...
23/05/2026

E agora algo completamente diferente…
No meio das grandes viagens há as pequenas escapadinhas, as vezes tão intensas ou ricas como as outras.
também é ter atenção ao que nos rodeia e as cenas do quotidiano, as pequenas pausas, aos momentos que só quem os vive pode descrever.



O Caminho continua.Zanzemos por aí!(Foto de outubro de 2025)
16/05/2026

O Caminho continua.

Zanzemos por aí!

(Foto de outubro de 2025)







Serra da Estrela e as ilhas do Tsunami de chamas.Há dias em que a estrada nos oferece tudo: o traçado perfeito, a temper...
14/05/2026

Serra da Estrela e as ilhas do Tsunami de chamas.

Há dias em que a estrada nos oferece tudo: o traçado perfeito, a temperatura ideal e aquela liberdade que só as duas rodas permitem. O regresso desta viagem foi feito assim, atravessando a Serra da Estrela por caminhos que são um verdadeiro hino à condução.
Zanzar.exp é mais do que o destino; é sobre o que sentimos ao atravessar o território.
Ao longo das curvas, a beleza do percurso é constantemente confrontada com a dualidade da montanha. De um lado, a vida que persiste em tons de verde; do outro, o rasto árido e escuro de uma aflição que as populações viveram. Ao passar pelas aldeias encravadas nos vales, é impossível não sentir um aperto ao imaginar o fogo a descer aquelas encostas em direção às casas, num cenário onde o isolamento se transforma em vulnerabilidade.
As texturas que encontramos — a pedra nua das habitações e a vegetação fustigada que o tempo insiste em não apagar — contam uma história de resiliência e perda. O prazer de conduzir num cenário tão imponente é, a cada quilómetro, temperado por este respeito silencioso. É um lembrete vivo de que a nossa passagem é breve, mas as marcas do que aqui aconteceu permanecem gravadas na terra.
Fecho esta peregrinação com o sentimento de quem colecionou mais do que quilómetros. Colecionei momentos onde o prazer de vaguear se misturou com a reflexão sobre a terra que pisamos. Porque quando misturamos viagens, motas e fotografia, o resultado é sempre impecável — mesmo quando a beleza da viagem nos obriga a parar e sentir a dureza da história de um lugar.
(Fotos de outubro de 2025)






🔥O ciclo do fogo🌳Tinha lá estado uns meses antes.Tinha zanzado pelas Termas do Crô, as novas e as antigas.As novas impec...
11/05/2026

🔥O ciclo do fogo🌳

Tinha lá estado uns meses antes.
Tinha zanzado pelas Termas do Crô, as novas e as antigas.
As novas impecáveis e as antigas entregues às silvas e à natureza densa, como quem guarda os seus segredos atrás de um muro verde intransponível.
Foi preciso a agressividade do verão de 2025 para que as ruínas voltassem a estar acessíveis, revelando um interior que eu já tentara visitar.

Há uma dialética estranha neste cenário. A desolação é absoluta: o cheiro a queimado ainda pairava no ar, a terra era uma mistura de pó e cinza, e cada passo descuidado deixava uma marca de carvão na roupa — uma tatuagem efémera de um desastre real. Mas, ao mesmo tempo, há uma clareza nova. O incêndio, na sua fúria, resgatou a história do lugar, permitindo-nos ler as pedras e os vãos que a vegetação tinha apagado.

O olhar é inevitavelmente atraído pelo contraste. Entre o negro profundo das estruturas calcinadas e o cinzento da cinza, surgem os padrões das folhas dos carvalhos e as cores resistentes que teimam em não desaparecer.

Não sei se o fogo acelerou o fim destas ruínas ou se apenas lhes deu um último momento de visibilidade antes de um novo ciclo começar.
Muito provavelmente a natureza voltará a reclamar o antigo edifício das termas do Cró, mas por agora, f**a o registo deste silêncio pesado e da beleza dura de um lugar que, para ser visto, teve de arder.

Colecionando momentos, mesmo os mais densos. 📸🔥





O Fim de um Mito: Entre a Cura e o PerigoAs incertezas da ciênciaFechar as portas (ou o que resta delas) nas Termas de R...
09/05/2026

O Fim de um Mito: Entre a Cura e o Perigo
As incertezas da ciência

Fechar as portas (ou o que resta delas) nas Termas de Radium obriga-nos a olhar para dentro. Já sabemos que por fora a escala impressiona, mas estes pormenores de interiores revelam a verdade nua e crua: a natureza está a recuperar o terreno.

No início do século XX, a radioatividade era a “nova fronteira” da medicina. Acreditava-se que o Radium, presente nestas águas, era uma fonte de vitalidade e rejuvenescimento. O hotel foi construído sobre essa promessa de cura milagrosa. Hoje, sabemos que a exposição prolongada e a ingestão de águas radioativas causam danos celulares graves, mas na altura, este era o auge do luxo terapêutico.
🧪⚠️

A degradação que vês nas fotos não é apenas abandono; é o tempo a baixar o volume das nossas certezas científ**as de ontem.

Muitas vezes olhamos para a ruína com tristeza, mas há uma beleza reflexiva nesta entrega. Estes detalhes ensinam-nos que a evolução exige, por vezes, que o antigo dê lugar ao novo. Saio daqui com .exp é também saber observar o fim das coisas para dar valor ao que construímos hoje.






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Há locais que não aparecem no caminho por acaso; são eles que nos chamam. O Hotel-Sanatório de Radium, no concelho do Sa...
03/05/2026

Há locais que não aparecem no caminho por acaso; são eles que nos chamam. O Hotel-Sanatório de Radium, no concelho do Sabugal (Portugal🇵🇹), era um destino marcado no mapa há muito tempo. No sopé da Serra da Pena, fomos à procura desta imponente estrutura de granito que, no início do século XX, prometia curas milagrosas através de águas radioativas.
Estar ali, entre aquelas paredes que carregam uma história tão bizarra quanto fascinante, é a prova de que planear uma rota para tentar entender o passado vale cada quilómetro percorrido.





O que seria do Douro sem o vinho do porto e as suas caves.          Quinta de Cidrô Antigas Caves Messias na Ferradosa
31/03/2026

O que seria do Douro sem o vinho do porto e as suas caves.








Quinta de Cidrô


Antigas Caves Messias na Ferradosa

O centro de São João da pesqueira parece agora ser um ponto turístico. Talvez pela sua praça ou por uma ideia de autenti...
22/03/2026

O centro de São João da pesqueira parece agora ser um ponto turístico. Talvez pela sua praça ou por uma ideia de autenticidade, que embora não pareça falsa também não parece verdadeira. Enfim. O turismo também tem coisas menos boas.




Devo parar?Já é Douro de mais?
21/03/2026

Devo parar?
Já é Douro de mais?






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