07/11/2025
Guimarães volta a dar que falar lá fora — e com razão.
A cidade acaba de entrar no Best of The World da National Geographic como um dos destinos do mundo a visitar no próximo ano. Isto depois de ter sido escolhida pela Comissão Europeia como Capital Verde Europeia 2026.
Mas o mais interessante não é o reconhecimento.
É o motivo.
Estamos habituados a ouvir “Guimarães, o berço de Portugal”.
Mas talvez seja altura de lhe dar outro nome:
Guimarães, laboratório do futuro.
Porque aquilo que impressiona hoje nesta cidade não é apenas o passado que ela guarda, é o futuro que está a construir.
É a forma como transforma a herança medieval em território vivo, feito de ruas percorridas a pé, praças habitadas, árvores plantadas no lugar dos carros.
É a vontade de provar que o património não é sinónimo de estagnação — é prova de que se pode crescer sem destruir.
A próxima grande vitória de Guimarães não é militar.
É ambiental.
E é bonito ver uma cidade classificada como Património Mundial a assumir-se também como Capital Verde, sem pressa, sem espetáculo — apenas com trabalho e escolhas conscientes.
Porque o verde aqui não é cenário:
é cultura, é forma de estar, é cuidado com quem vive.
Guimarães é, mais uma vez, exemplo de que Portugal não vive só de memórias bonitas.
Também vive de pessoas que arregaçam as mangas e desenham a próxima página.
📍 E tu?
Quando pensas em Guimarães, o que te surpreende mais — a História ou o futuro?