FOTOS by Daniel Jorge

FOTOS by Daniel Jorge Página dedicada à publicação de fotografias de Daniel Jorge Espero que gostem e agradeço os vossos comentários. Obrigado

A fotografia é um hobby de a longa data, tendo já publicado na Net em vários sites (Olhares, Reflexos entre outros) alguns dos trabalhos. Nos últimos anos este hobby esteve um pouco esquecido fruto das circunstancias da vida, mas esta a ressurgir. Caso alguém pretenda para utilização profissional/comercial de alguma imagem, por favor entrem em contacto através do email [email protected].

Detalhes… no “Reino” do Alto Trás-os-Montes… Forte de São Francisco de Chaves…“Jamais desista daquilo que realmente quer...
25/07/2026

Detalhes… no “Reino” do Alto Trás-os-Montes… Forte de São Francisco de Chaves…
“Jamais desista daquilo que realmente quer fazer. A pessoa que tem grandes sonhos é mais forte do que aquela que possui todos os factos.” - H. Jackson Brown Jr

Entrada do Forte de São Francisco de Chaves também conhecido por Forte de Nossa Senhora do Rosário.
O forte remonta a um Convento franciscano – o Convento de Nossa Senhora do Rosário -, erguido no início do século XVI, que lhe deu a designação. De acordo com uma escritura celebrada com Frei Rodrigo de Morais em 1446, terá sido o arquiteto Mestre Joanes de Cibrão que projetou a abóbada do Convento.
No contexto da Guerra da Restauração da independência, reconhecendo-se a importância da posição estratégica da cidade, junto à fronteira com a Galiza, impôs-se a modernização de suas defesas medievais. Visando evitar que as colinas vizinhas fossem ocupadas por baterias de artilharia inimiga.
Na colina da Pedisqueira, onde existia o antigo Convento franciscano, optou-se por envolvê-lo com muralhas abaluartadas, transformando-o num forte. Os trabalhos desenvolveram-se sob as ordens do Governador das Armas da Província de Trás-os-Montes, D. Rodrigo de Castro, conde de Mesquitela, entre 1658 e 1662. Os trabalhos de defesa de Chaves foram complementados com a construção de novos panos de muralha ligando o forte aos antigos muros medievais, reforçados ou reconstruídos na ocasião, envolvendo-se os bairros que se haviam expandido extra-muros medievais. A defesa foi estendida à antiga ponte romana sobre o Tâmega, cujo acesso, na margem oposta, também foi fortificado, com a construção do Revelim da Madalena.
No início do século XIX, quando da Guerra Peninsular, Chaves e suas defesas não estavam em condições de defesa. Após diversos embates com as tropas napoleônicas sob o comando do General Soult, as tropas portuguesas, sob o comando do General Francisco da Silveira Pinto da Fonseca Teixeira, recuaram para pontos estratégicos, deixando a cidade com uma pequena guarnição sob o comando do Tenente-coronel Pizarro. Estas forças, assim como a de milicianos que enfrentou o inimigo, foi aprisionada e depois libertada. O Forte de São Francisco foi utilizado como quartel-general dos franceses na ocasião, e, nessa qualidade, foi alvo da contra-ofensiva do General Silveira, em Março de 1809. Após seis dias de violentos combates, a guarnição francesa rendeu-se, e Chaves foi libertada.
Posteriormente, foi cenário ainda de lutas quando das Guerras Liberais e, mais tarde ainda, em 1910, quando da Proclamação da República Portuguesa.
Perdida a sua função defensiva, após abrigar por quase setenta anos o 10º Batalhão de Caçadores, as dependências do forte foram abandonadas.
Entre as edificações no interior do forte destaca-se a antiga Capela de São Francisco, que abrigou por três séculos, até 1942, o túmulo de D. Afonso, primeiro duque de Bragança.
(41°44'32.43"N 7°28'8.63"W) Chaves - Vila Real - Trás-os-Montes – Portugal

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Detalhes… no “Reino” dos Algarves… os menires de Lavajo…“Ninguém pode achar que falhou a sua missão neste mundo, se aliv...
24/07/2026

Detalhes… no “Reino” dos Algarves… os menires de Lavajo…
“Ninguém pode achar que falhou a sua missão neste mundo, se aliviou o fardo de outra pessoa.” - Charles Dickens

Os Menires do Lavajo situam-se a cerca de 1,5 km a Nordeste da povoação de Afonso Vicente, no alto de um pequeno outeiro com 155 m de altitude, trata-se de um conjunto megalítico não funerário, composto pelo alinhamento de dois dos três menires talhados em grauvaque e existentes no local (o terceiro elemento, muito fraturado, encontra-se no Núcleo de Arqueologia no interior do Castelo da Vila de Alcoutim). Este notável conjunto é o único conhecido em todo o Sotavento Algarvio.
É um monumento megalítico pré-histórico, do período de transição entre o Neolítico Final e o Calcolítico Inicial (3.500/2.900 a.C.), constituído por dois núcleos de alinhamentos de menires (um com três menires e outro com quatro estelas-menires), que prevalece ímpar e sem paralelo até ao momento no território português.
Situa-se a cerca de 1.5 Km a nordeste da povoação de Afonso Vicente, no alto de um pequeno outeiro com 155 m de altitude, entre o vale do Lavajo e o barranco do Lavajo, na freguesia de Alcoutim, é possível utilizar um carro normal, pois o estradão está em bom estado, e junto ao monumento há um parque de estacionamento
(37°30'5.14"N 7°32'6.15"W) Afonso Vicente – Alcoutim - Faro - Algarve - Portugal

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Detalhes... no reino encantado das aldeias Históricas... ruínas da Torre de Menagem do Castelo de Castelo Novo...“Se que...
23/07/2026

Detalhes... no reino encantado das aldeias Históricas... ruínas da Torre de Menagem do Castelo de Castelo Novo...
“Se queres compreender a palavra 'felicidade', torna-se indispensável entendê-la como recompensa e não como fim.” - Antoine de Saint-Exupéry

Apesar da torre de menagem estar em ruínas ainda sobressai no que outrora deve ter sido um Castelo imponente.
O Burgo de Castelo Novo começou por pertencer aos extensos territórios doados pelos monarcas Portugueses à Ordem dos Templários, depois Ordem de Cristo, para, em terras da Beira promoverem e assegurarem a posse dos domínios conquistados aos muçulmanos no séc. XIII. Com D. Manuel I, já na centúria de Quinhentos, recebe foral, encontrando-se bem testemunhada a intervenção deste rei no património arquitetônico da antiga vila.
O castelo foi construído no séc. XIII, pela Ordem do Templo, num local privilegiado e dominante, já no séc. XV, após ter sofrido extensa destruição e um período de abandono foi reformado, articulando-se com outros castelos da Beira interior, nomeadamente Penamacor, Monsanto e Idanha-a-Nova. De facto, após a doação de vários bens em Castelo Novo e da própria vila, em 1252, conforme se depreende do foral manuelino, a Ordem deve ter construído o castelo, que teria uma planta ovalada, adaptada ao terreno de grandes afloramentos rochosos, com uma só porta, disposta a nascente, em arco de volta perfeita, junto à qual se localizaria o pequeno pátio, com vários compartimentos, e a torre de menagem, quadrangular e características românicas, no limite poente do recinto, a zona mais elevada do cabeço. O afloramento rochoso foi cortado abruptamente para implantação da torre, que teria acesso sobrelevado e o piso térreo cego. Mais tarde, talvez durante o reinado de D. Dinis, foi rasgada, junto à torre de menagem, a porta virada a poente, já em arco apontado, e construído o cubelo e o pano de muralha saliente, que o flanqueiam, mas esta porta seria pouco funcional, devido ao exíguo espaço de circulação que permitia. Sobre a porta viria ainda a ser construído um balcão com mata-cães. Segundo Silvana Silvério e Luís Barros, no séc. XIV, possivelmente depois dos conflitos com o reino vizinho, o castelo sofreu destruição das suas estruturas e um período de abandono, a que se seguiu, no final do séc. XIV / meados do séc. XV, a sua reconstrução, em ritmo acelerado, e algumas beneficiações, tendentes a maiores condições residenciais. Datariam desse período a abertura de janelas conversadeiras na torre e a cobertura em abóbada do último piso, construção de corpo adossado a norte, formando o paço do comendador, a edificação de uma segunda torre, a nascente, que no séc. 16 seria transformada em torre sineira, de novos compartimentos flanqueando a porta desse lado, a construção de uma espécie de corredor até à torre de menagem, com enchimento do muro entre essa e a muralha e de uma barbacã. Outras obras foram feitas, pois está documentada a presença de um pedreiro castelhano a fazer um "pedaço de muro no castelo" em 1499. Além disso, pelo Tombo de 1505, sabe-se que o castelo tinha uma barbacã, hoje apenas percetível no traçado urbano envolvente, com portal, muralha de boa altura, com um portal, tendo sobre ele "uma torre da altura do muro", uma cerca pequena que atravessava a liça, com portal e boas portas, de que não há vestígios, e uma outra cerca, com um pedaço derrubado e com um portal sem portas, junto à torre de menagem. Todas estas estruturas eram ameadas e já nesta data possuíam troços derrubados, o que revela a perda de importância estratégica, facto que se acentuaria ao longo dos séculos, sobretudo no séc. 19, levando à destruição das estruturas. Só recentemente, se procederam a obras de valorização do castelo, com construção de corpo para receção de visitantes, e passeios pedonais, em estrutura metálica, para facilitar a circulação no interior do recinto, a observação dos achados arqueológicos e o acesso às torres, tendo-se construído no interior da torre de menagem uma sala de multimédia, com os mesmos materiais.
Informação obtida na página do Sistema de Informação para o Património Arquitetónico (SIPA) da Direcção-Geral do Património Cultural
(40º 4' 40.55" N 07º 29' 46.38" W) – Castelo Novo - Fundão - Castelo Branco- Portugal

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Detalhes… Na Rota do Românico… o Portal principal da Igreja do Mosteiro do Salvador de Travanca…“O valor de um homem não...
22/07/2026

Detalhes… Na Rota do Românico… o Portal principal da Igreja do Mosteiro do Salvador de Travanca…
“O valor de um homem não se dá pelas roupas ou bens que possui e sim pelo caráter e beleza dos seus ideais.” - Charles Chaplin

Fantástico portal axial, rasgado em corpo saliente, encimado por cornija sobre modilhões retangulares e ornado com mísulas em forma de cabeças de bovídeo. As arquivoltas possuem toros diédricos e nos seus capitéis estão representadas aves com pescoços enlaçados, serpentes, figuras humanas e monstros que tragam homens desnudos.
A fundação do Mosteiro do Salvador de Travanca é atribuída a Garcia Moniz, filho de Moninho Viegas, o Gasco, na segunda metade do século XI.
Ao longo da Idade Média, Travanca mostrará uma influência relevante no controlo económico, político e religioso da região, fosse por doações ou pela zelosa administração dos seus bens.
O instituto integrava então a Terra de Sousa, tendo permanecido no concelho de Ribatâmega, apesar de ter sido coutado por Dona Teresa em 1120.
No século XIV destaca-se por ter contribuído com a elevada soma de 1800 libras para o imposto extraordinário a favor das Cruzadas.
Este Mosteiro esteve sob a gestão de abades trienais beneditinos até finais do século XV ficando, a partir de então, sujeito aos abades comendatários cujas comendas terminaram no ano de 1565.
Após este período, o Mosteiro volta à gestão de abades nomeados trienalmente pela comunidade, coincidindo com intensas atividades construtivas e reconstrutivas até à sua extinção em 1834.
Após esta data, o Mosteiro cai na escuridão do esquecimento, voltando a viver para a comunidade nos inícios do século XX, através das obras de restauro da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais e a instalação de uma dependência hospitalar nos seus espaços. Já nos inícios do século XXI adquiriu novas funções, desta vez, para educar "os homens e mulheres d’amanhã".
Apesar das dependências monacais remontarem ao século XI, a sua Igreja é do século XIII, notabilizando-se no contexto do património românico português pelas excêntricas dimensões e pela importância da sua ornamentação escultórica dos capitéis.
De aludir, também, à extraordinária torre que ladeia a Igreja. Na Idade Média a torre era entendida como símbolo de segurança e, na ausência de castelos, a Igreja era a melhor fortaleza.
Independentemente da função a que se destinava, a natureza religiosa e uma pretensa vontade militar são, nestes casos, indissociáveis. É, ainda, por esta razão que a torre de Travanca tem de ser entendida enquanto elemento de afirmação senhorial, ou seja, do poder de uma família sobre uma região.
A 17 de janeiro de 1916 o conjunto monástico é classificado como Monumento Nacional, reconhecendo-se o valor patrimonial e histórico deste Mosteiro para Portugal.
Este é um dos Mosteiros que integra a Chamada Rota do Românico (Rota do Vale do Tâmega)(http://www.rotadoromanico.com/)
(41°16'40.46"N 08°11'35.61"W) Mosteiro do Salvador de Travanca – Travanca - Amarante - Porto – Região Norte - Portugal

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Detalhes… no reino encantado de Sintra… Onde a terra acaba e o mar começa…“De modo suave, você pode sacudir o mundo.” - ...
21/07/2026

Detalhes… no reino encantado de Sintra… Onde a terra acaba e o mar começa…
“De modo suave, você pode sacudir o mundo.” - Mahatma Gandhi

No Cabo da Roca, onde a terra acaba e o mar começa, considerado o ponto mais ocidental de Portugal, assim como da Europa continental. Situa-se na freguesia de Colares, concelho de Sintra e distrito de Lisboa. O local é visitável, não até ao extremo, mas até uma zona à altitude de 140m. O cabo forma o extremo ocidental da Serra de Sintra, precipitando-se sobre o Oceano Atlântico.
O grande poeta, Luís Vaz de Camões descreveu-o como o local “Onde a terra se acaba e o mar começa” (in Os Lusíadas, Canto III). Um padrão em pedra com uma lápide assinala esta particularidade geográfica a todos quanto visitam este local. A sua flora é diversa e, em muitos casos, tem espécies únicas.
Situado na latitude 38º 47´ Norte e na longitude 9º 30´ Oeste, o Cabo da Roca é uma coordenada importante para quem navega ao longo da costa, por ser o ponto mais ocidental do continente europeu continental.
Registos históricos apontam para a existência de um forte no Cabo da Roca no séc. XVII que teve um papel importante na vigia da entrada de Lisboa, formando uma linha defensiva ao longo da costa, sobretudo durante as Guerras Peninsulares. Actualmente existem apenas vestígios, para além do farol que continua a ser um ponto importante para a navegação.
O cabo da Roca está inserido no Parque Natural de Sintra-Cascais, numa zona de fáceis acessos.
(38°46'53.12"N 9°29'53.80"W) Cabo da Roca – Colares - Sintra - Lisboa - Portugal
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Detalhes... No encanto da Serras de Aire e Candeeiros.… Moinhos da Portela Vale de Espinho…“A guerra é mãe e rainha de t...
20/07/2026

Detalhes... No encanto da Serras de Aire e Candeeiros.… Moinhos da Portela Vale de Espinho…
“A guerra é mãe e rainha de todas as coisas; alguns transforma em deuses, outros, em demónios; de alguns faz escravos, de outros, homens livres. “ - Heráclito

A agreste crista da serra dos Candeeiros é pontilhas por uma vasta quantidade de moinhos, mas infelizmente quase todos em avançado estado de degradação, como os moinhos da Portela vale de Espinho em que praticamente só restam as paredes, segundo consegui identificar só na zona da Portela Vale de Espinho haveria 7 Moinhos.
Localizados nos cumes mais altos da Serra de Aire e Candeeiros, os vestígios destes moinhos permitem, a quem os visita, sentir a razão pela qual se localizam no alto da serra – o vento. Permitem também descobrir a sua arquitectura, numa verdadeira homenagem aos antigos, que os utilizavam como principal meio de moagem de cereais, curiosamente, através de uma das actuais energias renováveis em crescente exploração.
O moinho de vento tipo mediterrânico, grupo ao qual pertence a maioria dos moinhos de vento portugueses, são geralmente, compostos por uma estrutura cilíndrica construída em pedra, com cúpula cónica de madeira (denominada capelo) e um número variável de velas de pano cuja origem se pode associar ao velame das embarcações. Nos tradicionais moinhos portugueses as pás são orientadas para o vento por rotação do capelo permanecendo a restante estrutura fixa.
Tipicamente os moinhos de vento portugueses eram dedicados à moagem de cereais, a energia que chega à base do moinho através do seu eixo central é utilizada para fazer rodar uma mó. Uma mó é uma pedra maciça, esculpida em forma de anel cilíndrico achatado, de faces sulcadas e a cujo centro vazio se chama olho da mó. Numa instalação para moagem existem duas mós, sendo uma delas estática, denominada poiso e assente no chão do moinho, sobre a qual se coloca uma segunda mó com uma folga ligeira de modo que não impeça o movimento de rotação, denominada corredor, com raio idêntico ao do poiso, mas com altura inferior.
A moagem do cereal é feita depositando-o em grão na folga existente entre o poiso e o corredor. A rotação do corredor fricciona os grãos contra o poiso, esmagando-os repetidamente até que, lentamente se transformam em farinha. O cereal em grão é depositado numa caixa com fundo em cone ou pirâmide invertida, denominada tegão, à qual se liga uma calha ou quelha que conduz o grão para o olho do moinho e o deposita na folga entre o poiso e o corredor. A energia centrífuga provocada pela rotação do corredor faz com que o grão (e o produto da sua moagem) se desloque desde o olho até a circunferência da mó, onde é recolhido já em farinha.
(39°31'39.13"N 08°51'30.73"W) Portela Vale de Espinho – Arrimal – Porto de Mós - Leiria - Região Centro - Portugal

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Detalhes... no mundo mágico da Serra da Pena… Vista desde o interior das Ruínas do Hotel das Águas de Radium...“A educaç...
19/07/2026

Detalhes... no mundo mágico da Serra da Pena… Vista desde o interior das Ruínas do Hotel das Águas de Radium...
“A educação nunca foi uma despesa. Sempre foi um investimento com retorno garantido.” - Sir Arthur Lewis

Desde o interior das ruínas do majestoso Hotel das Águas de Rádium, ainda temos uma vista curiosas dos elementos arquitectónicos e da natureza que o rodeia nas encostas das Serra da Pena…
O Hotel das Águas de Rádium, está envolto em mistérios e lendas... há quem diga que tudo começa com um conde espanhol, Don Rodrigo, que aqui teria curado uma filha de uma grave doença de pele, mandando posteriormente construir o hotel termal, de que hoje restam as ruínas com o seu ar acastelado.
No Inicio do Séc. XX em todo mundo o Rádium (rádio) era considerado benéfico para a saúde, a presença de uma emanação desse elemento na água passou a ser considerada como um factor importante na sua acção terapêutica. Aliás, a presença da emanação de elementos radioactivos era por si só considerada um factor essencial de valorização da própria água.
Em consequência da "febre da radioactividade", por vários países na Europa bem como nos Estados Unidos e Canada foram construídos hotéis termais para a exploração com fins terapêuticos das águas com teores Rádium.
Na altura dizia-se que as referidas águas curavam essencialmente doenças de pele, fígado, rins, coração, bacia, arteriosclerose, etc.
Até aos anos 50, este tipo de termas e de água eram muito procuradas.
( 40°19'7.37"N 7°15'18.48"W) Serra da Pena - aldeia de Quarta Feira – Sortelha – Sabugal - Guarda - Beira Interior - Portugal

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Detalhes… Por Terras de Viriato… Fonte Monumental das Três Bicas...“Veja o mundo num grão de areia, veja o céu em um cam...
18/07/2026

Detalhes… Por Terras de Viriato… Fonte Monumental das Três Bicas...
“Veja o mundo num grão de areia, veja o céu em um campo florido, guarde o infinito na palma da mão, e a eternidade em uma hora de vida!” - William Blake

Esta magnífica Fonte de Três Bicas de estilo barroco localiza-se actualmente no largo da Misericórdia junto à Igreja da Misericórdia ao lado do largo e da Monumental Sé de Viseu.
Mas este não é o seu local original, tendo sido (segundo a inscrição lateral) transferida da Quinta das Bicas onde originalmente se encontrava em 1905.
Este chafariz com três bicas que vertem água para três volumosas conchas graníticas é um exemplar da arquitetura civil de equipamento rococó e neoclássica.
A fonte edificada no século XVIII, está dividida em três corpos, através de pilastras coríntias que correspondem às três bicas, com uma configuração foral e respectivas taças em forma de conchas.
O remate é composto por um frontão de lanços e pináculos, possuindo na cornija dois fogaréus que ladeiam as Armas Reais de Portugal.
Esta fonte fazia parte do património da Quinta das Bicas, situada a poente do Campo de Viriato e perto do rio Pavia, tendo sido transferida para aqui, em 1805.
A Quinta das Bicas é um lugar da freguesia de São José correspondente à antiga localização de uma quinta que durante séculos existiu no local actualmente ocupado pela Feira de São Mateus, o fórum Viseu e parte da Avenida da Europa.
(40°39'35.80"N 07°54'44.50"W) Largo da Misericórdia – Viseu – Região Centro – Portugal

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Detalhes… Santarém capital do Gótico… A rosácea da Igreja de Santa Clara (Séc. XIII).“Não é necessário reagir contra aqu...
17/07/2026

Detalhes… Santarém capital do Gótico… A rosácea da Igreja de Santa Clara (Séc. XIII).
“Não é necessário reagir contra aquele que nos julga mal; há que demonstrar com o exemplo o contrário.” - Carlos Bernardo González Pecotche

Grande rosácea gótica no topo Norte, que ajuda a iluminar o interior da Igreja, é sobrepujada por um escudo com as armas reais.
A Igreja de Santa Clara constitui um dos monumentos mais emblemáticos do “Gótico Mendicante” da cidade de Santarém, esta igreja é a parte remanescente do antigo convento das clarissas, aqui estabelecido em 1264. Actualmente, encontra-se rodeada por um amplo espaço, onde antes se encontravam as dependências conventuais, demolidas no início do século XX.
Apesar das várias intervenções ao longo do tempo, a igreja apresenta a fachada da velha basílica gótica merece destaque pelo seu contrafortado topo poente, enriquecido pela rosácea raiada, com arquivoltas ornamentadas de besantes ou pérolas, sobre a qual se releva uma moldura de pedraria esmaltada com as armas reais. Neste topo, ergue-se a torre sineira, que é rematada por uma bordadura de cachorrada de singular efeito decorativo. O topo oposto é amparado nas quinas por contrafortes e corrido no cimo por uma cachorrada golpeada.
A fundação do convento remonta a 1259, no reinado de D. Afonso III, quando as clarissas, provenientes de Lamego, se decidem fixar em Santarém. O edifício conventual estava já pronto em 1264, tendo a igreja sido sagrada no ano seguinte. D. Branca Lourenço de Avelar, ca 1338-1371, Senhora da Quintã de Oeiras foi Dona de S. Clara de Santarém. Filha do Conde D. Lourenço Martins de Avelar, o Velho e de D. Brites Anes de Castela
As obras prosseguiram muito para além da inauguração, prolongando-se durante todo o século XIII e na primeira metade do século XIV. Durante o reinado de D. Dinis, foram realizados importantes benefícios patrocinados quer pela Rainha D. Isabel, quer pelo próprio rei. Particularmente importante durante a primeira fase de edificação da obra parece ter sido D. Leonor Afonso, filha de D. Afonso III e que foi freira nesta casa. Esta infanta foi mais tarde, em 1325, sepultada na igreja do convento. Do início do século XIV, data o túmulo de Martim Afonso Chichorro, filho bastardo do mesmo rei, e que actualmente se encontra na Igreja de São João de Alporão.
Nota: O termo “Gótico Mendicante” refere-se à arquitectura gótica praticada pelas ordens mendicantes - franciscanos e dominicanos - durante a Idade Média. Apesar de não ser um estilo arquitectónico propriamente dito, "Gótico Mendicante" é um termo usado com frequência em Portugal para os edifícios religiosos que seguem os modelos popularizados pelas ordens mendicantes no país.
(39°14'23.09" 08°40'56.29"W) Santarém – Ribatejo – Região Centro - Portugal

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Detalhes… Na Ilha Mágica da Madeira… Ponta de São Lourenço, o oásis do Sardinha e o Farol…“A caridade é uma virtude que ...
16/07/2026

Detalhes… Na Ilha Mágica da Madeira… Ponta de São Lourenço, o oásis do Sardinha e o Farol…
“A caridade é uma virtude que não desacompanha jamais as suas irmãs, a fé que dá o ânimo e a esperança que anima o coração.” - Almeida Garrett

Quando percorremos a fantástica e árida Vereda da Ponta de São Lourenço, encontramos sensivelmente a meio uma casa rodeada de palmeiras, fazendo nos parecer um oásis, e ao fundo, já no ilhéu de Fora o Farol.
A ponta de São Lourenço que no fim do Verão nos presenteia com uma paisagem agreste e quase desértica onde podemos apreciar espectaculares formações rochosas; O seu clima semiárido e a exposição aos ventos do Norte determinam o desenvolvimento da vegetação rasteira e a ausência de árvores, diferindo do resto da ilha e constituindo um verdadeiro património natural. Aqui encontra-se o andar basal da ilha da Madeira em melhor estado de conservação e várias plantas raras e endémicas. A Ponta de São Lourenço é a ponta mais a leste da Madeira formando a península e deve o seu nome, ao nome da caravela de João Gonçalves Zarco, um dos três descobridores da ilha da Madeira.
O Oásis criado na Casa do Sardinha foi construída a mando de Manuel Bettencourt Sardinha que, após ter construído o Cais de Abra em 1905, a mandou edificar com o intuito de lhe servir como lugar de refúgio e de férias. Passada por entre gerações, em 1996, a sua neta, D. Françoise Delput, vendeu-a à Região Autónoma da Madeira, sob a condição do espaço vir a servir os interesses da conservação dos valores naturais deste sítio.
O farol da ponta de São Lourenço ou farol de São Lourenço está edificado no ilhéu do Farol ou ilhéu de Fora, uma pequena ilha no extremo da península de São Lourenço a aproximadamente de 430 m. do extremo este da ilha da Madeira.
A sua construção decorreu entre 1867 e 1870, tendo entrado em funcionamento a 30 de Setembro de 1870, sendo assim o farol mais antigo da Madeira, e desde o ano 2000 o farol passou a funcionar a energia solar. A torre do farol tem uma altura de 10 m, a luz encontra-se a 103 m de altitude e o seu alcance luminoso é de 20 milhas (c. 37 km), com uma característica luminosa de relâmpagos brancos simples com um período de 5 segundos.
(32°44'49.90"N 16°41'27.84"W) Ponta de São Lourenço - Região Autónoma da Madeira – Portugal

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Endereço

Cabanas
Quinta Do Anjo

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