07/06/2016
FONTE DO CENTENÁRIO (FONTE LUMINOSA) A Fonte do Centenário ou Fonte Luminosa, como também é conhecida foi inaugurada em 1960 e pretendia ser um autêntico padrão a atestar o primeiro centenário da cidade, que nesse ano se celebrava. A intenção do município, ou seja, do seu presidente, o major Magalhães Mexia era de assinalar o centenário num acontecimento, erigir uma fonte luminosa monumental da qual faria parte um trabalho escultórico assinado por António Paiva. Chegou-se a fazer uma maqueta deste trabalho que seria em Bronze, medindo cerca de quatro metros, representando um pescador, com as suas redes e um peixe nas mãos postas, em sinal de agradecimento. Por outro lado, Álvaro Carvalho Pinto (1922-2002), então funcionário do Banco Nacional Ultramarino, em Lisboa, propusera a construção de um monumento para assinalar o primeiro Centenário da cidade. A realização da obra sonhara-a em África quando, meia dúzia de anos antes, ali permanecera. Dadas as dificuldades financeiras com que o município se defrontava para arrostar com uma tão elevada despesa, uniram-se as ideias, o monumento proposto foi ganhando forma de fonte, como queria o presidente da edilidade e a subscrição abriu-se, por um ano, após o verão de 1959, apadrinhada pelo “O Setubalense”, o mais antigo título da imprensa local. A inauguração teve lugar a 25 de julho, dia de abertura da Feira de Sant’Iago, estando presente na cidade o Presidente da República almirante Américo Thomaz (1894-1987). A fonte então inaugurada reduzia-se aos dois lagos concêntricos. No lado exterior da fonte figuram-se os treze brasões, esculpidos em mármore dos concelhos do Distrito de Setúbal. O grupo alegórico que atualmente se observa no centro da fonte foi colocado em 12 de junho de 1971, representada cada uma das três estátuas o Mar, a Terra e a Poesia. É uma obra do escultor portuense Arlindo Rocha. In: CHAFARIZES E FONTES DE SETÚBAL - Águas do Sado www.aguasdosado.pt FONTE DE INFOMAÇÃO: Câmara Municipal de Setúbal (GACH – Gabinete dos Centros Históricos).