28/07/2024
Posta estranha para um amanhecer que reflecte mais um dia intenso de feira no BAZAR à noite. Parte do dia cobertas por nevoeiro e morrinha, em preparativos, seguido de horas de conversas, contactos, o sol de fim de tarde a aquecer-nos o costado e um público que inunda a Praça da Fruta, nas Caldas da Rainha, com espanto, interesse, sorrisos, timidez, perguntas, olhos que brilham de curiosidade e vontade de levar obra para casa. No nosso caso, a apreciação que aqui sentimos pelo labor é em tudo diferente e para melhor. Haveria várias coisas a dizer sobre isso, porque há um padrão identificável, mas terá de ficar para outro dia. Arrumada a tralha, segue-se uma tertúlia sobre o estado da arte, falando-se de artistas que, de uma forma ou de outra, foram ficando à margem, por escolha ou falta de opção, faltando-lhes o reconhecimento que lhes permitiria viver com a dedicação plena à sua arte, como mereceriam. Sem sabermos ainda da sua partida, falou-se da Mísia, mas também do Paulo Bragança e da Né Ladeiras. Hoje, ouvir estas pérolas, voltar a encontrar a Kate Bush na Né Ladeiras e ser recordada de que tudo - mesmo tudo -, o que o êxtase criativo nos dá, vale a pena. Uma vez mais, obrigada à Organização do BAZAR à noite por mais um edição impecável. Até breve!
Do álbum Todo Este Céu (1997). Né Ladeiras canta Fausto.